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	<title>atual &#187; Reportagens</title>
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		<title>Estas aldeias raianas só são para velhos</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Apr 2013 10:05:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sociocultural do pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) – desenvolvido em parceria com a Associação de Fotografia e Gravura Lumbudus – e subimos pelas artérias da freguesia mais distante da “civilização” flaviense, São Vicente da Raia, até chegar ao coração de xisto das suas aldeias, abandonadas na serra raiana.
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Que contam as rugas das gentes que ainda habitam o nosso mundo rural? O que sentem quando vêem os filhos partir para regressar “de longe a longe”? Como lutam contra o isolamento e resistem à solidão? Respondemos ao apelo de um projecto de Animação Sociocultural do pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) – desenvolvido em parceria com a Associação de Fotografia e Gravura Lumbudus – e subimos pelas artérias da freguesia mais distante da “civilização” flaviense, São Vicente da Raia, até chegar ao coração de xisto das suas aldeias, abandonadas na serra raiana.</strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Por Sandra Pereira</strong></span></p>
<div id="attachment_92669" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/S.-Vicente-da-Raia-António.jpg" rel="lightbox[92661]"><img class="size-medium wp-image-92669 " style="margin: 5px;" title="S. Vicente da Raia (Foto de António Souza e Silva)" alt="S.-Vicente-da-Raia" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/S.-Vicente-da-Raia-António-199x300.jpg" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">S. Vicente da Raia (Foto de António Souza e Silva)</p></div>
<p style="text-align: justify;">“Funerais a partir de 379,12 euros na Funerária São Pedro”. “Edital para a eleição da Assembleia Municipal de Chaves no dia 5 de Junho 2011”. “Participe nos Censos 2011”. O tempo terá parado em Aveleda? Depois de um arrepio na espinha, não se sabe bem se da chuva miudinha, se do receio, apetece gritar alto se está aí alguém, não sentíssemos o cheiro a sardinha assada vindo de mais adiante, do grelhador de Emídio.</p>
<p style="text-align: justify;">É de Paradela de Monforte, mas casou em Aveleda, uma das quatro aldeias da maior e mais distante freguesia de Chaves, São Vicente da Raia. Aconchegada num pequeno vale a 500 metros de altitude e rodeada dos montes que unem Portugal à Galiza, é aqui que Emídio Teixeira, 56 anos, vive desde que nasceu a filha Marlene, há 29 anos. Esteve emigrado em Espanha, em França e na Suíça, mas andava ilegal e nem sempre arranjava trabalho. Gosta da aldeia? “Que remédio! A gente tem aqui as coisas, há que aguentar!”, ri-se. Claro que sofre com a solidão. “Aqui, não há um café, é uma tristeza… Há domingos em que só se vê uma pessoa a passar na rua. Nos outros dias ando entretido!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda mergulhada no “antigamente”, Aveleda tem 17 habitantes, mas além de Emídio, a assar sardinhas no largo principal da aldeia, Marlene, a espreitar timidamente à janela de casa, e um simpático casal de idosos, a aparecer na rua para receber as “visitas”, não se verá nem mais um sinal de vida na aldeia mais pequena da freguesia de S. Vicente, mas também uma das mais pitorescas, pelas casas feitas em xisto, já que não se forma uma rocha de granito nesta zona, como acontece no resto do concelho flaviense. Marlene é o único rosto sem rugas em Aveleda. Com o 8º ano, ainda tentou emigrar para Espanha, onde está o irmão, mas logo regressou e vai ajudando na lavoura. “Lá também não há trabalho!”, resigna-se o pai, sempre de sorriso nos lábios.</p>
<div id="attachment_92940" class="wp-caption alignright" style="width: 208px"><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Aveleda-Humberto-Ferreira.jpg" rel="lightbox[92661]"><img class="size-medium wp-image-92940" alt="Aveleda (Humberto Ferreira)" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Aveleda-Humberto-Ferreira-198x300.jpg" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Aveleda (Humberto Ferreira)</p></div>
<p style="text-align: justify;">“Foi tudo embora! O que estavam aqui a fazer?”, mete-se a idosa que desceu ao largo, Luísa Neves, 72 anos, que tem cinco irmãos “espalhados pelo mundo fora” e apenas uma irmã e a filha, de 52 anos, na aldeia. “Daqui a 10 anos, não haverá ninguém. Eu aqui nasci e aqui quero morrer!”. O marido, o tio Mário, a fazer 80 anos, ri-se e diz com orgulho que ainda caça. A vez em que tentou emigrar para França “a salto”, ainda com as fronteiras fechadas, foi preso e forçado a regressar. Desde então, “com pão e vinho”, lá foram “andando o caminho”. Mais velho do que ele na aldeia, só Narciso, com 84 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, com “luz, telefone e boas estradas”, a dona Luísa está bem. “Só nos falta uma camioneta para ir a Chaves. Há dias, o meu marido teve que me levar numa burra até S. Vicente para apanhar a camioneta das 7h. Temos de sair daqui às 5h30 porque não temos carro! Olhe que ainda é um sacrifício…”, conta. O que vale, muitas vezes, é a “boleia” até ao hospital dos emigrantes que regressam quando surge um problema de saúde grave.</p>
<p style="text-align: justify;">Também faltam crianças. Aqui não há nenhuma. A escola primária de Aveleda foi a última a encerrar na freguesia, em 2002, por falta de alunos. Mas nem todos os esquecem. Todas as semanas, o Padre Delmino Fontoura celebra missa em cada aldeia de S. Vicente. Em Aveleda, só para dois ou três fiéis.</p>
<p style="text-align: justify;">- “Tio Mário, gosta de morar na aldeia?”</p>
<p style="text-align: justify;">- “Que remédio tenho!”</p>
<div id="attachment_92864" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Lamartine-Dias.jpg" rel="lightbox[92661]"><img class="size-medium wp-image-92864" alt="Foto de Lamartine Dias" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Lamartine-Dias-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de Lamartine Dias</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>SEGIREI</strong>. Submersa em chuva miúda… amorosa… desértica. É aqui o último ponto de chegada para quem segue a estrada sinuosa em direcção à fronteira. Nas montanhas, avistam-se casas isoladas até se dar com um “desfile” de vivendas de emigrantes que competem em exuberância e tamanho da piscina. É o “bairro de cima” de Segirei. Descendo a encosta, pouco soalheira para outrora facilitar o contrabando que ali alimentou muitas famílias em tempos de fome, chegamos ao “bairro de baixo”, o dos retornados, das casas modestas, algumas com resquícios de xisto. Tanto o bairro “rico” como o “pobre” estão praticamente desabitados… até aos dois meses de Verão, em que regressam os emigrantes, aguardados com ansiedade e muita saudade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ouvir vozes desconhecidas, aparece à espreita um rosto enrugado à janela. É o de Sílvia Caridade Pires, 87 anos. Lá sai da porta, de sorriso envergonhado, mesmo sem ter culpa da “invasão” forasteira. Como quase toda a gente, emigrou. Viveu 13 anos em Bilbau, cidade basca onde muitos da aldeia estiveram e ainda permanecem. Um dia, “o meu marido ficou sem trabalho, quis vir…Eu antes queria lá estar porque as filhas estão lá …”, lamenta. Mas se viessem, “a vida seria ruim porque aqui a gente é pobre…”.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra “Pires” aparece na rua, Leonilde, já que aqui é tudo família. Nunca saiu da aldeia. “Nunca tive curiosidade porque nunca tive dinheiro! Para onde é que havia de ir?”, ri-se a mulher de 58 anos, que teve 13 irmãos, mas apenas dois filhos, que trabalham perto, mas do outro lado da raia, em Vilardevós, o que justifica a ligeira pronúncia espanhola. “O meu dia-a-dia é andar com as crias, trabalhar no campo e fazer a comida em casa”, conta a esposa do “gaiteiro” de Segirei, que vai animando a casa do vizinho, a rua, o café, onde calha. Os “vitelinhos” que vendem na aldeia rendem 500 euros por ano e vão chegando para comprar a mercearia dos vendedores ambulantes.</p>
<p style="text-align: justify;">“Aqui há muito pouquinha gente”. Dizem os Censos que são à volta de 30 residentes. Para onde foram as pessoas? “Algumas faleceram, outras emigraram”. E os jovens? “Na agricultura metade não sabe trabalhar e outros têm que emigrar porque aqui, coitadinhos, não têm trabalho”. Crianças? “Não há nenhuma”. A pessoa mais nova tem 35 anos. “Acho que isto vai acabar…”, arrisca Leonilde.</p>
<p style="text-align: justify;">Antigamente? Havia quem levasse “umas batatinhas, umas cebolinhas, por aí acima [até Soutochao, concelho galego de Vilardevós] … Às vezes, por uma dúzia de ovos, os guardas até lhos tiravam na fronteira” para acabar num “arranjinho” conveniente para ambas as partes, recorda Leonilde. “O meu pai e os meus irmãos eram contrabandistas!”, lembra também a dona Sílvia. Era daqui que saia o presunto que enchia a mesa dos espanhóis. Com a adesão à CEE, o contrabando terminou, mas a emigração continuou… livremente.</p>
<div id="attachment_92972" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Segirei-António-de-Souza-e-Silva.jpg" rel="lightbox[92661]"><img class="size-medium wp-image-92972" alt="Segirei (António Souza e Silva)" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Segirei-António-de-Souza-e-Silva-300x199.jpg" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Segirei (António Souza e Silva)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Tal como o cheiro agradável que escapa da porta aberta de uma casa na travessa principal da aldeia e chega até ao estômago. À volta dos tachos, Ivone Nascimento, 69 anos, memora 14 anos da sua vida em França. Emigrou aos 30 anos para “poder comprar casa”, ainda se passava “a salto de coelho” na fronteira. Regressou com o objectivo cumprido. Agora é, finalmente, livre. Da fome, das patroas, da vida escrava, das “porradas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Segirei, conversa-se muito entre vizinhas. “Falamos que amanhã tenho que ir para ali, tu já almoçaste, eu ainda não, os teus filhos estão bem, os meus também”. De Inverno, anoitece cedo e as tabernas fecharam há anos. “Estou com o meu marido, e começo a pensar ‘valha-me Deus, hoje estamos os dois, amanhã está só um…”. Mais novos do que eles a habitar na aldeia, só três casais. “Depois aqui não fica ninguém. Que vêm cá fazer? Mete-me pena. A gente trabalhou tanto para ter o que tem…”</p>
