O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA) inaugurou na sexta-feira, dia 30, a primeira exposição monográfica dedicada ao percurso arquitetónico de Nadir Afonso intitulada “Arquitetura sobre tela”. A mostra foi comissariada pelo arquiteto António Choupina e está presente no museu até janeiro do próximo ano.

“Arquitetura sobre tela” foi inaugurada pelo presidente da Câmara de Chaves, António Cabeleira, e contou com a presença de Laura Afonso, presidente da Fundação Nadir Afonso, do curador da exposição, o arquiteto António Choupina, e de vários convidados, nomeadamente do vereador da cultura da Câmara de Guimarães, José Bastos.

A mostra integra várias telas de viagem do mestre Nadir Afonso, assim como inclui diversos desenhos, cartas, maquetes e pinturas de outros artistas com quem o pintor flaviense se foi cruzando, nomeadamente de obras de Le Corbusier, Oscar Niemeyer, Georges Candilis, Álvaro Siza Vieira e Fernando Távora.
De acordo com António Choupina a exposição retrata o “percurso de Nadir Afonso enquanto arquiteto que evolui para pintor. É uma síntese do binómio de uma vida passada da tela para o espaço e do espaço para a tela e em que a arquitetura é do ponto de vista pessoal a coisa mais intensa que persegue o autor e que o mantém numa relação quase de amor ódio”.

Durante a visita ao MACNA são percetíveis as várias viagens efetuadas pelo arquiteto e pintor Nadir Afonso fora de Portugal e dentro dele, entre 1942 e 2013. Experiências que foram passadas para o papel e que definem o mestre Nadir Afonso como um dos maiores “génios” da arte contemporânea em Portugal e no resto do mundo.
Esta é a segunda exposição do mestre Nadir Afonso inaugurada no museu flaviense.

“Acho muito interessante a maneira como a exposição está organizada porque o António teve sempre o cuidado de contextualizar o desenho ou a obra ou o projeto de arquitetura. É uma exposição mais monumental do que anterior e talvez até mais atraente para o público”, sublinhou Laura Afonso.
Já para o presidente da Câmara de Chaves esta exposição foi uma surpresa agradável.

Esta mostra “é fabulosa. Neste momento temos no Museu Nadir Afonso duas exposições extraordinárias”, lembrou o autarca referindo-se às exposições do Nadir Afonso e à da Fundação de Serralves.
“Não tenho a menor dúvida de que as pessoas que vierem até ao museu vão sair daqui absolutamente agradadas com aquilo que vão vivenciar”, sublinhou António Cabeleira, acrescentando que o edifício, projetado pelo arquiteto Siza Vieira, deveria ser um orgulho para todos os flavienses.
A visitar pela primeira vez o MACNA, o vereador da cultura da Câmara de Guimarães destacou a beleza do edifício e na sua opinião é “um espaço que está pensado para a arte contemporânea” e que “permite várias abordagens expositivas”.

“O conteúdo é também muito interessante, principalmente porque tive a oportunidade de ouvir toda a contextualização da exposição que foi feita pelo curador e que se torna fundamental para que possamos percecionar ainda melhor aquilo que é a dimensão do artista Nadir Afonso nesta sua dupla faceta enquanto arquiteto e pintor”, sustentou o dirigente.

Para o vereador vimaranense “a arte contemporânea é fundamental na afirmação de qualquer território e certamente que este museu será essencial para afirmação de Chaves no contexto territorial local, regional, nacional e internacional”, concluiu.
A exposição “Arquitetura sobre tela” estará patente ao público até ao dia 21 de janeiro do próximo ano.

Cátia Portela

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