O PLANTEL
Faltam apenas três dias para o Desportivo de Chaves regressar ao trabalho tendo em vista preparar o melhor possível a próxima temporada desportiva.
À hora em que escrevo ainda não são conhecidas mais novidades quanto à formação do plantel que irá atacar o campeonato nacional da 2.ª divisão Zona Norte.
Assim o plantel dos flavienses irá ser constituído pelos guarda-redes Nuno Dias e Paulo Ribeiro; os laterais direitos Sagna e Jonas, enquanto Vítor Pereira, Celso e Ramalho são para já os centrais conhecidos e na lateral esquerda Rui Raínho e Álvaro Branco vão lutar pela titularidade.
Na zona intermédia, Ricardo Chaves, Bruno Magalhães, Ricardo Jorge “Kadinha”, Malam, Gustavo Souza, Nuninho e João Fernandes irão discutir a titularidade. No sector atacante temos, Edú Machado, Kuka, Tijane, Filipe Andrade, Mário Mendonça e Ricardo Teixeira, Souleimane. Para além destes, há ainda que acrescentar os juniores que serão promovidos ( Alphonse, Gabi e Idrissa, serão os eleitos?).
Em princípio, e digo em príncipio porque a realidade de qualquer plantel é mutável a qualquer momento, estes serão os “Valentes Transmontanos” que irão procurar honrar e dignificar a camisola Domingo a Domingo e tentar obter a melhor classificação possível, e essa passa indiscutivelmente pelo primeiro lugar, por força do historial que o clube tem.
Será um plantel suficiente e capaz para tamanha empreitada? A resposta será fornecida ao longo da competição, embora me pareça que há espaço para introduzir mais qualidade e suprir as lacunas que ainda existem.
De qualquer maneira, se se vierem a confirmar estes nomes a equipa fica muitíssimo bem servida nas redes com dois jogadores que dão totais garantias. Tomara a equipa nos restantes sectores estar tão bem servida. Na defensiva falta contratar um defesa central, a não ser que Ricardo Chaves tenha sido contratado para essa posição. Nas laterais, parece-me existir menos qualidade que na pretérita temporada, embora as teoricamente primeiras opções ofereçam garantias.
Na linha média, Ricardo Chaves, Bruno Magalhães, João Fernandes e Kadinha partem na “pole position”, mas é um sector onde ainda há espaço para um esquerdino e para um criativo. Na linha avançada, falta um avançado que tenha características diferentes de Ricardo Teixeira, porque apesar do valor do jovem Filipe Andrade, será necessário dar-lhe tempo e espaço para progredir, o mesmo acontece relativamente a Mário Mendonça. Depois é preciso não esquecer que estes jovens vão ter que se adaptar a um ritmo competitivo mais intenso e bastante diferente daquele a que estavam habituados. A mesma situação se verifica relativamente aos juniores que eventualmente venham a ser promovidos.
O treinador escolhido é um “Rookie” nestas andanças que terá a missão de construir um plantel e uma equipa com mentalidade vencedora, que saiba sofrer, mas também que tenha prazer, que saiba desfrutar do jogo.
Aquando da sua apresentação como treinador dos flavienses, Hélder Fontes disse que um dos seus objectivos seria formar jovens para transferir no futuro de forma a tornar o clube sustentável. A ideia merece aprovação geral. Contudo, para que o “produto” seja rentabilizado é necessário ter êxito. E nesta divisão isso passa pela subida de divisão, onde haverá maior visibilidade e onde o “produto” se torna mais caro.
Será muito difícil efectuar negócios se a variável sucesso não estiver presente. Repare-se neste pormenor: quer Benfica, quer F.C Porto possuem jogadores com qualidade para todas as temporadas serem transferidos, tendo os encarnados alguns de maior valor que os portistas. No entanto, estes são transferidos por somas maiores. Porquê? Por causa da variável sucesso. Os eventuais investidores vêem ali uma garantia para o seu investimento. Daqui depreende-se que para se cumprir o desejo de Hélder Fontes será necessário ter uma equipa ambiciosa, que jogue bom futebol, que seja irreverente mas acima de tudo que tenha sucesso.
Um desejo comum a todos os adeptos: que todos (Comissão Administrativa, jogadores, treinadores e adeptos) estejamos felizes no final da temporada.
2. Quer Macedo de Cavaleiros, quer Valpaços, por dificuldades financeiras não irão participar nas competições que conquistaram dentro das quatro linhas ( 2.ª divisão e 3.ª divisão nacional). São sinais dos tempos, mas que se lamentam. O futebol transmontano ficou com uma representatividade mais pobre.
3. Finalmente o International Board decidiu-se pela introdução de novas tecnologias no futebol, no caso em concreto a introdução de um chip na linha de golo. É uma decisão histórica, que certamente contribuirá para a diminuição do erro dos árbitros, mas não o eliminado definitivamente, o que nunca ocorrerá. Esta decisão é mais um passo na procura da verdade desportiva, embora chegue com uns anos de atraso.



