Montalegre – Inauguração do Centro de Apoio Domiciliário em Cervos

Ter,13 Nov 2012


Erguido na antiga escola primária de Cervos, foi inaugurado o “Centro de Apoio Domiciliário” sob administração da Associação do Campo de Cervos. Uma obra, apoiada pela Câmara de Montalegre, que custou 100 mil euros, emprega cinco funcionários, tem 30 utentes e responde por uma área que abrange as freguesias de Cervos, Morgade, Negrões, Chã e Sarraquinhos.

 O presidente da Câmara de Montalegre inaugurou o “Centro de Apoio Domiciliário de Cervos”, um investimento que rondou os 100 mil euros. Uma obra que transfigurou um espaço que em tempos foi escola primária. Falamos de uma instituição particular de solidariedade social, com acordo de cooperação para a resposta social, serviço de apoio domiciliário, celebrado com o Centro Distrital de Vila Real, em Junho de 1999. Entre os serviços prestados e atividades desenvolvidas para os 30 utentes que possui, destacamos a distribuição de refeições, cuidados de higiene pessoal e conforto, tratamento de roupas, arrumações e pequenas limpezas ao domicilio.

«ESTA OBRA FAZIA MUITA FALTA»

Artur Rua, presidente da Associação do Campo de Cervos, refere: «nós prestamos serviço para cinco freguesias: Cervos, Morgade, Negrões, Chã e Sarraquinhos. Temos 30 utentes. Começamos em 1999 e agora apresentamos esta obra que fazia muita falta. Neste tempo ainda mais falta faz. Há pessoas que se não existíssemos nem se alimentavam direito. Antes havia pessoas, comerciantes nas aldeias, hoje não se vê ninguém. Mesmo que não sejam sócios, damos apoio».

Empolgado, o responsável máximo pela associação descreveu o que podemos encontrar no interior da estrutura agora inaugurada: «temos um salão, uma cozinha, três dispensas, um escritório, uma lavandaria, uma sala para as empregadas, duas salas de banho e uma para deficientes».

«QUERIAMOS UM…LAR!»

Agora que a obra é uma realidade à qual muitos contribuíram, Artur Rua não esconde um desejo: converter o apoio domiciliário em lar de idosos. Um desejo concretizável se surgisse um mecenas ou a “sorte” visitasse Cervos: «se tivéssemos dinheiro queríamos ter um lar mas…não há dinheiro! Só com ajuda de alguém ou do euromilhões (risos). Até este momento não pudemos pedir dinheiro à segurança social porque não tínhamos isto legalizado. Agora temos tudo direitinho e já o podemos pedir. Temos muita gente na lista de espera mas não podemos meter mais gente. A segurança social só apoia até 28 pessoas e nós temos 30. Duas já suportamos nós o encargo. Pedimos alteração para 40. Vamos aguardar pela resposta e aí até podemos empregar mais uma pessoa».

OBRIGAÇÃO SOCIAL, INSTITUCIONAL E MORAL

Fernando Rodrigues, presidente da autarquia de Montalegre, valorizou o trabalho da comunidade em prol de um investimento que deve exigir consenso: «estamos perante uma obra que foi feita com as economias da direção destes últimos anos. Traduziu-se na beneficiação da escola antiga, cedida pela Câmara, com um salão, uma cozinha nova e todos os aposentos que são indispensáveis e exigidos para este tipo de atividade. Conseguiu-se uma construção muito bonita com um arranjo exterior muito bom. Presta serviço a 30 utentes das freguesias limítrofes, indispensável para socorrer os que estão sozinhos, os doentes e os mais fracos. A Câmara prestou este apoio por ser uma obrigação social, institucional e moral. Vamos continuar a apoiar para que este serviço seja, cada vez mais, eficiente e mais humanizado».

ESTADO INVESTE 30 MIL EUROS/MÊS

O autarca aproveitou o momento para recordar o trabalho de base que tem sido realizado pela Câmara de Montalegre, neste setor, desde que assumiu o poder: «a Associação do Campo foi criada logo no primeiro mandato que nós viemos para a Câmara. Nessa altura só existia a Misericórdia de Montalegre onde só prestava serviço de lar. Nós fizemos a cobertura domiciliária de todo o concelho. Para além desta associação, criou-se a associação de Paredes, o serviço em Vila da Ponte, com recurso ao centro paroquial; em Cabril recorreu-se, também, ao centro paroquial e em Salto formou-se uma associação. Com tudo isto, fez-se a cobertura de apoio social no concelho». Sem deter a argumentação, reforçou: «a segurança social fez protocolo com estas instituições iniciando, deste modo, uma era diferente no apoio social. Estas instituições foram crescendo. No caso de Cabril e Salto construíram lares; em Montalegre foi aumentada a capacidade e criado o apoio domiciliário que também não existia».

A encerrar o depoimento, Fernando Rodrigues invocou a aposta do Governo, estendida ao longo dos últimos anos, associada aos investimentos realizados pelo município de Montalegre: «isto representa um grande investimento do Estado. Financia todos os meses os apoios sociais para os idosos que são utentes destas instituições. No concelho de Montalegre terá uma participação que ultrapassa os 30 mil euros por mês. A Câmara de Montalegre também financiou instalações e financia despesas extraordinárias quando é preciso renovar equipamentos ou fazer obras de conservação e manutenção como aconteceu agora com o lar (renovação na caixilharia); recordo que o lar de Cabril foi todo feito pela Câmara e o de Salto que foi financiado, na parte da componente nacional, também pela Câmara e todas as outras instituições tiveram igualmente um grande apoio».

 

Redacção/ CM Montalegre

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