A Câmara de Chaves e a Fundação de Serralves celebraram, no dia 6 de dezembro, um protocolo de cooperação que irá dinamizar o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso e promover exposições de peças da coleção de Serralves nas salas do museu flaviense.

Inaugurado no dia 4 de julho do ano passado, o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA) foi projetado pelo arquiteto Siza Vieira para receber o acervo do mestre Nadir Afonso. Com a assinatura do protocolo de cooperação a Fundação de Serralves compromete-se a apoiar na gestão do MACNA, através da criação de vários serviços que, de acordo com o autarca flaviense, ajudarão a rentabilizar o edifício.

“O museu tem uma multiplicidade de serviços que devem ser construídos e dinamizados para podermos rentabilizar o edifício. Nós temos que criar um bom serviço educativo, um bom serviço de promoção, ou seja, nós temos de criar um conjunto de serviços que ajudem a dinamizar e a promover o museu”, disse António Cabeleira.

Para além disso, Serralves irá disponibilizar algumas obras da sua coleção para a realização de uma exposição anual no museu flaviense. A primeira exposição será realizada no próximo mês de abril.
Segundo o presidente da Câmara de Chaves as áreas de exposição no museu serão todas reformuladas: a sala principal irá incluir a exposição das obras do pintor Nadir Afonso e as restantes salas irão abranger a exposição das obras de outros artistas plásticos cedidas pelo Museu de Serralves.

Para o dirigente flaviense a assinatura deste protocolo irá trazer mais-valias para a cidade na medida em que o Museu de Serralves é “uma referência a nível nacional” e com o nome reconhecido lá fora, existindo ainda a particularidade de que ambos foram projetados pelo mesmo arquiteto.
Por isso, António Cabeleira acredita que as pessoas que forem visitar o Museu de Serralves pela sua arquitetura também virão até Chaves.

“Temos o exemplo, inclusive, da visita de vários grupos de cidadãos do Japão e de outro grupo de alunos da Universidade de Chicago que vieram de propósito para conhecer o nosso museu”, sustentou.
Desde que abriu portas, o MACNA já recebeu cerca de 10 mil visitantes.
“Para além de enriquecer o património cultural flaviense, o museu atrai o turismo cultural e as pessoas acabam por dormir cá e por comer também na cidade, o que se torna bom para Chaves e para o seu desenvolvimento económico”, afirmou o autarca.

A adesão a este protocolo tem um investimento total de 100 mil euros por parte da Câmara de Chaves, sendo o valor distribuído ao longo dos próximos quatro anos.
De referir que a Fundação de Serralves assinou um protocolo de colaboração com o município de Chaves e com mais outros 14 municípios que visam a dinamização e promoção dos seus edifícios museológicos.

Iluminação e animação natalícias são para continuar

A iluminação de Natal e a vasta animação foram um dos principais destaques na cidade ao longo de toda a época natalícia e que mereceu rasgados elogios por parte dos habitantes.
O valor investido pela autarquia na iniciativa Chaves Natal 2016 rondou os 80 mil euros e teve a ver sobretudo com a iluminação dos edifícios mais emblemáticos da cidade, nomeadamente a iluminação na Igreja Matriz, na Torre de Menagem, na Igreja da Misericórdia e no tribunal.

Um investimento que na opinião do presidente da Câmara de Chaves era necessário na medida em que no ano anterior as expetativas dos flavienses tinham ficado muito aquém do esperado. Por isso este ano era preciso inovar para trazer o espírito natalício à cidade e também para atrair visitantes.

Para além da iluminação na cidade, foi colocada uma árvore de Natal de dimensões maiores que em anos anteriores junto ao tribunal, em parceria com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, e a Igreja da Madalena foi igualmente iluminada com o apoio da Junta de Freguesia da Madalena e Samaiões.

“Com tudo isto a cidade transformou-se um pouco, ficou mais agradável, mais apelativa e desta forma também conseguimos promover Chaves através das inúmeras fotografias que foram tiradas e colocadas na internet e que correram o mundo. Quem sabe se não houve gente que veio a Chaves para ver a cidade iluminada ou que ficou com vontade de vir no próximo ano”, sublinhou.

António Cabeleira garante assim que a iniciativa Chaves Natal é para continuar no próximo Natal, alargando-se inclusive a outros pontos da cidade. A Tenda Natal, outra das atrações que fez as delícias dos mais pequenos, irá ser deslocada para o Largo General Silveira.

Largo General Silveira: Chaves precisa de uma praça

Relativamente às obras de remodelação no Largo General Silveira, o presidente da Câmara de Chaves diz que “estão a decorrer dentro da normalidade e dentro do calendário previsto”.

Recorde-se que as obras de remodelação no Largo General Silveira arrancaram no passado dia 2 de novembro e têm como objetivo a substituição do pavimento, que estava em mau estado, com calçada à portuguesa bem como a eliminação da fonte de água. No centro irão nascer vários repuxos de água com a possibilidade de serem retirados sempre que for necessário.

“A praça irá continuar porque Chaves precisa de um espaço para serem lá organizadas as mais diversas atividades. Em 1998, quando a câmara era presidida pelo Dr. Alexandre Chaves, entendeu-se que Chaves precisava de uma praça, atualmente nós pensamos da mesma forma”, explicou.

António Cabeleira mostra-se admirado com a posição do Partido Socialista, uma vez que foi o PS “que mandou elaborar o projeto da praça” e que hoje “entenda que a praça deveria voltar à traça antiga”.
“Eu não mudei de opinião. Em 1998 votei favoravelmente a transformação do Largo General Silveira e em 2017 continuo a pensar da mesma forma. Lamento imenso que o Partido Socialista tendo em 1998 tomado a iniciativa de transformar o espaço, hoje, como os cataventos, mude de ideias e entenda que a cidade já não precisa de uma praça”, sentenciou o dirigente.

Apesar de ter perdido o jardim do Largo General Silveira, na opinião de António Cabeleira, Chaves continua a ser uma cidade verde. Ao longo destes anos foram construídos outros espaços verdes como é o caso da zona envolvente da margem esquerda do rio Tâmega, do espaço que envolve toda a ciclovia da cidade, a envolvente do Forte São Francisco, entre outros.

As obras de requalificação no Largo General Silveira devem terminar no final do mês de fevereiro deste ano. O investimento da autarquia é de 245 699€.

Cátia Portela

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