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	<title>atual &#187; Entrevistas</title>
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		<title>“Depois da derrota no Padroense, falamos entre todos os jogadores: tínhamos de fazer mais e mostramos que podíamos vencer os jogos todos”</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 15:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi o goleador máximo da equipa flaviense, na época de sucesso que agora termina, ao apontar 14 golos. O cabo-verdiano conta como correu a época, quais são as suas origens, sonhos e planos para o futuro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Foi o goleador máximo da equipa flaviense, na época de sucesso que agora termina, ao apontar 14 golos. O cabo-verdiano conta como correu a época, quais são as suas origens, sonhos e planos para o futuro.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/05/Kuca-2.jpg" rel="lightbox[101713]"><img class="alignleft size-medium wp-image-101714" style="margin: 5px;" alt="Kuca-(2)" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/05/Kuca-2-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a><strong>Como é chegar ao final da temporada com a subida de divisão e o campeonato conquistado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para mim e para todos os colegas foi um feito muito bom, conseguido com muita luta e garra dentro das possibilidades que tínhamos. O nosso objectivo no início da temporada foi sempre a subida de divisão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alguma vez duvidaram da subida?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nunca. Se alguma vez tivesse duvidado tinha abandonado. Sempre acreditámos até ao fim, sabíamos que era mais difícil quando ficámos a sete pontos, mas todas as semanas sabíamos que tínhamos de trabalhar mais para chegar ao primeiro lugar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O clube fez uma recuperação muito grande, até ao primeiro lugar…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Depois da derrota no terreno do Padroense, falámos entre todos os jogadores. Falamos que tínhamos de fazer mais do que tínhamos feito até então e mostrámos de imediato que podíamos dar mais e vencer os jogos todos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>No jogo com o Ribeirão o Chaves foi categoricamente superior. A equipa entrou confiante?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, entramos confiantes e depois de todos os boatos que o Ribeirão lançou para os jornais, contra os jogadores e direção, ficámos com vontade de demonstrar que eramos melhores e foi isso que fizemos dentro de campo durante os 90 minutos e agora nem eles têm dúvidas de quem é a melhor equipa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>No lance do golo, quando te foi colocada a bola sentiste que ias fazer golo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Claro que acreditei, estava vento e isso também ajudou, pois deixou-me chegar mais perto da bola. Sem vento não conseguiria chegar pois ainda estava longe, estiquei-me todo e consegui marcar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Senti-me bem nos jogos em Lisboa”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em Lisboa a equipa esteve claramente superior que o Viseu e Farense, também sentiram isso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, demonstrámos logo no primeiro jogo que íamos com o objectivo de vencer. No segundo jogo, o Farense provavelmente achou que iríamos estar mais cansados, mas não foi isso que demonstrámos. Merecemos ganhar nos 90’, empatamos, pois o futebol é assim, mas felizmente conseguimos ser campeões.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estiveste muito bem fisicamente no segundo jogo da Fase de Apuramento de Campeão, sentiste que ias quebrar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estava um pouco cansado, mas antes do jogo disse para mim mesmo que tinha de esquecer que tinha jogado no dia anterior, que era psicológico e que dentro do campo iria esquecer o cansaço. Com o início do jogo senti-me melhor e isso deu-me motivação para correr tanto durante os 90 minutos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Foste o melhor marcador da equipa na temporada, com 14 golos, querias mais?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Faço sempre o meu trabalho, com o objectivo de ajudar a equipa. Se conseguir marcar muitos golos melhor, pois é bom para mim e para a equipa. Consegui marcar 14 golos, e acho que foi bom, que foi uma boa temporada. No ano passado consegui 15, mas os 14 desta temporada deram para conseguir o que não conseguimos o ano passado. Se calhar se tivesse marcado muito mais podíamos não ser campeões.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>És o marcador de serviço das grandes penalidades, e não tremes quando a equipa precisa…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fico muito concentrado quando pego na bola e vou a pensar que tenho de marcar e normalmente não falho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Falhaste apenas duas grandes penalidades esta temporada, uma na pré-época e outra agora na fase de apuramento de campeão. É verdade?