“ Iremos procurar demonstrar organização no jogo e competência, que é o mais importante, independentemente do resultado que se consiga”

Sex,11 Jan 2013


O coordenador do futsal do distrito de Vila Real orienta pelo segundo ano a Seleção Sub-20 de Futsal Júnior Masculino no Interassociações, que decorre este fim-de-semana. Emídio Rodrigues faz a antevisão da prova, falando ainda do futsal no distrito, explicando os projectos da Associação de Futebol de Vila Real para criar encontros entre os mais novos, até ao escalão de iniciados.

 Há mais jovens a praticar futsal no distrito, é um novo paradigma?

Cada vez temos mais miúdos a praticar futsal, mas se não os conseguirmos prender e aliciá-los para a competição de nada vale, pois haverá um momento onde os miúdos irão abandonar a modalidade. É importante criar competições para escalões mais baixos.

Que medidas irão ser criadas para isso?

Estamos a procurar dinamizar isso na Associação de Futebol de Vila Real, mas possivelmente em Fevereiro irão começar a haver, à semelhança do que acontece nos escalões mais baixos do futebol, encontros com estas escolas de formação, fazer o levantamento do número de atletas nestas escolinhas, onde há escalões mais baixos. Os encontros passam por isso. Para os mais pequenos passará por dinamizar jogos de mini-futsal, 4×4, e iremos fazer situações de jogo formal de 5×5 para os infantis e iniciados. Iremos ver o que temos e procurar realizar encontros de forma regular.

É uma boa altura para arrancar com este tipo de projectos?

É sempre uma boa altura e o mais importante será mesmo arrancar com este tipo de projectos. Quer nos escalões mais baixos quer mesmo em juniores o importante é melhorarem a sua competitividade e este tipo de iniciativas irá ajudar a seguir esse caminho.

A Selecção de sub-20, que irá orientar mais uma vez, esta época começou mais cedo, com mais treinos, uma preparação melhor…

Sim, foi uma preparação melhor, pois no ano anterior tivemos poucos treinos. Esta época já nos reunimos oito vezes, e até ao interassociações ainda iremos ter mais unidades de treino e isso é importante, sobretudo porque temos mais frequência de treinos para crescer, embora seja difícil juntar o grupo todo. Estamos mais satisfeitos este ano do que no ano transato. Temos no nosso grupo as equipas mais difíceis da zona norte, AF Porto e Braga, e independentemente do que eles consigam é sempre uma experiência única e ficam a contactar com uma realidade muito distinta da deles e que os pode levar a repensarem a sua realidade na modalidade. Só essa refleção já é importante. Iremos procurar demonstrar organização no jogo e competência, que é o mais importante, independentemente do resultado que se consiga, mas deixar uma imagem positiva de empenho e organização.

Além do interassociações sub-20 e dos encontros para os mais novos que falou, está também em perspectiva competição para uma selecção de futsal de sub-15?

Essa Selecção está praticamente lançada, mas ainda depende de algumas decisões que não me cabe a mim. Possivelmente irá passar por atletas que estejam nas escolas, que não pratiquem outra modalidade, que gostem de futsal e que demonstrem qualidade. Será feito um levantamento nas escolas do distrito, contando com a colaboração dos professores, pois é impossível ter conhecimento de todos os possíveis jogadores.

A nível nacional, este é um ponto de viragem para o futsal?

Tem sido dito por muita gente que esta direcção da FPF já fez mais pelo futsal que as outras todas. Não sei se estou a ser injusto, mas tem sido a mensagem transmitida por muita gente importante ligada à modalidade. O facto de serem dadas condições para que a estratégia se desenvolva é motivador para que as pessoas responsáveis possam trabalhar e para os próprios jovens, onde sentem que a importância já não vai só para o futebol.

Tem estado à frente da seleção distrital da AFVR, não treina um clube desde o GD Boticas, como está esta fase da sua carreira?

Quer o nosso distrito, quer os limítrofes, atravessam graves problemas, que são conhecidos, com cada vez um menor número de equipas e aguardo um projecto que seja positivo e motivador. Até agora ainda não aconteceu, mas aguardo, sem qualquer pressa, pois são coisas que não dependem de mim.

Diogo Caldas

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