Hospital (último capítulo), pensamos nós…

Mário Gonçalves

Afinal o desafio que lançámos na passada semana teve o resultado que já esperávamos, ou seja, ninguém disse nem comentou nada sobre os temas que tínhamos proposto. Já é uma situação que nada nos surpreende, é sempre mais fácil dar opinião pelo computador, onde ninguém é identificável, a não ser por pseudónimos. Mas, como sempre, demos a cara por aquilo que dizemos/escrevemos e não nos escondemos atrás de nada nem ninguém, nem muito menos somos paus mandados de alguém, estamos de consciência tranquila, coisa que muitos não poderão fazer nem dizer.

Mesmo assim vamos nós próprios abordar os temas propostos, e como seria de esperar mais uma vez vamos deixar aqui umas linhas sobre o Hospital de Chaves.

Na última crónica que falámos do Hospital de Chaves tivemos várias reações, mas todas feitas no site deste jornal. Umas foram boas e outras más, mas também não nos interessa muito, escrevemos só para transmitir a nossa opinião, depois cada um é livre de ter a sua opinião, mas mesmo assim agradecemos porque damos conta que cada vez temos mais leitores deste pequeno espaço.

Já sabemos que existem coisas que se dizem nas redes sociais que não se dizem nos jornais, mas mesmo assim vamos analisar algumas das “opiniões” que foram deixadas acerca da nossa última crónica sobre o Hospital de Chaves. Dizemos desde já que vamos pôr os nomes das pessoas que escreveram estas ideias. Afinal puseram um nome?????

“…fraco vocabulário em português” (Cândido Coelho)

“…devem criticar a direção do Centro Hospitalar e não o Hospital de Chaves” (Francisco)

“…escrita hedionda e de desrespeito” (Francisco)

“… vergonha de chamar animais às pessoas” (Francisco)

“…péssima acentuação ortográfica” (Francisco)

“…o artigo atingiu quem devia atingir” (Ricardo)

“…está na altura de lançar o “Movimento dos Defensores de Chaves” (Manuel Bandeirinha)

 

Em relação a todos estes itens, pouco ou nada deveríamos dizer, porque alguns “artistas” nem troco merecem, mas vamos dizer o que pensamos disto tudo que foi dito com a cara escondida por alguns.

- Em relação ao fraco vocabulário em português e à péssima acentuação ortográfica, provavelmente podem ter alguma razão, excedemo-nos com as asneiras, mas com a cabeça quente é assim, quanto ao resto só temos que dizer que, todos os anos que estudámos na escola primária da Estação e no Liceu serviu-nos para sobreviver nesta vida, não tirámos nenhum “canudo” por falta de aprovisionamento, porque hoje qualquer um é Dr., prova disso, os ministros.

- Deve-se criticar a Direção do Centro Hospitalar e não o Hospital de Chaves, mas afinal as pessoas quando se dirigem ao Hospital de Chaves estão a dirigir-se onde? É que falar, falam bem, e de certeza que este “senhor” prefere o silêncio à denúncia dos erros que se praticam.

- Chamar animais às pessoas pensamos ser normal, porque todos somos animais, uns mais racionais que outros, ou não será assim Sr. Francisco?

- O artigo não foi para atingir ninguém, mas como diz o Sr. Ricardo, temos a certeza que atingiu alguém, mas cada um vive com o que tem, tanto o que tem nos bolsos, como o que tem na cabeça.

- Das opiniões a que mais concordamos é com a do Sr. Manuel Bandeirinha, este Movimento dos Defensores de Chaves, já há muito que deveria ter sido criado, não só pelo Hospital mas por muitas mais coisas, temos que lutar por esta terra.

Por fim acabamos e deixamos aqui o texto pelo qual “respondemos”, a tudo isto no site diarioatual.com.

Desde já pedimos desculpa se ofendemos alguém ou se pusemos em causa o seu brilho profissional, longe de nós tal intenção, mas se alguém se sentiu atingido azar, se ninguém foi atingido melhor então. Devemos ser mesmo nós que andamos loucos e não temos nada que fazer e inventamos qualquer coisa para dizer. Nós somos flavienses e adoramos a nossa terra, agora se existem pessoas que acham que se resolvem os problemas escondendo-os, cada um é que sabe. Usamos linguagem algo grosseira, é verdade. Nunca quisemos atingir ninguém a não ser para melhorar as coisas, é verdade. Não somos contra o Hospital de Chaves, é verdade. Somos contra a direção ser de Vila Real a comandar à distância, é verdade. Agora cada um que pense e faça o que quiser.