<p style="text-align: justify;">“O que não se juntou até agora, hoje já não se junta!”, acrescenta o marido de Ivone, o “Tio Alcides”, 74 anos. Na aldeia já não se vendem as batatas. “Se o quilo vale 20 cêntimos, só o pagam a cinco! Os adubos caros, o gasóleo caro, para que é que a gente anda a trabalhar? Para o Governo?”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Segirei, que tem por topónimo um apelido de família espanhola, ainda mora um antigo embaixador de Espanha no Brasil, que deu emprego a muita gente nas vinhas, de reconhecida qualidade. Além dos emigrantes e visitantes que desfrutam da cascata, rios e praias fluviais no Verão, a aldeia também é percorrida por peregrinos espanhóis que se aventuram pela “Via de La Plata” até Santiago de Compostela ou experimentam a “Rota do Contrabando”.</p>
<p style="text-align: justify;">- “Tio Alcides, gosta da sua aldeia?”</p>
<p style="text-align: justify;">- “Sou obrigado!”</p>
<div id="attachment_92876" class="wp-caption alignright" style="width: 209px"><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Orjais-Fernando-Ribeiro1.jpg" rel="lightbox[92661]"><img class="size-medium wp-image-92876" alt="Foto de Fernando Ribeiro" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Orjais-Fernando-Ribeiro1-199x300.jpg" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Orjais (Foto de Fernando Ribeiro)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>ORJAIS</strong>. Finalmente surge aqui a revolta. “O meu nome é Manuel Fernandes e pode-me mandar para a prisão por aquilo que digo!”. Numa encosta longe da estrada principal e da vista, a aldeia de xisto esconde uma beleza singular e até vestígios de ocupação judaica. Toda a gente diz que “isto está mal”, que o Governo devia ajudar as aldeias em vez de “mandar os jovens emigrar”, mas sem convicção, pois hoje já ninguém acredita em nada. Manuel enerva-se e grita contra os políticos do pós 25 de Abril que “não souberam dirigir o dinheiro que havia” e deixaram que a sua linda aldeia chegasse ao ponto a que chegou, que até para ver futebol tem de ir a S. Vicente porque não se lembraram de lá fazer chegar a TDT. “Ninguém olha para o pobre! Gostava que me deixassem ir à televisão a Lisboa!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Manuel ainda se lembra de haver 12 rebanhos de ovelhas e 40 cabeças de bovino em Orjais. Hoje só um rebanho e nenhum gado. Habitam aqui cerca de 50 pessoas, uma única criança de 7 anos, e só duas casas é que não têm reformados. “Há mais pessoas no cemitério do que a viver cá!”.</p>
<p style="text-align: justify;">“Ninguém passa por Orjais”, confirma Nestor Santos, 45 anos. “É bonita como quem diz!”, desabafa, para não dizer que é pobre… e triste. É dos poucos que regressou à aldeia para não deixar a mãe sozinha, que entretanto faleceu. Já pensou voltar a abandonar a terra, mas “agora é que não há muitas oportunidades para sair…”.</p>
<p style="text-align: justify;">Antigamente, “havia agricultores na freguesia que colhiam 30 mil quilos de batatas e vendiam-nos!”, recorda Antenor dos Anjos, presidente da junta de S. Vicente da Raia há 24 anos. Ainda acredita que a solução para inverter os números da emigração é voltar a cultivar os terrenos com os devidos apoios, apostando nas cooperativas agrícolas e no turismo rural. Contudo, admite que “um presidente de junta pouco pode sem a ajuda da Câmara”, que também “pouco pode para as aldeias sem a ajuda do Governo”.</p>
<div id="attachment_93039" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Antenor-dos-Anjos-Lamartine-Dias.jpg" rel="lightbox[92661]"><img class="size-medium wp-image-93039" alt="Antenor dos Anjos (Lamartine Dias)" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Antenor-dos-Anjos-Lamartine-Dias-200x300.jpg" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Antenor dos Anjos (Lamartine Dias)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>S. VICENTE DA RAIA</strong>. É o ponto de todos os encontros, já que, além de ter mais habitantes (cerca de 100), é a única aldeia da freguesia onde há cafés. Hoje o “Outeiro” serve mais copos de vinho do que o costume, pois os idosos aguardam a chegada da contabilista para ajudar a preencher a declaração de IRS, que este ano tem de ser entregue por todos os que recebam uma pensão acima dos 293 euros.</p>
<p style="text-align: justify;">Há dois anos, Agostinho Fontoura, um filho da terra, decidiu regressar do Porto, com a esposa Catarina Santos, para montar uma cozinha regional. Trabalhavam num hipermercado da Maia, onde se conheceram, e quiseram livrar-se de horários, serem “independentes”. Lá a vida “estava a ser muito saturante, muito stress, muita correria…”, desabafa Catarina, 36 anos, natural de São João da Pesqueira. Nunca viveu numa aldeia, mas a adaptação não está a custar. “Gosto das pessoas, do ambiente, é tudo muito bom! Vive-se com uma paz interior muito maior”.</p>
<p style="text-align: justify;">Como não dá para viver do fumeiro, o casal gere o “Outeiro” com os pais de Agostinho. Este ano, criaram 10 porcos que venderam na aldeia, nas feiras e a emigrantes, mas “sem apoios” e muita burocracia, mesmo com produtos de sabor incomparável, não é fácil manter um negócio no mundo rural, onde os telemóveis nem sequer apanham rede.</p>
<p style="text-align: justify;">Um buzinão interrompe as conversas no café. “É o padeiro!”, grita logo Maria, a filha de 3 anos, uma das três crianças da aldeia. Todos os dias, vai de táxi para o jardim-de-infância de Argemil, na freguesia vizinha de Travancas, que para o ano também vai encerrar. Conta os amiguinhos novos pelos dedos de uma mão. “O Martim, a Beatriz, o David, e eu!”. Aqui ninguém tem tempo para se aborrecer, garante a avó Arminda. “Os animais não têm fins-de-semana!”.</p>
<p style="text-align: justify;">À espera da contabilista, está Agostinho da Costa, 76 anos. “Noutros tempos, à noite, havia muita malta nova a cantar pelas ruas. Era o nosso cinema! Não havia outro!”, recorda. À mesma mesa, Carlos Noval, 78 anos, assiste à conversa com ironia. “Estou sozinho, trazem-me a comida de um lar. Pior não podia estar!”. Só mesmo nos tempos da fome, em que o contrabando “não dava muito”. “Andávamos aí como os burros, carregados para cima e para baixo, para ganhar 25 escudos”, confirma Salvador Fernandes, 77 anos, de Orjais. Mas havia mais educação e honestidade. “Hoje anda tudo de carro, acenam só com a mão e assim se perdem os amigos…”.</p>
<p style="text-align: justify;">No povo, todos agradecem o zelo do presidente da junta. Antenor dos Anjos já tentou negociar um autocarro com a Auto Viação do Tâmega para ligar as aldeias da freguesia a S. Vicente, mas a empresa não está interessada em prejuízo. Antenor sabe que a transferência de muitos serviços de saúde de Chaves para Vila Real agravou problemas. “Para ir a uma consulta, as pessoas perdem um dia e gastam o dinheiro que não têm…”. A maior parte das reformas não ultrapassa 300 euros, muitos não têm viatura própria e dependem do autocarro diário de S. Vicente para Chaves.</p>
<p style="text-align: justify;">Mudaram os tempos, mudaram as necessidades. Onde antes era a escola, em breve será o lar de idosos. Este ano, Antenor esteve nos Estados Unidos para angariar 100 mil euros junto da comunidade emigrante para continuar a obra, iniciada em 2010 com 75 mil euros da Câmara de Chaves, mas que parou por falta de dinheiro. Quando abrir, o lar, com um custo estimado em meio milhão de euros, só poderá acolher 12 idosos, muitos ficarão na lista de espera.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das paisagens deslumbrantes integradas no Parque Natural de Montesinhos, os Censos de 2011 contaram apenas 228 habitantes na freguesia de S. Vicente da Raia. Em 1960, eram 990. Pelo meio, os guardas-fiscais partiram, o contrabando acabou, a emigração continuou. Já não nascem crianças, os mais velhos vão falecendo&#8230; Não regressa ninguém. Encolhem-se os ombros. Sabe-se que nas cidades “também está tudo muito complicado” e que há crise, mas&#8230; Toda a gente vê, toda a gente sente, toda a gente teme, mas… é ter fé e deixar tudo em reticências…</p>

<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92668' title='Rumo-ao-café-Outeiro-em-S.-'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Rumo-ao-café-Outeiro-em-S.--150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Rumo-ao-café-Outeiro-em-S.-" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92671' title='Aveleda'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Tio-Mário-Aveleda-Humbert-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tio Mário, Aveleda (Foto de Humberto Ferreira)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92665' title='Orjais'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Manuel-Fernandes-Orjais-H-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Manuel Fernandes, Orjais (Foto de Humberto Ferreira)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=93189' title='Emídio, Aveleda (Fernando Ribeiro)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Emídio-e-as-sardinhas-assadas-Fernando-Ribeiro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Emídio e as sardinhas assadas (Foto de Fernando Ribeiro)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=93250' title='S. Vicente da Raia'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/DSC05011-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Foto de Fernanda Serra" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92663' title='Aveleda-(Tânia-Oliveira)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Aveleda-Tânia-Oliveira-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Aveleda (Foto de Tânia Oliveira)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92972' title='Segirei (António de Souza e Silva)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Segirei-António-de-Souza-e-Silva-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Segirei (António Souza e Silva)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92662' title='Lar S. Vicente da Raia'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/A-antiga-escola-primária-de-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A antiga escola primária de S. Vicente da Raia vai ser um lar de idosos (Foto de Humberto Ferreira)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=93039' title='Antenor dos Anjos (Lamartine Dias)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Antenor-dos-Anjos-Lamartine-Dias-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Antenor dos Anjos (Lamartine Dias)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92864' title=''><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Lamartine-Dias-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Foto de Lamartine Dias" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92664' title='Aveleda'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Há-Domingos-em-que-Emídio-T-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Aveleda (Foto de Lamartine Dias)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92670' title='Segirei (Fernando Ribeiro)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Tão-só-Segirei...