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É verdade, uma na pré-época e uma nos jogos que decidiram o campeão nacional. Aconteceu quando tinha de acontecer, pois todos os que marcam estão sujeitos a falhar e eu sou um deles.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Com tempo conseguimos atingir o que pretendemos”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>No ano passado estiveste metade da época no Mirandela, mas depois mudas-te para o Chaves, porquê?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mudei porque houve interesse do Chaves, era melhor para mim e aceitei. Vim para uma equipa que lutava para subir de divisão e isso deu-me mais estímulo para mudar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conseguir ao segundo ano a subida de divisão é bom?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foi uma aposta mesmo na mosca. Não conseguimos o ano passado, mas este ano subimos e fomos campeões. Isso demonstra que com tempo conseguimos atingir o que pretendemos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como vês o futebol em Portugal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tem campeonatos bons e tem equipas boas. A minha meta é chegar ao principal campeonato português, para depois dar nas vistas e procurar chegar a um campeonato melhor, como o de Inglaterra ou Espanha.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vieste para Portugal com esse objectivo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando cheguei a Portugal foi com o objectivo de chegar à I Liga, caso contrário ficava em cabo-verde a jogar para me divertir. O meu sonho é jogar e chegar cada vez mais longe. Ainda sou novo e um dia posso chegar lá.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O teu futuro passa pelo Chaves?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sou jogador do Chaves e não me chegou nenhuma proposta em concreto para sair. Tenho contrato com o Chaves, estou feliz aqui e não me importo de ficar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas houveram muitos clubes a observar-te esta época…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Isso demonstra o valor do meu trabalho ao longo da época e fico contente por isso. Mas sou jogador do Chaves e vou continuar aqui.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“O meu sonho sempre foi representar o meu país e vou trabalhar para que isso volte a ser uma realidade”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que futuro antevês para a próxima temporada do Chaves, um clube estável e em renascimento…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A direcção, os adpetos, todos os que apoiam a equipa querem vencer e sendo assim acredito que o Chaves vá lutar para subir de divisão outra vez. Esse pode ser o objectivo do clube e tem tudo para conseguir isso. Acredito que tenha condições para voltar à I Liga. É um clube com tudo em dia, os jogadores não sentem dificuldades cá.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>És internacional cabo-verdiano. Estar na Segunda Liga coloca-te mais perto da selecção?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acho que sim, pois o selecionador sempre disse que é complicado chamar jogador es da II Divisão. Agora na Segunda Liga, se lá estiver, terei mais probabilidades de ser chamado. O meu sonho sempre foi representar o meu país e vou trabalhar para que isso volte a ser uma realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É uma boa seleção? Gostas de representar o teu país?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Gosto. É a minha terra, gosto muito e os meus colegas que a representam sentem a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há uma grande comunidade cabo-verdiana em Portugal, com muitos a jogarem futebol…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Portugal é um bom sitio para mostrar o nosso valor. Fomos bem recebidos em Portugal e a qualidade dos cabo-verdianos a jogar aqui criou uma montra para os que podem ainda vir. Isso é bom para quem cá está e para quem poderá chegar um dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As tuas férias são em Cabo-verde, já havia muita vontade de rever a família?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, é o momento mais importante para mim e para a minha família que está cá, ver os pais e estar com os amigos mais próximos. Depois de uma época cheia de trabalho e sacrifício não há nada melhor do que passar umas férias em Cabo-verde.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quando as saudades apertam como matas as saudades?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O mundo evoluiu muito e temos internet, skype e as redes sociais, é mais fácil estar contactável e a falar. Sente-se menos saudades. Quando cheguei cá há três anos, sem a minha mulher e o meu filho, foi mais doloroso. Agora já é mais fácil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em Lisboa sentiste um grande apoio&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">São os meus amigos de infância, estudávamos juntos em Cabo-Verde e gostam muito de mim, como gosto deles. Já me tinham dito que iam apoiar-me e fiquei contente por eles terem lá estado. Isso demonstra amizade entre todos. Em Lisboa não me irá faltar apoio, pois tenho muito amigos por lá.