P.S. “ já agora aproveitamos para transmitir algo que nos foi dito por alguém que trabalha no Hospital de Chaves. Disseram-nos que o diretor do Centro Hospitalar mentiu no discurso de aniversário do Hospital, porque disse que em Chaves nunca existiu serviço de Urologia, quando antigamente tanto o Dr. Veiga como o Dr. Lobo, faziam consultas e até operações de Urologia. Depois num sábado ainda nos disseram: “olha, ontem deixaram morrer mais uma senhora nas urgências por falta de assistência e diagnóstico errado, à 3ª vez a senhora não aguentou e morreu sentada numa cadeira nas Urgências.”

malg@portugalmail.com

 

3 Comentários para “Hospital (último capítulo), pensamos nós…”

  1. Bruno

    Antes de mais muito boa noite!
    Depois de tantas barbaridades que se por aqui dizem, hoje não resisto e tenho de comentar. Lamento, profundamente, que a pessoa que assina este espaço se diga flaviense. Quando a crítica é construtiva aceita-se e procura-se melhorar, agora quando a crítica é do “bota abaixo” é de lamentar.

    A última citação, é lamentável e mais uma vez aí está o diz que disse, meu senhor se sabe tanto apresente factos, processe o Hospital, faça algo de útil para o povo de Chaves. Gostava que me esclarecesse o que aconteceu realmente a essa senhora? Se calhar, não sabe… e como não sabe devia estar CALADO…

    Tanto informação e parece-me que, ainda, não conseguiu perceber o mais importante: O HOSPITAL DISTRITAL DE CHAVES JÁ NÃO EXISTE! EXISTE SIM UM CENTRO HOSPITALAR DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO COM DIVERSAS UNIDADES ENTRE AS QUAIS A UNIDADE DE CHAVES!

    Aprendi no berço que o insulto e a má educação não é o melhor caminho e nem sequer deveria ser um caminho… daí não percebo o seu discurso arrogante, mal educado e insultuoso.

    Meu amigo se tem tantas provas apresente-as, aí sim fará algo pela população de Chaves.
    Gostaria de saber o que realmente tem contra a Unidade Chaves é que ainda não percebi. Será algo pessoal? É o que me parece…

    Aguardo uma resposta, desejando que não seja insultuosa mas sim esclarecedora.

  2. Mário Gonçalves

    Bom dia Sr. Bruno.
    Apesar de não saber quem o senhor é, ao contrario de si que sabe quem sou ou conhece pela foto, aproveito para lhe dizer algumas palavras sobre a sua opinião do meu pequeno texto. Certamente que se leu bem o texto consegue perceber que assumi que me excedi nas asneiras. explico que isso aconteceu por estar de cabeça quente. Em relação à dita senhora, o que aconteceu foi que deu entrada no Hospital com principios de enfarte e AVC, e ninguém fez nada à senhora desde sábado de manhã até terça-feira, altura em que faleceu. O senhor poderá achar isso normal, mas quando são os proprios enfermeiros e não só que dizem á familia que deviam ter escrito no livro de reclamações, e que o seu familiar morreu mesmo por falta de asistencia médica. Ora bem, se isto fosse consigo como reagiria? Eu penso que por vezes as pessoas só se dão conta das situações quando lhe toca a elas, mas com a saúde não se deve brincar. Espero que nunca lhe aconteça um caso destes (de falta de assistencia médica), porque ninguém deve desejar o mal ao proximo. Também lhe posso dizer que nada tenho contra a Unidade de Chaves (que para mim continua a ser o Hospital de Chaves), nem é nada pessoal nem é nada contra ninguém, não entro por aí porque felizmente se tenho alguma situação pessoal a resolver tento fazer isso mesmo pessoalmente e nunca aproveitar este espaço para o fazer. Espero que alguma coisa o tenha esclarecido e agradeço que não me mande calar quando sei de factos concretos para dizer as coisas, e não tenho que os apresentar quando são do conhecimento geral.

  3. Bruno

    Boa noite..
    Então se esses factos são tão reais como fala, porque não apresenta uma acção judicial contra as pessoas envolvidas nesses casos?

    Não defendo ninguém, mas pense um pouco enfarte e AVC numa pessoa só e ambos na mesma altura não seria grave de mais para existir alguma compatibilidade com a vida?!?

    Acho que não percebeu num aspecto gostaria que explicasse mais ao pormenor aquela senhor que diz que sabe ou que lhe disseram que morreu na sala de espera?!

    Finalmente leio uma escrita mais decente mas continua pouco esclarecedora.

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