-Fernando-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Segirei (Fernando Ribeiro)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92669' title='S.-Vicente-da-Raia'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/S.-Vicente-da-Raia-António-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="S. Vicente da Raia (António Souza e Silva)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=93213' title='Aveleda (Fernando Ribeiro)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Aveleda-Fernando-Ribeiro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Aveleda (Fernando Ribeiro)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92940' title='Aveleda (Humberto Ferreira)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Aveleda-Humberto-Ferreira-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Aveleda (Humberto Ferreira)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92666' title='Maria'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Maria-é-uma-das-três-crianç-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Maria é uma das três crianças de S. Vicente da Raia (Foto de Lamartine Dias)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=92667' title='Orjais-(Fernando-Ribeiro)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Orjais-Fernando-Ribeiro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Orjais-(Fernando-Ribeiro)" /></a>

<p>&nbsp;</p>
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		<title>10º  Aniversário da Clínica  Médica  e Dentária de João Castela</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 19:53:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Natural de Chaves, o Dr. João Castela, diretor da Clínica Médica e Dentária, depois de se licenciar em França e exercer em Cascais, estabeleceu-se há dez anos em Chaves, regressando assim às origens. No decurso do 10º aniversário, está em curso a atribuição do certificado de qualidade ISO9001.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Natural de Chaves, o Dr. João Castela, diretor da Clínica Médica e Dentária, depois de se licenciar em França e exercer em Cascais, estabeleceu-se há dez anos em Chaves, regressando assim às origens. No decurso do 10º aniversário, está em curso a atribuição do certificado de qualidade ISO9001.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">  <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/Joao-Castela.jpg" rel="lightbox[90591]"><img class="alignleft size-medium wp-image-90593" style="margin: 5px;" alt="Joao-Castela" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/Joao-Castela-300x223.jpg" width="300" height="223" /></a><strong>A Voz de Chaves</strong> &#8211; <strong>O que o levou a formar-se em França e, depois de exercer nesse país, regressar a Chaves?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. João Castela</strong> &#8211; Sou natural de Chaves! Gosto da minha cidade e da gente da minha terra! Para mim não há sítio no mundo onde se tenha melhor qualidade de vida. Decidi criar esta Clínica há já dez anos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ao longo dos 10 anos da existência desta clínica, o que mudou no exercício da medicina dentária?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muita coisa! A mudança faz parte da evolução e na Medicina Dentária é uma das chaves do progresso! Acima de tudo foi a constante preocupação com a qualidade dos serviços e dos materiais, rentabilizando os meios humanos e técnicos. A aposta na atualização de conhecimentos e formação em novas técnicas/valências. Atualmente, estamos a implementar o ISO9001 que é um certificado de qualidade para assegurar aos nossos pacientes os melhores serviços na área da Medicina Dentária. Esperamos estar certificados até ao final do ano 2013.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Na sua opinião, qual foi a maior descoberta feita na área da saúde dentária?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida, o controlo da dor! Atualmente existem inúmeras técnicas e materiais anestésicos que possibilitam tratamentos indolores. Não há razão para ter medo de visitar o dentista. As pessoas já começam a ter a noção de que a saúde oral é essencial, mas muitas ainda não ultrapassaram a barreira do medo e da dor! É importantíssimo cuidarem da saúde oral dado que os dentes desempenham um papel estético, fonético e mastigatório importantíssimo. Uma pessoa que não consiga mastigar bem terá certamente problemas de estômago, digestões demoradas e uma nutrição deficiente visto não se conseguir alimentar convenientemente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As pessoas, de uma forma geral, estão mais sensibilizadas para a importância da saúde oral?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, cada vez mais as pessoas se preocupam com a saúde oral pois a estética dentária é o nosso cartão de visita. Numa sociedade cada vez mais competitiva, o aspeto conta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Apesar de “duros e rijos” a verdade é que nem sempre é possível manter toda a dentição. Assim, no âmbito da evolução da medicina dentária, quais as novas possibilidades de substituição/reconstituição da dentição?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste domínio, assistimos a uma outra grande descoberta, que foram os implantes dentários que permitem a substituição de dentes ausentes restituindo ao paciente a estética do sorriso associada a uma ótima mastigação, em suma, qualidade de vida!</p>
<p style="text-align: justify;">A Clínica Médica e Dentária Dr. João Castela tem-se especializado na área da implantologia, fazendo grandes reabilitações orais com função imediata: quer dizer que 3 dias após a colocação dos implantes, o desdentado pode, em grande parte dos casos, mastigar com uma prótese total sobre implantes. Para resolver qualquer situação em que haja ausência de osso existem técnicas da expansão óssea e implantes apropriados a pequenos espaços ósseos, ou até implantes zigomáticos, os quais a clínica está capacitada para fazer. Em suma, hoje em dia, é sempre possível ter uma dentição fixa em qualquer caso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais as principais linhas pelas quais se rege esta clínica?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar é servir BEM os pacientes. Cada paciente é único e especial, assim que, para cada um, é feito um plano de tratamento adequado às suas necessidades, explicando as alternativas possíveis de tratamento e é-lhe dada a liberdade de escolha mediante a sua disponibilidade individual e financeira. Os tratamentos são então iniciados tão pronto quanto possível, sem tempos de espera e procurando resolver os problemas de imediato, sem recorrer a pensos nem consultas intermédias, economizando tempo e dinheiro ao paciente, sempre com o máximo de qualidade. Tentamos oferecer-lhe aquilo que procura, mas sendo realista, de modo a evitar gastos supérfluos e a sua frustração. Esta honestidade é essencial para que se criem laços de confiança com os pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre a saúde oral, quais os conselhos que deixaria às pessoas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sobretudo a prevenção. Aproveitar os “cheques dentista” que são distribuídos às crianças de 7, 10 e 13 anos, às gravidas e depois ir, pelo menos uma vez por ano, ao seu médico dentista.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que a prevenção quotidiana é também imprescindível, evitar açúcares, escovar bem os dentes depois das refeições, sem esquecer o uso do fio dentário.</p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/C-MD-Joao-Castela.jpg" rel="lightbox[90591]"><img class="alignleft size-medium wp-image-90592" style="margin: 5px;" alt="C-MD-Joao-Castela" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/C-MD-Joao-Castela-300x157.jpg" width="300" height="157" /></a><em id="__mceDel"><strong>Regressar às Origens</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Dr. João Castela, Diretor clínico da Clínica Médica e Dentária, em Chaves, é médico dentista licenciado pela “Facultée d’Odontologie de Lyon”, França, em 1991; “secretariat” em prótese fixa e cirurgia. Tem o curso de implantologia em França (Lyon) em 2003; curso de ortodontia fixa filosofia MBT em 2004; credenciamento em implantes zigomáticos em Curitiba (Brasil) em 2010. Exerceu em Lyon e em Cascais até que resolveu, há dez anos, regressar às origens…..</p>
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		<title>Solar de Casas Novas é  Monumento de interesse público</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 19:43:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Casa do Visconde do Rosário, mais conhecida por Solar de Casas Novas, em Chaves, que deu lugar ao Hotel Rural Casas Novas, foi classificada como monumento de interesse público.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A Casa do Visconde do Rosário, mais conhecida por Solar de Casas Novas, em Chaves, que deu lugar ao Hotel Rural Casas Novas, foi classificada como monumento de interesse público.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">  <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-16.jpg" rel="lightbox[90566]"><img class="alignleft size-medium wp-image-90581" style="margin: 5px;" alt="HR-Casas-Novas-(16)" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-16-300x199.jpg" width="300" height="199" /></a>O Hotel Rural Casas Novas, em Chaves, nasceu da recuperação da Casa do Visconde do Rosário, mais conhecido pelo Solar de Casas Novas, cujas obras se iniciaram em 2005, tendo esta unidade hoteleira sido inaugurada em Junho de 2008. Feita a requalificação fiel do edifício, tal como pode ler-se Portaria n.º 740-ES/2012, que justifica esta classificação, “a Casa do Visconde do Rosário, edificada em meados do século XVIII, é um notável exemplar da arquitetura solarenga barroca. O edifício destaca-se pela linguagem arquitectónica erudita, de inspiração clássica, pontuada por elementos decorativos barrocos na fachada, como os frontões do portal e das janelas, e por elementos de gosto militar, como as ameias dispostas sobre o muro do pátio.</p>