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual é que é a tua posição preferida?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu sou um extremo esquerdo, a minha posição preferida, mas posso jogar também como um segundo avançado, atrás do ponta-de-lança.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Foi a posição que mais jogaste, e causaste muitos problemas aos defesas adversários…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Também é complicado para mim porque levo muita porrada [risos]. Quem tem fintas está sujeito a levar porrada e jogo numa posição onde tenho de partir para cima dos defesas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual é o teu desejo para a próxima temporada?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O meu desejo é onde estiver conseguir o objectivo do clube e conseguir o meu objectivo pessoal, pois ainda não sei qual é, apenas quando começar a temporada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cumpriste o teu objectivo pessoal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, pois disse a mim mesmo que iria tentar ser campeão e consegui isso. Consegui também ser o melhor marcador da equipa. Não estava na minha expectativa, mas consegui cumprir isso também, mesmo sem estar sempre na minha cabeça.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Diogo Caldas</strong></span></p>
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		<title>“Vamos tentar ter um presunto  de Chaves no Afeganistão  para nos lembrarmos da terra!”</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Apr 2013 10:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Natural de Bobadela de Monforte (Bolideira), no concelho de Chaves, Hugo Santos, 25 anos, ingressou na Marinha em 2005, foi formado Oficial de Marinha na classe de fuzileiro em 2010, e parte no próximo dia 23 de Abril para o Afeganistão, integrado no 6º Contingente Nacional da ISAF, onde ficará (se a missão não for alargada) durante seis meses. O jovem partilhou as suas expectativas com A Voz de Chaves.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Natural de Bobadela de Monforte (Bolideira), no concelho de Chaves, Hugo Santos, 25 anos, ingressou na Marinha em 2005, foi formado Oficial de Marinha na classe de fuzileiro em 2010, e parte no próximo dia 23 de Abril para o Afeganistão, integrado no 6º Contingente Nacional da ISAF, onde ficará (se a missão não for alargada) durante seis meses. O jovem partilhou as suas expectativas com <em>A Voz de Chaves</em>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Hugo-Santos.jpg" rel="lightbox[92700]"><img class="alignright  wp-image-92701" style="margin: 5px;" alt="Hugo-Santos" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/04/Hugo-Santos-300x225.jpg" width="240" height="180" /></a><strong>Porque é que decidiste ser voluntário para ir para o Afeganistão?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A motivação está sobretudo na experiência profissional, no sentimento que estamos a ajudar o país a ser autónomo e a ajudar os índices de desenvolvimento humano daquela sociedade que tem sido martirizada pela guerra, e no alargar de horizontes e outras perspectivas no funcionamento das Forças Armadas. E também o convívio, a representar Portugal!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O salário também é uma motivação?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de sermos jovens e estarmos em início de vida, vejo mais essa parte como uma compensação.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual foi a reacção da família?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há diferentes reacções. Há a do irmão que também é militar e compreende os motivos da experiência e de trabalhar num ambiente multinacional. Há a reacção de mãe e de namorada, que põem sempre as questões do risco e do afastamento, que tentarei controlar a todo o momento através do Skype e explicando que está tudo bem, que estou contente por estar ali, para que possam ficar descansadas e não sofram mais do que eu, que estou no teatro de operações.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Não tens receio de ir para uma zona muito instável, onde qualquer coisa pode acontecer?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No meu caso, serei oficial de serviço no Centro de Operações de uma grande base instalada no Aeroporto Internacional de Cabul (KAIA), por isso não estarei tão exposto como os camaradas que vão sair diariamente da base para dar formação no exterior. Mas o risco existe, por isso é que treinamos aqui para que todos os momentos lá sejam executados com base em procedimentos e regras muito específicas que não convém descuidar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O facto de treinares na tua terra ajudou-te a preparar melhor?