O município de Chaves apresentou na segunda-feira, dia 30, aos flavienses o projeto de Regularização Fluvial do Tâmega com vista à requalificação das margens do rio e à minimização do risco de inundações. A empreitada é de quase 270 mil euros.

“Ao longo do século XIX e também do século XX a cidade teve uma série de cheias com uma certa relevância que causaram graves prejuízos nas estruturas das habitações, nos haveres das populações e também na agricultura”, disse Nuno Vaz, presidente da Câmara de Chaves.

A intervenção, da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), irá incidir ao longo de 16 quilómetros de extensão, entre as lagoas, a montante da cidade, e o rio Tâmega, em ambas as margens.
O objetivo, segundo referiu o autarca flaviense, passa por fazer a interligação entre as lagoas, os canais e o rio para que “em situações de cheias haja uma espécie de amortecimento e que algum do caudal da água possa ser desviado de montante para jusante para que de facto não haja impactos negativos”.

Das margens do rio serão retiradas várias árvores mortas ou em mau estado, que posteriormente serão substituídas, será removido assoreamento e melhorado o curso do rio.

As ações ao longo do rio vão incidir nas freguesias de Vila Verde da Raia, Santo Estêvão, Outeiro Seco, Santa Cruz/Trindade e Sanjurge, Santa Maria Maior, Madalena e Samaiões, São Pedro de Agostém, Vale de Anta e Curalha.

A Câmara de Chaves irá investir 268 743, 69€ e espera-se que a obra esteja concluída no final de outubro.
“Cem dias após o dia 6 de agosto esperamos ter um rio ainda mais funcional, mais atrativo, que sirva também de motivo de atração para a população e que as pessoas cada vez mais se voltem para o seu rio, que interajam com o rio, que percebam que é um rio de vida, que liga margens, pessoas e que deve ligar cada vez mais atividades”, salientou o dirigente. Nuno Vaz pretende, no futuro, dar maior dimensão às provas piscatórias já existentes no rio, aumentar a função turística do mesmo e promover atividades lúdicas e recreativas.

Neste sentido, para o próximo ano estão a ser planeadas novas intervenções no rio Tâmega. O orçamento das várias empreitadas ronda os 2,7 milhões de euros.

No encontro de segunda-feira estiveram presentes vários flavienses, nomeadamente os presidentes das freguesias onde irão incidir as obras de requalificação das margens do rio.

O projeto foi apresentado pelo arquiteto André Nascimento, autor da obra, e pela arquiteta Sandra Sarmento da APA e conta com a colaboração do município de Chaves.

Esta obra financiada enquadra-se no Plano de Gestão do Risco de Inundações, no âmbito do Plano Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

Cátia Portela

 

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