<p style="text-align: justify;">A inserção do solar, em posição de destaque numa paisagem rural ainda muito preservada, a qualidade construtiva e o valor histórico do edifício justificam o seu valor patrimonial, que não foi modificado pela recente intervenção de adaptação a uma unidade de turismo rural, uma vez que o projeto preservou a arquitetura original do edifício.”</p>
<p style="text-align: justify;">Neste especto, Fernando Moura, responsável por esta unidade hoteleira, sobre a intervenção realizada, referiu que “tivemos a preocupação em preservar quanto possível os materiais originais que poderiam ser recuperados, e, relativamente a novos, procuramos ser o mais fiel possível”.</p>
<p style="text-align: justify;">O Hotel Rural Casas Novas apresenta, assim, os traços característicos do Solar, “acrescentando-lhe um traço de modernidade, integrando-se com naturalidade no espaço envolvente”, tendo em conta as características da paisagem rural em que está inserido.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta conjugação do antigo e moderno, o Hotel Rural Casas Novas, de 4 Estrelas, é constituído, entre outros elementos, por 27 quartos, um SPA, Lugar de Adega, com espaços adequados para a promoção de eventos sociais e culturais.</p>

<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90567' title='HR-Casas-Novas-(2)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(2)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90568' title='HR-Casas-Novas-(3)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(3)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90569' title='HR-Casas-Novas-(4)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(4)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90570' title='HR-Casas-Novas-(5)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(5)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90571' title='HR-Casas-Novas-(6)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(6)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90572' title='HR-Casas-Novas-(7)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-7-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(7)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90573' title='HR-Casas-Novas-(8)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(8)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90574' title='HR-Casas-Novas-(9)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(9)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90575' title='HR-Casas-Novas-(10)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-10-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(10)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90576' title='HR-Casas-Novas-(11)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-11-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(11)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90577' title='HR-Casas-Novas-(12)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-12-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(12)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90578' title='HR-Casas-Novas-(13)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-13-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(13)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90579' title='HR-Casas-Novas-(14)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-14-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(14)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90580' title='HR-Casas-Novas-(15)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-15-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(15)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90581' title='HR-Casas-Novas-(16)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-16-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(16)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90582' title='HR-Casas-Novas-(17)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-17-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(17)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90583' title='HR-Casas-Novas-(18)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-18-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(18)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90584' title='HR-Casas-Novas-(19)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-19-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(19)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90585' title='HR-Casas-Novas-(20)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-20-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(20)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90586' title='HR-Casas-Novas-(21)'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-21-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas-(21)" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=90587' title='HR-Casas-Novas'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/HR-Casas-Novas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="HR-Casas-Novas" /></a>

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		<title>Chaves &#8211; Escutismo comemora 50 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Mar 2013 10:30:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Agrupamento de Escuteiros 198, de Chaves, festeja este ano de 2013 as Bodas de Ouro. Exposições, acampamentos e outras iniciativas para os escuteiros, mas também para a população em geral, fazem parte do programa de actividades.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>O Agrupamento de Escuteiros 198, de Chaves, festeja este ano de 2013 as Bodas de Ouro. Exposições, acampamentos e outras iniciativas para os escuteiros, mas também para a população em geral, fazem parte do programa de actividades.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/Esc_Chaves.jpg" rel="lightbox[88263]"><img class="alignright size-full wp-image-88264" style="margin: 5px;" alt="Esc_Chaves" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/Esc_Chaves.jpg" width="286" height="141" /></a>No ano em que os escuteiros flavienses comemoram 50 anos de vida, foi criada a Equipa Nun’Álvares, da qual fazem parte dois dirigentes do agrupamento, dois caminheiros, dois pais de escuteiros, dois antigos escuteiros e o Assistente do Agrupamento, para organizar a festa.</p>
<p style="text-align: justify;">Augusto Ladeiras pertence à equipa e referiu À Voz de Chaves que as comemorações dividem-se em 2 momentos: “até 5 de maio (data do aniversário) estão a ser organizadas um conjunto de atividades mais viradas para o exterior, para o reconhecimento externo. A partir desse dia até ao final do ano, um conjunto de atividades mais viradas para dentro do agrupamento”. Nestas estão incluídos os acampamentos e atividades mais radicais. Antes disso, a 21 de Abril, por exemplo, terá lugar uma Caminhada Solidária pelas ruas da cidade, com o objectivo de divulgar o aniversário do agrupamento junto da comunidade e, ao mesmo tempo, fazer a recolha de alimentos para as famílias mais carenciadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da divulgação do movimento escutista e da história do agrupamento nos meios de comunicação e redes sociais, terá lugar o fórum “Uma vez escuteiro, escuteiro para sempre”, a 3 de Maio, no auditório do Centro Cultural de Chaves, que pretende abordar o escutismo e a sua importância na vida adulta.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma exposição fotográfica, as Promessas, a inauguração da Rua Baden-Powell, fundador do escutismo, encontro convívio com antigos escuteiros e acampamentos fazem, ainda, parte do calendário de actividades previsto para este ano em Chaves.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O Escutismo e a sua história</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Durante o programa de comemorações dos 50 anos de Escutismo em Chaves, o Agrupamento 198 quer lembrar a história do movimento, mundial, mas também local.</p>
<p style="text-align: justify;">Robert Stephenson Smith Baden-Powell é o fundador do Escutismo, que em Portugal deu os primeiros passos ainda no território de Macau em 1911, tendo os seus impulsionadores regressado ao nosso país e fundado, em 1913, a Associação dos Escoteiros de Portugal. O Corpo Nacional de Escutas, Escutismo Católico Português, veio a ser fundado 10 anos mais tarde, em 27 de Maio de 1923, na cidade de Braga.</p>
<p style="text-align: justify;">O Escutismo, nascido na Inglaterra, não respeitou fronteiras, alastrando-se por outros países, e, já em 1920, em Londres, reuniram se num grande acampamento Escuteiros de várias nacionalidades.</p>
<p style="text-align: justify;">O Agrupamento 198 de Chaves desde a sua fundação, em 5 de maio de 1963, tem sofrido algumas convulsões. “Nem sempre foi fácil manter o Agrupamento ativo, com a mesma pujança e o mesmo vigor de hoje”, referiu Augusto Ladeiras.</p>
<p style="text-align: justify;">As constantes alterações na sua estrutura de dirigentes, as mudanças sistemáticas de sede, a falta de apoios externos, entre outras razões, são os motivos apontados para que o Agrupamento estivesse em constante mudança. “Apesar de todas estas vicissitudes, o 198 sempre teve alma para se reerguer e continuar a prestar um serviço que hoje é reconhecido por todos, os escuteiros de outrora, os pais, as entidades locais, os amigos e todos aqueles que conhecem o movimento escuta”, acrescentou.</p>
<p style="text-align: justify;">“A verdadeira história deste Agrupamento ainda está para ser escrita. As aventuras, as peripécias inesquecíveis de quem as viveu, os acampamentos, os raides sem fim, as fogueiras, as canções, as alvoradas, as orações, as tendas, a patrulha e a bandeirola, as formaturas e as construções, os chefes mais “chatos” e os outros, tudo são recordações de um passado que se torna presente quando paramos e vamos descobrindo que a nossa vida é um conjunto de vivências inesquecíveis, de quem um dia disse “quero ser escuteiro”, descreveu o dirigente.</p>