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ajudou. Na última semana de Fevereiro, todas as montanhas em redor de Chaves estavam cobertas de neve, o que faz parecer o ambiente de Cabul, que nesta altura também está coberta de neve. Em termos de altitude e frio, parece-me que são as condições adequadas. Em termos funcionais, só lá é que posso dizer!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais vão ser as tuas maiores dificuldades?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não sei se vão ser dificuldades porque encaro isso como um desafio, em que o ambiente multinacional vivido no Centro de Operações será certamente o maior, a par das responsabilidades.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>E as saudades?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Também será difícil, mas o facto de nos mantermos ocupados, no desporto, na leitura, no tentar perceber a cultura local e ter respeito por ela, tentando encontrar um escape de forma a mantermos a nossa estabilidade psicológica ajudar-nos-á a que os dias e os meses passem e no próximo Inverno estejamos todos novamente em Chaves para contarmos todas as experiências que vivemos no Afeganistão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Também há mais flavienses a abraçar esta missão…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há alguns camaradas, vamos tentar ter um presunto de Chaves para nos lembrarmos da terra!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sandra Pereira</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>“Se continuarmos unidos nas nossas reivindicações será mais difícil de levar avante a política de encerramento dos serviços públicos”</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 19:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<description><![CDATA[António Joaquim de Medeiros é natural da freguesia de Friões, no concelho valpacense. Braço direito de Francisco Tavares, nos seus mais de 27 anos de governação, assumiu há pouco mais de um mês a cadeira de presidente. Um lugar que não ambicionava, mas não virou a cara ao desafio. A Voz de Chaves foi conhecer o actual edil valpacense, quando a cidade e o concelho se preparam para receber o maior evento anual realizado naquela que já é considerada a Capital do Folar.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>António Joaquim de Medeiros é natural da freguesia de Friões, no concelho valpacense. Braço direito de Francisco Tavares, nos seus mais de 27 anos de governação, assumiu há pouco mais de um mês a cadeira de presidente. Um lugar que não ambicionava, mas não virou a cara ao desafio. A Voz de Chaves foi conhecer o actual edil valpacense, quando a cidade e o concelho se preparam para receber o maior evento anual realizado naquela que já é considerada a Capital do Folar.</strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/Medeiros-01.jpg" rel="lightbox[90563]"><img class="alignleft size-medium wp-image-90564" style="margin: 5px;" alt="Medeiros-01" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/Medeiros-01-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a>Cátia Mata</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>A Voz de Chaves –</em> A ocupar desde o início do mês de Fevereiro a função de Presidente da Câmara Municipal de Valpaços e para quem não o conhece, como é que se define como pessoa e como autarca?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>António Joaquim de Medeiros</strong> &#8211; Como pessoa, assumo-me como cidadão de Valpaços, empenhado na vida pública, dando ao longo de muitos anos o meu contributo cívico e politico, para o tornar um concelho melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Como autarca, desempenhei durante vários anos a função de vereador nos executivos do Eng.º Francisco Tavares. Sempre cumpridor das funções de que fui responsável, com lealdade e honestidade. Correspondi sempre na confiança que em mim foi depositada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como é que foi o seu percurso que o levou a entrar na vida autárquica?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sempre assumi ao longo da minha vida o gosto pela política. Desde muito novo participei em encontros sociais-democratas, sendo esse o partido que abracei e que melhor se enquadra na minha visão de ver a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi esse espírito que me motivou num projeto que culminou com a candidatura à câmara fazendo parte de uma equipa há 27 anos e que agora pretendo continuar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como Presidente, quais as linhas estratégicas que tem em vista para o desenvolvimento do concelho?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como sabe, assumi a presidência da câmara já próximo do final do mandato. No próximo mês de Outubro haverá eleições e eu farei parte da equipa, mas não serei cabeça de lista. Por isso, nestes meses que faltam para acabar o mandato, assumirei as orientações estratégicas que já estavam definidas, ou seja, a melhoria das infra-estruturas públicas, que aposta na valorização económica do concelho e incentivo na vivência social e material dos valpacenses.