Numa semana repleta de inúmeros acontecimentos de variada Natureza realizou-se, de 27 a 30 de abril, o II Encontro Luso-Galaico de Escritores – Ponte Escrita.

Este ano, à semelhança da primeira edição, o Ponte Escrita contou com a presença do ilustrador Richard Câmara que desta vez veio mais cedo, chegou a 23 de abril, para fazer uma residência na cidade. A partir da Casa de Cambedo, um hostel junto à Ponte Romana, o ilustrador andou a desenhar pela cidade durante toda a semana. O seu trabalho permitirá a criação de um roteiro gráfico de aspectos visíveis e ocultos desta cidade que é sempre uma coisa para os seus habitantes e outra para quem a vê com o olhar de fora.

Richard Câmara fez também uma palestra partindo da experiência de registo em desenho feito em Chaves no âmbito do I Encontro Luso-Galaico de Escritores, que continuará em exposição na Biblioteca Municipal, contextualizando-o com exemplos de encomendas semelhantes no Brasil, Polónia, Évora ou Xangai.
Os escritores chegaram dia 27 de Abril e durante três dias houve encontros com alunos e leitores nas escolas, na Biblioteca, na Universidade Sénior e no Estabelecimento Prisional. A Feira do Livro foi mais uma vez acolhida pelo Café Sport, por onde todos os escritores passaram para autógrafos e conversas informais com os leitores.

Houve um jantar literário, aberto à participação de todos, promovido pelo Alcaide de Verin, na sua cidade onde escritores e verinenses ligados à escrita puderam trocar algumas ideias sobre esta ponte para a Galiza que se constrói devagar mas com vontade de ambas as partes.
Nesse dia a escritora Fausta Cardoso Pereira esteve presente em Allariz para receber o prémio Antón Risco atribuído ao seu livro: “Dormir com Lisboa”.

No dia 29 foi um sucesso a visita guiada à cidade feita pelo arquitecto Luis Geraldes, flaviense conhecedor da cidade e das suas histórias e com um humor franco, delicado e inteligente que encantou a todos.
No dia 29 houve uma visita às Termas Romanas do Largo do Arrabalde que foi partilhada com muitos flavienses.

No Sábado à noite, os escritores reunidos na Biblioteca Municipal foram apresentados com poesia, dita por João Morales e souberam, finalmente, o local da cidade sobre o qual cada um irá escrever um conto.
O Forte de São Francisco para Ana Cristina Silva, a Travessa Cândido dos Reis para André Gago, a Ponte para António Mota, as Escadinhas das Manas para Ernesto Areias, a Fronteira para Fausta Cardoso Pereira, a Biblioteca para Fernando Pinto do Amaral, o Km 0 para Filipe Lopes, a Rua do Rio para Inês Botelho, a Rua de Santa Maria para León Machado, a Rua de Santo António para Margarida Fonseca Santos, o Castelo para Maria de Lourdes Soares, Possidónio Cachapa, a Alameda do Tabolado para Rui Sousa, a Rua Cândido Sotto Maior para João Morales e as Termas Romanas para Fran Alonso e Rosalía Fernandez Rial, os dois escritores vindos da Galiza que tão bem abraçaram o espírito desta Ponte Escrita.

Aguardamos agora os contos que constituirão o segundo volume do roteiro literário da cidade de Chaves que dará continuidade ao KM 0, livro da edição de 2016.
Foi grata para a organização do Encontro a satisfação de todos os que nos visitaram e a vontade de voltarem à nossa cidade. E começamos a preparação do próximo Encontro, tirando proveito da experiência para que em 2018 possamos trazer a Chaves outros escritores, mais livros e mais gente leitora.

Agradecemos a todos que connosco colaboraram, contributos importantes que tornaram possível a Ponte Escrita 2017.
Devagar se vai fazendo sólida e plural esta Ponte de gente, livros e afectos.

Altino Rio e Sílvia Alves

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