<p style="text-align: justify;">A formação dos jovens é a prioridade do agrupamento. Os raides, os acampamentos, os jogos, a vida em patrulha, a participação em atividades regionais e nacionais continuam a ser o grande incentivo à vida em grupo. Nesta fase da vida do agrupamento a Comissão de Pais tem um papel cada vez mais importante e decisivo nas opções que é necessário tomar.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem, actualmente, quase 32 milhões de escuteiros em todo o mundo, portugueses são cerca de 70 mil, flavienses 120.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Cátia Mata </strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Chaves &#8211; Procuram-se novos bombeiros voluntários para ajudar o próximo</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 09:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os Bombeiros Voluntários de Salvação Pública de Chaves procuram novos elementos entre os 16 e 44 anos para receber formação nas novas instalações da corporação já em Março e juntar-se ao corpo activo no socorro à população. Ser voluntário tem vantagens e regalias.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Os Bombeiros Voluntários de Salvação Pública de Chaves procuram novos elementos entre os 16 e 44 anos para receber formação nas novas instalações da corporação já em Março e juntar-se ao corpo activo no socorro à população. Ser voluntário tem vantagens e regalias.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">  <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/Ricardo-Rebelo.jpg" rel="lightbox[86058]"><img class="alignleft  wp-image-86062" style="margin: 5px;" alt="Ricardo Rebelo" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/Ricardo-Rebelo-300x225.jpg" width="240" height="180" /></a>Até final deste mês de Fevereiro, os Bombeiros Voluntários de Salvação Pública (BVSP) de Chaves estão a recrutar novos elementos masculinos e femininos. O único requisito é ter entre 16 e 44 anos e gosto em ajudar o próximo. “Estamos com um défice grande de bombeiros, as pessoas não aderem tanto ao voluntariado e vimo-nos mesmo na necessidade de lançar esta campanha em busca de voluntários”, admite Ricardo Rebelo, oficial de bombeiro. Com uma média de 35 elementos no quadro activo, “o ideal era recrutar mais cerca de 20 bombeiros”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quem responder a este desafio, irá iniciar em Março, nas próprias instalações dos BVSP, um curso de Instrução Inicial de Bombeiro com duração de meio ano, seguido de um estágio de mais seis meses integrado na vida activa da corporação. Em Julho, os voluntários serão submetidos a exame a nível distrital e, uma vez aprovados, adquirem o estatuto de bombeiro voluntário.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ser voluntário tem vantagens e regalias. Entre elas, Ricardo Rebelo destaca que “são pagas as propinas aos estudantes num valor até ao ordenado mínimo, tanto no ensino público como no privado, há isenções de taxas moderadoras nos cuidados básicos e serviços que advêm das consultas, como os exames, e o Fundo Social de Bombeiros vai começar a fazer rastreio médico dos bombeiros”. Além disso, acrescenta, ao ser bombeiro, “o voluntário vai tirar vários cursos que poderão ser úteis na sua vida profissional e pessoal”, como o de socorrismo e de desencarceramento.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aos voluntários são actualmente exigidas 270 horas anuais, o que “é irrisório”, sendo totalmente compatível com outra actividade profissional, garante Ricardo Rebelo. Nos meses de Verão, é ainda dada uma pequena compensação às equipas de combate a incêndios, sendo que o Governo se prepara para isentar os bombeiros do pagamento de IRS sobre esse rendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Para angariar o máximo de voluntários, os bombeiros estão a colar cartazes nas escolas, ginásios, bares da cidade e aldeias vizinhas, sendo que a iniciativa também está a ser divulgada nas redes sociais e a nível nacional através do portal bombeiros.pt. Com “instalações, viaturas e mentalidades novas, a causa torna-se mais aliciante” até para as mulheres, acredita Ricardo Rebelo, notando que os BVSP contam já com cerca de 18 elementos femininos, quase metade do quadro activo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“Ser bombeiro é um vício. Gosta-se e é aliciante. Infelizmente, ainda é um pouco mal visto, mas cada vez mais há mais formação e qualidade dentro dos bombeiros. Ao estarem cá, não saem daqui! É mesmo viciante”, conclui Ricardo Rebelo, assegurando que a maior compensação desta actividade é mesmo “sentir-se útil para a sociedade e poder ajudar o próximo”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sandra Pereira</strong></span></p>
<p style="text-align: right;">

<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=86059' title='BVSP Chaves 001'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/BVSP-Chaves-001-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="BVSP Chaves 001" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=86060' title='BVSP Chaves 003'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/BVSP-Chaves-003-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="BVSP Chaves 003" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=86061' title='cartaz angariação bombeiros spchaves'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/cartaz-angariação-bombeiros-spchaves-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="cartaz angariação bombeiros spchaves" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=86062' title='Ricardo Rebelo'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/Ricardo-Rebelo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ricardo Rebelo" /></a>

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		<title>“ Iremos procurar demonstrar organização no jogo e competência, que é o mais importante, independentemente do resultado que se consiga”</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2013 12:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Futsal Distrital]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<description><![CDATA[O coordenador do futsal do distrito de Vila Real orienta pelo segundo ano a Seleção Sub-20 de Futsal Júnior Masculino no Interassociações, que decorre este fim-de-semana. Emídio Rodrigues faz a antevisão da prova, falando ainda do futsal no distrito, explicando os projectos da Associação de Futebol de Vila Real para criar encontros entre os mais novos, até ao escalão de iniciados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>O coordenador do futsal do distrito de Vila Real orienta pelo segundo ano a Seleção Sub-20 de Futsal Júnior Masculino no Interassociações, que decorre este fim-de-semana. Emídio Rodrigues faz a antevisão da prova, falando ainda do futsal no distrito, explicando os projectos da Associação de Futebol de Vila Real para criar encontros entre os mais novos, até ao escalão de iniciados.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2011/05/IMG_3174.jpg" rel="lightbox[81693]"><img class="alignright size-medium wp-image-19272" style="margin: 5px;" title="Emidio Rodrigues " src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2011/05/IMG_3174-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><strong>Há mais jovens a praticar futsal no distrito, é um novo paradigma?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Cada vez temos mais miúdos a praticar futsal, mas se não os conseguirmos prender e aliciá-los para a competição de nada vale, pois haverá um momento onde os miúdos irão abandonar a modalidade. É importante criar competições para escalões mais baixos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Que medidas irão ser criadas para isso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Estamos a procurar dinamizar isso na Associação de Futebol de Vila Real, mas possivelmente em Fevereiro irão começar a haver, à semelhança do que acontece nos escalões mais baixos do futebol, encontros com estas escolas de formação, fazer o levantamento do número de atletas nestas escolinhas, onde há escalões mais baixos. Os encontros passam por isso. Para os mais pequenos passará por dinamizar jogos de mini-futsal, 4&#215;4, e iremos fazer situações de jogo formal de 5&#215;5 para os infantis e iniciados. Iremos ver o que temos e procurar realizar encontros de forma regular.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>É uma boa altura para arrancar com este tipo de projectos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É sempre uma boa altura e o mais importante será mesmo arrancar com este tipo de projectos. Quer nos escalões mais baixos quer mesmo em juniores o importante é melhorarem a sua competitividade e este tipo de iniciativas irá ajudar a seguir esse caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A Selecção de sub-20, que irá orientar mais uma vez, esta época começou mais cedo, com mais treinos, uma preparação melhor…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sim, foi uma preparação melhor, pois no ano anterior tivemos poucos treinos. Esta época já nos reunimos oito vezes, e até ao interassociações ainda iremos ter mais unidades de treino e isso é importante, sobretudo porque temos mais frequência de treinos para crescer, embora seja difícil juntar o grupo todo. Estamos mais satisfeitos este ano do que no ano transato. Temos no nosso grupo as equipas mais difíceis da zona norte, AF Porto e Braga, e independentemente do que eles consigam é sempre uma experiência única e ficam a contactar com uma realidade muito distinta da deles e que os pode levar a repensarem a sua realidade na modalidade. Só essa refleção já é importante. Iremos procurar demonstrar organização no jogo e competência, que é o mais importante, independentemente do resultado que se consiga, mas deixar uma imagem positiva de empenho e organização.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Além do interassociações sub-20 e dos encontros para os mais novos que falou, está também em perspectiva competição para uma selecção de futsal de sub-15?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Essa Selecção está praticamente lançada, mas ainda depende de algumas decisões que não me cabe a mim. Possivelmente irá passar por atletas que estejam nas escolas, que não pratiquem outra modalidade, que gostem de futsal e que demonstrem qualidade. Será feito um levantamento nas escolas do distrito, contando com a colaboração dos professores, pois é impossível ter conhecimento de todos os possíveis jogadores.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A nível nacional, este é um ponto de viragem para o futsal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tem sido dito por muita gente que esta direcção da FPF já fez mais pelo futsal que as outras todas. Não sei se estou a ser injusto, mas tem sido a mensagem transmitida por muita gente importante ligada à modalidade. O facto de serem dadas condições para que a estratégia se desenvolva é motivador para que as pessoas responsáveis possam trabalhar e para os próprios jovens, onde sentem que a importância já não vai só para o futebol.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Tem estado à frente da seleção distrital da AFVR, não treina um clube desde o GD Boticas, como está esta fase da sua carreira?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quer o nosso distrito, quer os limítrofes, atravessam graves problemas, que são conhecidos, com cada vez um menor número de equipas e aguardo um projecto que seja positivo e motivador. Até agora ainda não aconteceu, mas aguardo, sem qualquer pressa, pois são coisas que não dependem de mim.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Diogo Caldas</strong></span></p>