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A acção social era uma das áreas mais importantes para o executivo. Prevê uma continuação de apoios no sector?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, a Acção Social foi uma área que teve grande implementação nos anteriores executivos. A sensibilidade e visão social do Eng.º Francisco Tavares impôs nos sucessivos orçamentos recursos financeiros para satisfazer as carências em equipamentos sociais que no concelho eram gritantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje o panorama é muito honroso para Valpaços. É um propósito continuar com a mesma determinação e da mesma forma apostando na construção de novos centros sociais e reforçando o apoio social aos mais carenciados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Receia o fecho de serviços no concelho como a ameaça do tribunal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não. A manutenção do tribunal não será posta em causa graças ao empenho e luta de todos. Foi uma luta em que todos somos protagonistas. Se continuarmos sempre unidos nas nossas reivindicações será mais difícil de levar avante a política de encerramento dos serviços públicos, que os sucessivos governos têm pretendido impor.</p>
<p style="text-align: justify;">Não antevejo para Valpaços neste momento qualquer propósito de encerramento de algum serviço público.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De que forma é que acha que é possível no nosso concelho travar o desemprego e a perda de população?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A perda da população é uma consequência da baixa natalidade com que o país se debate, não sendo só característico de Valpaços.</p>
<p style="text-align: justify;">Os indicadores de natalidade são negativos no país, quer isto dizer, que não está a haver reposição das gerações. Ora isto é assustador para o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao desemprego, Valpaços vive o mesmo drama social que vive o país, que infelizmente a economia teima em não fazer reverter.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora seja preocupante, sendo o Concelho essencialmente agrícola resiste melhor ao flagelo do desemprego.</p>
<p style="text-align: justify;">O emprego tem um caráter sazonal havendo épocas do ano onde ele se faz sentir de maneira diferente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como olha para a situação actual do país e a insatisfação das pessoas perante o governo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A situação do país não é famosa, todos sentimos as medidas restritivas, com reflexos nos nossos vencimentos e na estabilidade laboral, com menos regalias sociais que vêm sendo retiradas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos anos, gastou-se quando não se devia, gastou-se muito além das nossas possibilidades, e agora estamos todos a pagar… endividámo-nos de tal maneira que pagaremos durante muitos anos os erros cometidos e que se foram acumulando.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é o resultado que estamos a viver das políticas a que sucessivos governos nos votaram.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Hoje, o folar é um produto de grande valor económico para Valpaços”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> A Feira do Folar já vai na XV edição e deve ter acompanhado todas as edições. Porque é que acha que a autarquia deve continuar a apostar neste evento e neste sector?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A autarquia deve continuar a apostar em primeiro lugar porque a sociedade civil e associações ligadas às empresas industriais não se disponibilizaram para a organizar.</p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, porque representa uma mais-valia económica para o concelho, em que o Folar é rei, mas em que outros produtos e riquezas do concelho são comercializados, trazendo para os valpacenses recursos financeiros significativos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em terceiro, porque a feira não se reduz à vertente económica, ela é também um cartaz cultural, desportivo e turístico que urge valorizar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em termos gastronómicos, quais as grandes referências do concelho, que também vão ter destaque no certame?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na feira há um pavilhão onde estão presentes os restaurantes da terra. Aí todos têm os seus pratos típicos, ficando ao seu livre arbítrio fazer o melhor para servir os visitantes, divulgando a gastronomia local que é diversificada e rica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> De que forma é que a Feira tem contribuído para a dinamização do sector empresarial do concelho?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, o folar é um produto de grande valor económico para Valpaços. Há vários produtores de folar no concelho que o produzem diariamente. Como sabe, o folar na sua fabricação integra vários produtos como azeite, ovos, enchidos… todos produzidos no concelho.</p>
