Decorreu, na passada segunda-feira, a primeira sessão do julgamento de dois médicos acusados do crime de homicídio por negligência grosseira de uma criança de 13 anos. Caso remonta ao ano de 2010.

Foi a 20 de agosto de 2010 que os pais da criança, na altura com 13 anos, a levaram ao serviço de urgência do Hospital de Chaves uma vez que esta se queixava de fortes dores de barriga generalizadas e vómitos frequentes.
Na primeira sessão do julgamento, no passado dia 7 de maio, os dois médicos acusados prestaram depoimento no qual contestaram a acusação de negligência, afirmando que quando a criança foi observada não encontraram sintomas para valorizar. O menino de 13 anos veio a morrer dois dias depois, “como consequência de lesões de perfuração do duodeno derivadas de úlcera duodenal”.
A acusação referiu que a vítima foi atendida, observada e acompanhada por um dos arguidos, médico pediatra no mesmo hospital, que durante o internamento da criança, e devido à sua evolução clínica, solicitou a colaboração do outro arguido, da especialidade de cirurgia.
A acusação considerou ainda que existem indícios fortes de que os arguidos, para além de não terem valorizado “convenientemente os sintomas que a vítima apresentava e que, por si só, eram suscetíveis de conduzir à identificação do mal que a afligia”, não realizaram as devidas análises tendo em vista o diagnóstico.
Os dois médicos foram acusados em 2015, e, no ano passado, um juiz de instrução de Chaves mandou o processo para julgamento. A pena máxima aplicada é de cinco anos, pelo que o julgamento decorre num tribunal singular.

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