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		<title>Percorrer o país à procura de mais um capítulo na história</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2013 12:32:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Futsal Nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[O Ervededo Futsal viaja hoje, sexta-feira, 11 de Janeiro, até ao ponto oposto do país. De Chaves até Tavira, os flavienses partem com o objectivo de seguir em frente na IV Eliminatória da Taça de Portugal de Futsal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>O Ervededo Futsal viaja hoje, sexta-feira, 11 de Janeiro, até ao ponto oposto do país. De Chaves até Tavira, os flavienses partem com o objectivo de seguir em frente na IV Eliminatória da Taça de Portugal de Futsal.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/10/Futsal_Nacional.jpg" rel="lightbox[81679]"><img class="alignleft size-medium wp-image-69343" style="margin: 5px;" title="Futsal_Nacional2012_2013" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/10/Futsal_Nacional-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" /></a>Até ao momento o Ervededo Futsal já eliminou três adversários, mas os jogos foram todos na condição de visitados. Depois d’Os Apulienses, jogo que serviu para marcar a página na história, pois nunca o Ervededo havia passado da primeira eliminatória, seguiram-se Lordelo e FC Azeméis.</p>
<p style="text-align: justify;">Se contra a equipa do Oliveira de Azeméis significou defrontar pela primeira vez uma formação de tão longe, visitar Tavira para defrontar os Sonâmbulos fica a significar o jogo oficial mais longe da equipa flaviense. A partida é no Pavilhão Desportivo Municipal de Luz Tavira, sábado, 12 de Janeiro, às 17 horas.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes disso há ainda um caminho para percorrer, de Chaves ao Porto, na sexta-feira, para apanhar o avião até Faro. A opção acaba por ser a mais vantajosa para o Ervededo Futsal, em termos económico e de conforto, isto para discutir a IV Eliminatória da Taça de Portugal de Futsal.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>“Vamos ao Algarve discutir a eliminatória”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“Queremos disputar a eliminatória e seria histórico para a cidade ter uma equipa nos oitavos de final. Os jogadores têm isso em consciência e estão mentalizados que a viagem não é um obstáculo, pois foi tudo acautelado depois do sorteio”, realça Tó-Zé Durão, na hora de fazer a antevisão à partida.</p>
<p style="text-align: justify;">O treinador-jogador do Ervededo Futsal garante ter já “todas as informações reunidas” sobre o adversário. “Sei quais são os pontos fracos e fortes desta equipa. Quando saiu o sorteio a equipa estava na cauda da tabela, mas depois de o sorteio ter saído fez duas vitórias e um empate e por isso está com a moral em alta”, avisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a sua equipa, Tó-Zé Durão ficou satisfeito com os primeiros 20 minutos do primeiro jogo do ano, onde o Ervededo goleou no dérbi com o Carrazedo. “A goleada do fim-de-semana passado, depois de pararmos durante três semanas, por aquilo que a equipa fez durante os primeiros vinte minutos, o espírito saiu reforçado”, atira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Ervededo regular e Sonâmbulos a subir</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A equipa flaviense é nesta altura segunda classificada da série A do Campeonato Nacional da III Divisão de Futsal, com 22 pontos em 9 partidas. Tem menos cinco que o líder Cabeçudense, mas também menos um jogo.</p>
<p style="text-align: justify;">Contando os jogos da Taça de Portugal de Futsal e do campeonato, são já dez as partidas sem perder, com nove vitórias e um empate. De resto, após a partida da Taça, os flavienses medem forças com o líder para o campeonato.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a formação de Tavira é nesta altura 7ª classificada da série D da mesma III Divisão Nacional. Em dez jogos somam 14 pontos e nas últimas quatro partidas do campeonato não perderam, somando dois empates e dois triunfos, consecutivos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Continuar em frente na história</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na história recente, o vizinho GD Boticas tem feito história na Taça de Portugal de Futsal. A secção de futsal, entretanto sem competição sénior, chegou mesmo às meias-finais em 2009/2010, onde ficou pelo caminho com o Benfica.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa época, na III Eliminatória, a equipa de Boticas, então na 1ª Divisão, eliminou uma formação de Chaves, que também fez uma caminhada positiva na edição desse ano. O Chaves Futsal, antes de cair com o GD Boticas, havia eliminado a AAUTAD, da 1ª Divisão. Já em 2010/2011 a equipa do Chaves Futsal também ficou pela III Eliminatória, ao perder fora no terreno dos Leões de Porto Salvo, após prolongamento, num jogo entre equipas da mesma II Divisão mas séries diferentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora é o Ervededo Futsal a representar o concelho de Chaves, já na IV Eliminatória da Taça de Portugal de Futsal, os sorteios têm estado a favor dos flavienses, e a equipa tem conseguido ultrapassar as dificuldades. O objectivo é ganhar e continuar a sonhar.</p>
<p style="text-align: justify;">“Queríamos receber uma equipa grande já nesta eliminatória, mas mesmo assim a sorte não foi madrasta, apenas no aspecto de percorrer o país todo, pois o adversário está perfeitamente ao nosso alcance. Taça é taça e queremos pensar apenas neste jogo, tentar vencer e depois esperar pelo próximo sorteio”, concluiu Tó-Zé Durão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Diogo Caldas</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jovens flavienses criam primeira rede social do mundo no Google Earth</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2013 11:12:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de terem modelado muitos edifícios a 3 dimensões no mundo virtual, Rogério Coelho, natural de Faiões, e Luís Miranda, de Loivos, continuam a dar cartas no mundo da alta tecnologia. Lançaram a primeira rede social portuguesa em 3D – o youbeQ – e já estão na mira do “gigante” Google.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Depois de terem modelado muitos edifícios a 3 dimensões no mundo virtual, Rogério Coelho, natural de Faiões, e Luís Miranda, de Loivos, continuam a dar cartas no mundo da alta tecnologia. Lançaram a primeira rede social portuguesa em 3D – o youbeQ – e já estão na mira do “gigante” Google.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/01/Rogério-Coelho-e-Luís-Miran.jpg" rel="lightbox[80236]"><img class="alignleft size-medium wp-image-80237" style="margin: 5px;" title="Rogério-Coelho-e-Luís-Miran" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/01/Rogério-Coelho-e-Luís-Miran-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>“Teleportar-se” para qualquer parte do mundo, conhecer novas pessoas e ficar a saber mais sobre a cultura local sem sequer sair de casa é o “fantástico mundo novo” aberto pelo youbeQ, a primeira rede social do mundo no Google Earth, que já conta com 70 mil utilizadores e foi criada por dois jovens do concelho de Chaves, Rogério Coelho e Luís Miranda, que começaram a dar vida aos mapas desde que iniciaram a licenciatura em Geografia na Universidade de Coimbra.</p>
<p style="text-align: justify;">O conceito é simples. Depois do registo em www.youbeq.com, cria-se um avatar e, através dele, exploram-se vários pontos do planeta num ambiente a 3 dimensões (3D) interagindo com os utilizadores registados nesta rede. No fundo, “é uma plataforma social de realidade híbrida. Conseguimos pôr a interagir um flaviense com pessoas que estão na China no mesmo espaço, mas de forma virtual”, explicou à Voz de Chaves Rogério Coelho, natural de Faiões, que junto com Luís Miranda, de Loivos, é sócio-gerente da iNovmapping, uma empresa reconhecida pela Google e sedeada em Coimbra desde 2009, que é actualmente a única em Portugal a criar lojas, edifícios, cidades e visitas virtuais em 3D no Google Earth e Maps.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como na rede social Facebook, os utilizadores do youbeQ “podem conversar, ver o perfil da pessoa, onde tem ido, que restaurantes frequenta, quais os hotéis onde costuma ficar, os locais onde foi de férias, …”, acrescenta Rogério Coelho. A diferença é que no youbeQ “tudo é georeferenciado”, ou seja, indica sempre o local onde a pessoa está e o flaviense pode “encontrar” o chinês numa “rua virtual” de Pequim ou “convidá-lo” a visitar Chaves e trocarem impressões sobre a cidade. Podem também ir “visitar” juntos Nova Iorque.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Parceiros da Google e Mozilla Firefox</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Com um ano de existência e mais de um milhão de visitantes únicos, o youbeQ está disponível para PC ou Mac e existe em versão mobile para Android, estando prevista em breve uma versão para IOS (ipad e iphone). Esta rede social foi mesmo reconhecida pela Google e Mozilla Firefox como “aplicação de referência mundial”, o que permitiu aos jovens flavienses colocá-la nas lojas de aplicações “web” destas duas empresas. “Lançámos a versão beta há cerca de mês e meio com acompanhamento directo da Google, que nos tem aconselhado e ensinado um pouco o melhor caminho para o youbeQ. […] Como utilizamos as plataformas geográficas da Google como base da rede social, a empresa notou que estávamos a fazer algo diferente e tem-nos apoiado bastante”, adiantou Rogério Coelho.</p>