<p style="text-align: justify;">É por isso um produto em final de linha, que aproveita todos os produtos endógenos do concelho e que tem um futuro risonho para a economia de Valpaços queiram os produtores preservar a qualidade deste produto.</p>
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		<title>“Estamos tranquilos e os jogadores jogam sem pressão”</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 15:58:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Pedras Salgadas é um líder da Divisão de Honra sem pressão. Com um início feito de trás para a frente, a formação de Pedras assumiu a liderança isolada à 14ª Jornada e tem estado sem companhia na frente, embora com o Montalegre à espreita. Carlos Guerra, teinador da equipa que na época anterior foi campeão pelo G.D.Valpaços, analisa a temporada até agora e antevê as últimas cinco jornadas da prova.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>O Pedras Salgadas é um líder da Divisão de Honra sem pressão. Com um início feito de trás para a frente, a formação de Pedras assumiu a liderança isolada à 14ª Jornada e tem estado sem companhia na frente, embora com o Montalegre à espreita. Carlos Guerra, teinador da equipa que na época anterior foi campeão pelo GD Valpaços, analisa a temporada até agora e antevê as últimas cinco jornadas da prova.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/Carlos-Guerra.jpg" rel="lightbox[89745]"><img class="alignleft size-medium wp-image-89746" style="margin: 5px;" alt="Carlos-Guerra" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/03/Carlos-Guerra-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que balanço faz do campeonato até agora?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As coisas têm-nos corrido bem e estamos a fazer um bom campeonato. O objectivo não passa pela subida, pois foi-nos pedido no início da época que andássemos a lutar pelos primeiros lugares e é isso que estamos a fazer. A equipa está tranquila, a jogar bom futebol e a animar os adeptos. Este será o campeonato mais equilibrado, que me lembre. O encurtar o número de equipas fez com que a selecção de jogadores fosse mais criteriosa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Faltam cinco jornadas, será uma luta a dois pelo primeiro lugar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há uns tempos dizia que iríamos chegar à recta final do campeonato e estariam cinco equipas na luta pelo primeiro lugar, devido ao equilíbrio na primeira volta com pouca diferença pontual. Agora realmente o Pedras e o Montalegre distanciaram-se mas também vemos agora o Mondinense mais perto e ainda vai jogar com os dois primeiros. Tudo é possível e será uma luta a três.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Ainda estão envolvidos na Taça AFVR, onde Montalegre e Mondinense já não estão, isso poderá pesar para o decidir do campeonato?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estar na Taça é bom, faz com que nos mantenhamos em competição, pois haverá uma paragem de dois fins-de-semana, e quem não estiver na Taça pode perder algum ritmo [n.d.r quartos de final marcados para dia 29 de Março, sexta-feira, e meias finais marcadas para dia 7 de Abril]. Nós vamos manter o ritmo e a competição e isso é muito bom.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O plantel do Pedras Salgadas é o melhor do campeonato?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não, de forma alguma. Se analisarmos o plantel do Mondinense é composto por jogadores de II Divisão, e embora tenham saído alguns dos melhores jogadores, os resultados mantiveram-se, o que não tem lógica mas por vezes acontece. O Montalegre tem um plantel muito experiente, que joga junto há vários anos e que fez aquisições de jogadores bastante experientes. A nossa equipa foi reunida este ano, uma percentagem grande não estava no ano anterior, e custou mais a criar automatismos e rotinas de jogo e agora é que estão a surgir.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O início de época não começou da melhor maneira. Houve muita pressão?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na preparação da pré-temporada decidimos não treinar no pelado, derivado ao pó e à pouca produtividade que iríamos tirar dos atletas e houve a hipótese de fazer a pré época em Vila Pouca. À “posteriori” vimos que cometemos um erro, pois a maior parte dos atletas já não jogava num pelado há muitos anos. Tivemos jogos de baixa produtividade, fase de adaptação ao pelado, chegaram os resultados e a equipa tem estado muito bem. Podíamos estar noutra situação na classificação se tivéssemos começado ao nível em que estamos agora.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Como estão a reagir os adeptos do Pedras Salgadas à equipa que está a ser realizada?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se analisarmos o passado do clube, o Pedras faz sempre uma equipa para andar nos primeiros lugares, mas reparamos também que há muitos anos não andava em primeiro lugar. Os sócios estão satisfeitos, e já não se lembravam de ver o Pedras em primeiro lugar. Sentimos um grande apoio mas sabemos também que derivado à crise não temos os sócios que em épocas anteriores houve, mas isso está a acontecer em todos os clubes. Quer em casa quer fora há muito apoio e carinho.