Na passada terça-feira, dia 3 de julho, Antero Monteiro, flaviense imigrado no Luxemburgo, entregou um cheque de 600 euros ao Patronato de São José, em Vilar de Nantes, gesto solidário que tem vindo a ser repetido ao longo das últimas duas décadas.

Como já vem sendo hábito ao longo dos últimos anos, Antero Monteiro deslocou-se ao Patronato de São José para entregar um cheque no valor de 600 euros que servirão para satisfazer algumas das necessidades desta instituição. Neste momento, o Patronato de São José acolhe 26 crianças e jovens do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 8 e os 21 anos.
Antero Monteiro é autor de vários livros, e o dinheiro dos donativos que faz advém da venda das suas obras. Por vezes, e uma vez que hoje em dia já não tem vendido tantos livros como vendia antigamente, muito por culpa da “crise, porque ela ainda persiste, infelizmente”, este flaviense usa o dinheiro da sua reforma para ajudar as instituições: “Mandei cá vir na semana passada um colega meu com bens essenciais. Dei-lhe duzentos euros do meu dinheiro, nem foi dinheiro dos livros”.
A escrita apareceu na vida de Antero Monteiro aos 45 anos, depois de ter sofrido de alguns problemas de saúde: “A magia das letras caiu-me nas mãos como música intemporal. E desde então nunca mais parei de escrever”. Quando era criança só pôde estudar até à quarta classe pois os seus pais não tinham posses para lhe proporcionar mais estudos. Por isso, Antero Monteiro acredita que a sua mão é guiada por Deus.
O cheque solidário foi entregue nas mãos da Irmã Augusta, responsável pelo Patronato de São José, que afirmou que mais que uma relação de amizade com o autor, existe uma relação de família: “Já há raízes familiares”.
Sentindo-se como “uma pomba branca que voa no céu azul” a cada donativo que faz, Antero Monteiro espera poder continuar a ajudar esta e outras instituições. “Há um provérbio que diz: ‘Receber enche as mãos, mas dar enche o coração’”, concluiu.

Maura Teixeira

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