Autarcas da comarca de Verín lamentam terem sido excluídos da Eurocidade
No XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos da associação Lumbudus, os autarcas da comarca de Verín aproveitarem a oportunidade para manifestar a discordância de terem sido excluídos do projecto da Eurocidade Chaves – Verín.
“Nunca estive de acordo que a Eurocidade fosse Verín e Chaves. Deviam ter sido incluídos todos os concelhos das duas comarcas”, confessou à Voz de Chaves o autarca de Monterrei, notando que a comarca galega não supera Chaves em número de habitantes. Para o Alcaide José Luiz Suárez Conde, “se a Eurocidade fosse a cormarca de Verín, esta iria sentir-se mais integrada e iria mais a Chaves. Assim parece que está concebida para que os de Chaves só venham a Verín e não ao resto da comarca. Poderíamos ter mais intercâmbios e acções conjuntas”.
Mesmo considerando que o fortalecimento de relações parte mais da sociedade e associações do que dos políticos, também o alcaide do concelho de Laza, José Ramón Novo, defende que “a criação da Eurocidade continua a marcar-nos uma fronteira. Deveria também acontecer entre Laza e Chaves, por exemplo, para haver relações entre dirigentes políticos de modo que pudéssemos criar mobilidade num espaço curto de território e conviver mais porque a realidade é que a rua tem mais relações do que as classes dirigentes”. Apesar de ter intercâmbios esporádicos com escolas, escuteiros, ciclistas e bombeiros do outro lado da fronteira, José Ramón considera que “se calhar preocupamo-nos em levar as nossas tradições e cultura a grandes exposições em Madrid e Londres quando temos de fazer melhor essa apresentação em Chaves, Vila Real ou Bragança e apostar mais na proximidade” e no “intercâmbio de tradições”, como aconteceu no último “Entroido” de Laza que recebeu um rancho folclórico de Paredes de Coura.
Sandra Pereira