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Depois do ano de sucesso em Valpaços, já pensa novamente no título?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nós estamos tranquilos. Não é que isso não nos passe pela cabeça, e passa a todos, pois é uma questão de ambição. Qualquer treinador e atleta do campeonato diz que sim a essa pergunta. Tento que os meus atletas estejam tranquilos pois essa pressão não ajuda e a direcção tem tido um trabalho fantástico, pois não exige nada. O futebol vai saindo com mais fluidez e com mais naturalidade sem pressão. Se acontecer, será mais uma situação bonita para registar, para os jogadores que vieram comigo de Valpaços, para os que foram campeões noutros clubes e para os que ainda não foram. Há uma coisa que já nos deixa satisfeitos, estamos há muitas jornadas no primeiro lugar e estamos a fazer um campeonato brilhante.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Diogo Caldas</strong></span></p>
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		<title>“As Termas tiveram uma queda de facturação de 14%, acompanhando a tendência nacional”</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 08:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 2012, as Termas de Chaves registaram uma afluência de 5000 termalistas e uma facturação de cerca de um milhão de euros, tendo sofrido uma quebra de 14% em relação ao ano anterior, tudo devido à recessão económica que afecta tanto portugueses, como espanhóis. Mesmo assim, o vereador da Câmara de Chaves responsável pelas Termas, Paulo Alves, nota que o balneário flaviense mantém o 2º lugar no ranking da cura termal a nível nacional, apenas superado por São Pedro do Sul.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Em 2012, as Termas de Chaves registaram uma afluência de 5000 termalistas e uma facturação de cerca de um milhão de euros, tendo sofrido uma quebra de 14% em relação ao ano anterior, tudo devido à recessão económica que afecta tanto portugueses, como espanhóis. Mesmo assim, o vereador da Câmara de Chaves responsável pelas Termas, Paulo Alves, nota que o balneário flaviense mantém o 2º lugar no ranking da cura termal a nível nacional, apenas superado por São Pedro do Sul.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/Paulo-Alves.jpg" rel="lightbox[86051]"><img class="alignleft size-medium wp-image-86052" style="margin: 5px;" alt="Paulo Alves" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/Paulo-Alves-225x300.jpg" width="225" height="300" /></a><strong><em>A Voz de Chaves:</em> Como correu a época termal das Caldas de Chaves no ano passado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Paulo Alves: As Termas tiveram uma quebra global de 19% no número de aquistas, repartida por uma diminuição de cerca de 20% na cura e 15% nos programas de bem-estar, o que significa uma queda global de 14% a nível de facturação. São dados que acompanharam a tendência a nível nacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como explica esta perda de aquistas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Menos rendimento disponível das pessoas e menos comparticipação através do Sistema Nacional de Saúde traduziram-se numa quebra a nível nacional no mercado da cura termal, que é mais caro, demora mais tempo e é o mais procurado. A cura termal representa 92% da nossa facturação. Embora o bem-estar seja uma actividade que está em constante aumento de procura, só depois do projecto “Aquae”, que prevê a ampliação e remodelação do nosso balneário e vai arrancar ainda este ano, prevemos fazer a separação da cura e do bem-estar e aí de certeza que teremos um acréscimo considerável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É uma quebra de negócio muito acentuada?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A associação que representa as Termas de Portugal previa uma quebra de 15 a 20% no ano 2012 e, de facto, os números estão aí… Quando há uma queda é sempre mau porque quem sofre é também a economia local, [já que] a restauração e a hotelaria também vivem um bocado do sector termal. Tentamos sempre minimizar os estragos e a empresa municipal que gere as Termas, as piscinas do Rebentão e os parquímetros – a Gestão de Equipamentos Municipais de Chaves (GEMC) – tentou fazer um ajustamento, contrabalançando a diminuição de receitas com a redução do trabalho sazonal. A nível de gastos com o pessoal, este ano tivemos uma redução à volta de 100 mil euros e mesmo assim demos trabalho a cerca de 100 pessoas. Temos sempre essa preocupação em cima da mesa porque a nova lei do sector empresarial local obriga que as empresas municipais sejam auto-sustentáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Este ano teme uma nova quebra?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos ser realistas, esperamos uma quebra, mas não nesta grandeza. […] Para 2013, o nosso objectivo é, no mínimo, manter o número de aquistas de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como espera contrariar os efeitos da austeridade económica este ano?