<p style="text-align: justify;">Na versão beta da rede social, além da inclusão de jogos, as empresas podem criar contas empresariais e promover os seus produtos e serviços. “Quando alguém, por exemplo, se teleporta para as Termas de Chaves e anda a passear, a ver uma modelação 3D de edifícios e a falar com outras pessoas, pode ao mesmo tempo estar a ver conteúdos que os hotéis próximos colocam na plataforma. Quanto melhor informação esse hotel passar para os seus potenciais clientes, maior será a probabilidade de alguém reservar um quarto…”, explica Rogério Coelho. Para já, a rede social é gratuita, mas no futuro a ideia dos jovens é lucrar com a publicidade e vender “posts patrocinados” a empresas que terão maior destaque quando alguém se “teleportar” para a região onde estão localizadas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Proposta de divulgação da região apresentada à Câmara de Chaves não obteve resposta</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Já na área da modelação 3D, os flavienses chegaram a apresentar à Câmara Municipal de Chaves uma proposta de promoção da região no Google Earth e Maps, mas até à data não obtiveram qualquer resposta. “No fundo, conseguimos fazer visitas guiadas e levar as pessoas a conhecer territórios antes de irem lá, o que ajuda a que se sintam mais cativadas de visitar pessoalmente estes locais”, explica Rogério Coelho, acrescentando que o “tour virtual” também permite aos emigrantes “ver a terra sem estar cá”.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito trabalho já está feito, pois ao longo da licenciatura os flavienses desenvolveram o projecto “Chaves Mapa”, onde criaram circuitos e rotas turísticas do Alto Tâmega como as Rotas das Barragens, das Termas, do Ouro, da Arte Rupestre, das Vistas Mágicas e da Castanha (http://sites.google.com/site/chavesmapas/). Os dois geógrafos recriaram ainda o Largo General Silveira em 3D no Google Earth, numa visita interactiva que apresentaram na Escola Secundária Fernão Magalhães, onde foram alunos. Para 2013, os flavienses esperam um crescimento mais acelerado do youbeQ, com vista a que grandes empresas como a Google ou o FourSquare a comprem, e ainda estabelecer mais parcerias institucionais para “promover o país além fronteiras”.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sandra Pereira</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><strong>Ingredientes para a receita do sucesso empresarial</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/01/youbeq1-01.jpg" rel="lightbox[80236]"><img class="alignright size-medium wp-image-80238" style="margin: 5px;" title="youbeq1-01" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/01/youbeq1-01-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>“Uma empresa como a iNovmapping poderia estar em Chaves”. Esta é a convicção de Rogério Coelho que acredita que o “carácter internacional da cidade”, devido à proximidade com Espanha, faz dela “um ponto estratégico para ter uma incubadora de empresas”. Contudo, para facilitar a instalação das mesmas, “a autarquia tem que dar condições que cativem empresas tecnológicas a virem para estes locais, pois conseguem dinamizar muito uma região, já que são alvo de muita mediatização”, nota.</p>
<p style="text-align: justify;">Rogério Coelho não duvida que “estas empresas estão dispostas a ir para o local que lhes dá melhores condições porque não dependem de estar no Porto ou em Lisboa para vender”. É o caso da iNovmapping, que nasceu na incubadora de empresas do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, e, apesar de nunca ter tido investimento externo e reinvestir todo o lucro gerado em novos projectos, como a rede social youbeQ, consegue, com uma equipa relativamente pequena, “estar em todo o mundo”. Contudo, alerta o jovem, é preciso “uma equipa qualificada e dinâmica por trás da incubadora, que faça a ligação com investidores e promova palestras e workshops que ajudem a cativar as empresas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, a maior dificuldade em lançar uma empresa é a falta de liquidez para investir devido à crise e também a mente pouco aberta às plataformas sociais e a novos modelos de negócios, nota Rogério Coelho. Os empresários ainda preferem “ver para crer” em vez de apostar em negócios virtuais, mas, com a crise, “os negócios tradicionais tendem a morrer e esta vaga de desemprego vem de empresas que não se conseguiram adaptar aos tempos que correm”, considera. Por isso, será “inevitável que as pessoas com mais dinheiro comecem a investir em empresas que consigam massificar conceitos”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sandra Pereira</strong></span></p>
<p style="text-align: right;">
]]></content:encoded>
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		<title>Dois irmãos doentes vivem com 350 euros por mês em casa com condições miseráveis</title>
		<link>http://diarioatual.com/?p=72856</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Nov 2012 12:17:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em pleno centro da cidade de Chaves, dois irmãos vivem numa casa em condições precárias, onde chove nos quartos e na cozinha e entra vento pelas janelas e portas partidas. O chão de madeira está cheio de buracos e a luz é fraca, mas sempre aquece mais do que a água que nunca sai quente e o frigorífico que nunca está cheio. Com uma reforma de invalidez de 97,69 euros e um RSI de 65 euros, o que pode António Rodrigues fazer?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Em pleno centro da cidade de Chaves, dois irmãos vivem numa casa em condições precárias, onde chove nos quartos e na cozinha e entra vento pelas janelas e portas partidas. O chão de madeira está cheio de buracos e a luz é fraca, mas sempre aquece mais do que a água que nunca sai quente e o frigorífico que nunca está cheio. Com uma reforma de invalidez de 97,69 euros e um RSI de 65 euros, o que pode António Rodrigues fazer?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/A.-Rodrigues-64-ano.jpg" rel="lightbox[72856]"><img class="alignleft size-medium wp-image-72857" style="margin: 5px;" title="A.-Rodrigues-64-ano" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/A.-Rodrigues-64-ano-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Nem é preciso entrar naquele número da Rua Viscondessa do Rosário, no Bairro do Telhado, em pleno centro da cidade de Chaves, para pressentir que vamos encontrar uma realidade que não pertence ao século XXI. Basta ver, de fora, as janelas partidas, as portas de madeira com falhas e a pintura descascada que desviam as atenções de quem passa apressadamente pela rua. “Já nasci nesta casa”, assume António Rodrigues, 64 anos, que a habita com o irmão, três anos mais novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Entramos. Tal como os donos, também ela envelheceu. Sem qualquer tipo de isolamento, o telhado está em mau estado e, nos quartos e na cozinha, chove quase como na rua. As marcas no tecto de madeira e nas paredes de granito, húmidas e acastanhadas, não deixam mentir. As janelas estão partidas e as velhas portas de madeira, à entrada e nas traseiras, convidam as correntes de ar. O chão de madeira já cedeu e está esburacado em várias partes da casa, sempre mergulhada na penumbra. O aquecimento é “o lume” e a água só chegou à cozinha graças ao engenho do dono. “Vergonha de quê? É a realidade…”, admite, com coragem na voz e sinceridade no olhar, António Rodrigues.</p>
<p style="text-align: justify;">
<a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/A-casa-de-António-Rodrigues.jpg" rel="lightbox[72856]"><img class="alignleft size-medium wp-image-72858" title="A-casa-de-António-Rodrigues" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/A-casa-de-António-Rodrigues-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Há 13 anos, trabalhava na construção civil. Um dia, o coração falhou-lhe. “Fui operado. Nunca mais pude fazer nada. Sou completamente inválido”, aceita, com o coração que hoje bate com uma “válvula de plástico”. Aponta para os cinco medicamentos que tem de tomar todos os dias para cumprir o “tratamento anticoagulante”. Recebe 97,69 euros de reforma de invalidez e 65 euros do Rendimento Social de Inserção (RSI). “É do que eu vivo”, conta. O irmão, também é doente – “tem um problema nas ancas” – e recebe pouco mais: 190 euros de RSI. “A coisa dele é: põe-se a pé, vai daqui para o café comer um pastel e beber um copo de leite, vem de lá e torna-se a deitar. Está todo o dia de cama. Só se levanta para comer”, suspira António, que, apesar de não ser lá muito recomendável, ruma às vezes à cidade a pé buscar a reforma ou conversar com amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido aos tratamentos médicos, os rendimentos dos dois irmãos não chegam para encher o frigorífico sempre que a fome manda, mas António exibe com orgulho o que colhe do quintal: couves, pimentos, tomates, entre outros hortícolas, conforme as estações. Ao lado de casa, a mercearia faz-lhe fiado e a delegação de Chaves da Cruz Vermelha dá-lhes massa, arroz e roupa duas vezes por ano. “Agora já dão menos porque há mais necessidades”, nota. O filho, hoje com 28 anos, “podendo, também ajuda”, mas com duas crianças, também tem de sustentar a família, reconhece. Tem outro irmão, a viver em Curalha, que também tem de olhar pelos dele. “Esteve muito tempo na Suiça e foi o que se orientou. Senão estava como nós!”, resume.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Depois do pedido de ajuda à Câmara sem resultado, resta a Cruz Vermelha</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há cerca de dois anos, António Rodrigues chegou a solicitar a ajuda da Câmara Municipal de Chaves, que viu “in loco” as condições precárias dos dois irmãos, mas “não fizeram nada”. Apesar das dores na coluna e de estar prestes a ser operado às cataratas, o sexagenário “vai remediando” o que pode. Face às condições da casa, os “amigos do alheio” já a visitaram três vezes. Roubaram-lhe a reforma, panelas e até documentos.</p>
