Inaugurado há cerca de seis meses pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA), em Chaves, já ultrapassou os 10 mil visitantes apenas entre os meses de julho e dezembro de 2016.

Sendo a esmagadora maioria de visitantes de origem nacional, também no estrangeiro este equipamento cultural suscita interesse e curiosidade, tendo sido visitado já por diversas nacionalidades. Espanha, França, Suíça, Inglaterra, Alemanha, Brasil, Estados Unidos da América e Japão são alguns dos países de origem dos muitos visitantes que já passaram pelo Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso.

Foram, também, várias as personalidades portuguesas e estrangeiras, entre professores catedráticos, políticos, jornalistas, fotógrafos, arquitetos, críticos de arte, artistas, diretores de museus e muitos outros vultos de diversas áreas profissionais que honraram e distinguiram o MACNA, deixando as suas impressões no livro de honra do museu.

Em contexto escolar, o MACNA recebeu 563 alunos oriundos de escolas do concelho de Chaves, em visitas pedagógicas, e 80 estudantes de agrupamentos escolares de outras localidades fora da região.

Os estabelecimentos de ensino podem agendar as respetivas visitas, de acordo com as ações previstas nos seus planos de atividades. Para o mês de janeiro e fevereiro estão já agendadas visitas pedagógicas para as crianças do ensino pré-escolar do concelho, no âmbito do Projeto Viver a Escola.

Recorde-se que o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, uma obra singular do conceituado arquiteto Siza Vieira, tem patente ao público a exposição “Nadir Afonso – Chaves para uma Obra”, uma mostra alusiva a cerca de 35 anos de trabalho do pintor flaviense.

Nesta exposição, o visitante pode encontrar, numa primeira fase, as primeiras telas pintadas por Nadir Afonso a partir dos 15 anos, onde são retratados rostos de familiares e elementos da sua cidade berço, Chaves. Segue-se a fase modernista inicial e o período surrealista, com obras abstratas de vanguarda internacional. Do surrealismo, o pintor parte para uma abstração mais geométrica, seguindo-se o período Barroco, o Pré-Geométrico e o Egípcio. Passando para a fase dos “Espacillimité”, onde o artista introduziu elementos cinéticos nos seus trabalhos, o visitante pode contemplar uma máquina que permite que uma pintura rode sobre si própria, como se de um filme se tratasse.

A coleção exposta encerra com um vasto conjunto de obras de abstrações que evocam cidades (período Perspético), embora não sendo cidades reais, refletem a visão do artista também como arquiteto, inscrevendo nos quadros elementos construtivos urbanos.

Em exposição estão mais de uma centena de telas, desenhos e documentos pessoais do artista.

O museu reúne dois génios das artes, por um lado Nadir Afonso, um dos maiores artistas do século XX, e por outro lado Siza Vieira, conceituado arquiteto português vencedor de um prémio Pritzker (prémio internacional de arquitetura, muitas vezes também chamado de “nobel da arquitetura”).

Redação/CM Chaves

 

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