<p style="text-align: justify;">António Rodrigues já tentou vender a casa para, depois, com o irmão seguir para</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-72978" title="Bairro do Telhado" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/Bairro-do-Telhado-010-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><span style="text-align: justify;">um arrendamento ou uma instituição de solidariedade social. Contudo, a casa onde vivem está “encaixotada” no meio de várias habitações que ergueram os muros ilegalmente por cima dos da construção de António Rodrigues. Um dos vizinhos abriu mesmo janelas confinadas ao logradouro. António fez queixa às autoridades competentes. Apontaram-lhe os tribunais. “Se não tenho dinheiro quase para comer, como é que posso ir a um advogado?”, encolhe os ombros.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Quando as habitações vizinhas foram construídas, a casa estava desabitada. António Rodrigues ainda trabalhava e vivia numa habitação arrendada com a companheira, e o irmão estava em Espanha. “Fizeram o que lhes apeteceu…”. Depois, a saúde de António complicou-se e separou-se da companheira: “não tinha possibilidades e vim morar para aquilo que era nosso”. Hoje, a última esperança é o apoio jurídico da delegação de Chaves da Cruz Vermelha. É, aliás, a única ajuda que António pede: “às vezes comemos bem, outras vezes mal, mas a gente passa com qualquer coisa. Na casa, não temos mesmo possibilidade de ajeitar nada”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sandra Pereira</strong></span></p>

<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72986' title='Bairro do Telhado'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/Bairro-do-Telhado-029-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bairro do Telhado" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72985' title='Bairro do Telhado'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/Bairro-do-Telhado-028-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bairro do Telhado" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72984' title='Bairro do Telhado'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/Bairro-do-Telhado-023-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bairro do Telhado" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72983' title='Bairro do Telhado'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/Bairro-do-Telhado-020-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bairro do Telhado" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72982' title='Bairro do Telhado'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/Bairro-do-Telhado-019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bairro do Telhado" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72981' title='Bairro do Telhado'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/Bairro-do-Telhado-008-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bairro do Telhado" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72980' title='Estado do tecto e paredes denunciam chuva'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/Estado-do-tecto-e-paredes-denunciam-chuva-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Estado do tecto e paredes denunciam chuva" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72979' title='António Rodrigues, 64 anos, à entrada de sua casa'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/António-Rodrigues-64-anos-à-entrada-de-sua-casa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="António Rodrigues, 64 anos, à entrada de sua casa" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72978' title='Bairro do Telhado'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/Bairro-do-Telhado-010-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bairro do Telhado" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72977' title='Bairro do Telhado'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/Bairro-do-Telhado-018-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bairro do Telhado" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72858' title='A-casa-de-António-Rodrigues'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/A-casa-de-António-Rodrigues-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A-casa-de-António-Rodrigues" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=72857' title='A.-Rodrigues-64-ano'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/11/A.-Rodrigues-64-ano-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A.-Rodrigues-64-ano" /></a>

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		<title>Jovem flaviense cria videojogo que junta diversão e literatura</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Sep 2012 11:20:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Descobrir novos horizontes através da poesia e aprender a língua portuguesa num jogo de computador foi o projecto que o flaviense Diogo Martins, 20 anos, desenvolveu para o curso de Design de Jogos Digitais. O videojogo, que conta com a colaboração de nove escritores portugueses conhecidos e premiados, como Afonso Cruz e Raquel Ochoa, vai estar disponível ao público no final do ano.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Descobrir novos horizontes através da poesia e aprender a língua portuguesa num jogo de computador foi o projecto que o flaviense Diogo Martins, 20 anos, desenvolveu para o curso de Design de Jogos Digitais. O videojogo, que conta com a colaboração de nove escritores portugueses conhecidos e premiados, como Afonso Cruz e Raquel Ochoa, vai estar disponível ao público no final do ano.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/projecto-Egas.jpg" rel="lightbox[67601]"><img class="alignright size-medium wp-image-67603" style="margin: 5px;" title="projecto-Egas" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/projecto-Egas-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a>Egas é um robô que quer ser poeta e, para consegui-lo, tem de encontrar páginas literárias com vista a descobrir-se a si próprio e começar a escrever um diário de bordo, onde vai anotando o que sente, bem como as suas vitórias e frustrações. Uma viagem que qualquer pessoa pode empreender no videojogo de plataformas independente, ou seja, sem controlo criativo, que o jovem flaviense Diogo Martins, 20 anos, criou com Ricardo Nogueira, Carlos Soares, Miguel Reis e Rafael Tabosa para o projecto final do curso de Design de Jogos Digitais do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), e que conta com a colaboração de nove escritores portugueses.</p>
<p style="text-align: justify;">Juntar diversão e literatura num jogo que fizesse “parar para pensar” foi a ideia inicial dos estudantes. “Hoje em dia, os jogos são muito ligados à violência e, às vezes, perdem a parte que os mais antigos traziam, que é nos fazer chegar algo, contar uma história”, explicou à Voz de Chaves Diogo Martins. Tentaram escrever os textos, mas a falta de inspiração – e talvez de algum “jeito” – levou-os a convidar, por email, mais de 20 escritores conhecidos no panorama nacional. Responderam todos, mas no final ficaram nove, de variados estilos, a colaborar no projecto de forma voluntária: Afonso Cruz (também ilustrador), Carlos Vaz, Nuno Camarneiro, Nuno Guimarães, Paulo Kellerman (Grande Prémio do Conto da APE 2005), Pedro Guilherme-Moreira e Raquel Ochoa (Prémio Revelação Augustina Bessa-Luís).</p>
<p style="text-align: justify;">“A maior parte são escritores conhecidos do grande público, com livros publicados e premiados. Alguns não são poetas, porque não queríamos pôr só poesia, mas escritores de literatura infanto-juvenil ou de romances que acharam que podiam dar o contributo deles, mesmo a escrever poesia. Acho que ficou engraçado!”, resume Diogo Martins, acrescentando que a opinião que os autores deram em relação à história do jogo “foi importante”. Toda a colaboração foi “feita à distância”, com “muitas horas passadas em frente ao computador”, acrescenta o jovem, que apenas se encontrou pessoalmente com dois escritores. A banda sonora do jogo foi composta pelo jovem músico “Braith”, aliás Eduardo Moreira, também natural de Chaves e a estudar Produção e Tecnologias da Música na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jogo disponível ao público e escolas no final do ano</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A concepção do jogo demorou mais do que o previsto – 5 meses – mas não tanto assim, tendo em conta que os estudantes tiveram de lidar com prazos, Direito Comercial, burocracias, negociações e mundo empresarial, que foi a maior dificuldade segundo Diogo Martins. A primeira versão do jogo será entregue ao IPB este mês de Setembro, para estar disponível ao público no final do ano e ser distribuído gratuitamente no site do Instituto e no próprio blogue (http://projectoegas.blogspot.pt). Uma vez que se trata de um projecto universitário, o jogo não pode ser comercializado com fins lucrativos, mas, uma vez que é educativo, já que é possível aprender a língua portuguesa ao jogar, haverá interesse em ser distribuído nas escolas.</p>
<p style="text-align: justify;">“Quando nos foi proposto fazer um projecto, pensámos que devíamos aproveitar esta altura para testar coisas. Pensamos no que estava mal na indústria e se calhar tentamos mudar isso porque somos uma nova geração e em Portugal ainda não há mercado de jogos”, confessa Diogo Martins, que sempre gostou da área de informática e design gráfico e decidiu arriscar no curso do IPB, o primeiro do género na Península Ibérica. No final da licenciatura, a saída mais provável é o estrangeiro, que, para o jovem, representa “uma oportunidade para termos capacidade de ir para fora e depois voltar e trazer conhecimento”.</p>
<p style="text-align: justify;">Para já, as reacções ao robô sonhador “Egas” são positivas. “Acho que já passou o tempo dos jogos serem só jogos”, que hoje são cada vez menos solitários e mais “para partilhar” entre a geração das redes sociais, acredita Diogo Martins. Hoje, com o uso diário de computadores, telemóveis, tablets e internet, “cada vez mais a nossa vida real se confunde com a virtual”, conclui o jovem, que também é um dos fundadores do Movimento Cri’Arte, que procura dar oportunidades a jovens da região para mostrar os talentos que possuem nas diversas áreas artísticas e tem vindo a realizar espectáculos e exposições, nomeadamente no Teatro Experimental Flaviense. “É um movimento que tem pernas para andar. Nesta cidade, há talento suficiente e espaços onde se pode fazer muito”, garante.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sandra Pereira</strong></span></p>

<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=67604' title='team-01'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/team-01-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="team-01" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=67603' title='projecto-Egas'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/projecto-Egas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="projecto-Egas" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=67602' title='Egas2-01'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/Egas2-01-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Egas2-01" /></a>

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