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2013, temos estas campanhas promocionais, divulgadas através do site da autarquia, dos mupies na cidade, das rádios locais, inclusive a Cadena Cope (Verín). É fazer uma divulgação bastante ampla para as pessoas terem a percepção de que vale a pena visitar Chaves e fazer os tratamentos mais económicos. Comparados com balneários idênticos ao nosso, São Pedro do Sul, São Jorge, … temos os tratamentos mais baratos do país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mesmo “a braços” com o aumento do IVA, os sectores da restauração e da hotelaria têm feito a parte deles?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estamos sempre a trabalhar em parceria com eles no sentido de alertar os empresários que, muitas vezes, também têm que adaptar os preços à nova realidade. Temos que nos adaptar e construir “pacotes” para que o mal seja distribuído por todos…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Depois dos apelos e descontos especiais dirigidos aos residentes, houve um aumento da procura por parte dos flavienses?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cada vez mais as pessoas do nosso concelho nos procuram porque as nossas águas têm propriedades únicas e as pessoas têm aquilo que há de bom ao pé de casa. No mês de Novembro e metade de Dezembro, tivemos uma procura à volta de 334 aquistas, em que cerca de 65 a 70% foram residentes do concelho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os balneários de Vidago e Pedras Salgadas têm feito “sombra” às Termas de Chaves?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não tem reflexo porque são públicos alvos completamente diferentes e estão virados para um mercado muito restrito, de classe alta. O nosso balneário não está vocacionado a 100% para o bem-estar e, quando houver a ampliação e remodelação, aí já vamos poder competir de igual com Vidago e Pedras Salgadas porque teremos uma estrutura mais moderna e a preços mais acessíveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As obras do projecto “Aquae” – Centro de Competências em Turismo, Termalismo, Saúde e Bem-estar vão interferir com esta época termal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos ver se as obras arrancam na segunda quinzena/final de Outubro com a duração de seis, sete meses nas épocas mais mortas. A época termal termina a 15 de Dezembro e o balneário vai estar encerrado até final de Abril. […] Depois, além do novo Laboratório de Qualidade Ambiental e Águas Termais, poderemos manter o balneário aberto todo o ano para os programas de bem-estar. É um investimento estruturante e importante para a nossa região.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual o balanço da actividade da GEMC?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A empresa municipal tem tido resultados pequenos, mas são positivos. Este ano, as contas ainda não estão fechadas, mas o resultado andará entre 20 a 25 mil euros/ano.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sandra Pereira</strong></span></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: left;"><strong>Termas “curam” malefícios da crise com descontos relaxantes nas águas</strong></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Até 30 de Março, as Termas de Chaves oferecem uma Campanha de Primavera muito aliciante. Um desconto de 50% nos tratamentos terapêuticos e programas de bem-estar termal de um ou dois dias a partir de 32 euros.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abertas desde segunda-feira, 18 de Fevereiro, para uma nova época termal, as Caldas de Chaves querem incentivar os flavienses, vizinhos e forasteiros a esquecer os malefícios da crise para aproveitar os benefícios das águas terapêuticas numa Campanha de Primavera a preços muito convidativos.</p>
<p style="text-align: justify;">Até 30 de Março, há descontos de 50% nos preços tabelados dos tratamentos de doenças reumáticas e músculo-esqueléticas, das vias respiratórias e do aparelho digestivo. Já nos programas de bem-estar termal, pode-se usufruir de um dia de “Vigor” por 32 euros ou um dia “Relaxante” por 35 euros (com três tratamentos) ou programas de dois dias “Em Forma” ou “Anti-stress” por 45 e 55 euros, e quatro e cinco tratamentos, respectivamente, o que representa um desconto na ordem dos 30 a 40%.</p>
<p style="text-align: justify;">“Decidimos lançar uma campanha idêntica à do ano passado porque entendemos que, como são épocas mortas e com as dificuldades inerentes, as pessoas têm menos rendimento disponível. É uma forma de atrair não só a população residente no concelho de Chaves e os nossos amigos espanhóis, como também pessoas de outros concelhos”, explicou o vereador da Câmara Municipal de Chaves, Paulo Alves. Na campanha anterior, que decorreu em Novembro e Dezembro de 2012, as Termas de Chaves registaram um acréscimo de 20% de aquistas comparado com os mesmos meses de 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Este ano, a aposta nas épocas alta, média e baixa vai também manter-se, já que no ano anterior os meses “mortos” registaram um aumento de 5 a 10%, ao contrário da “época alta” (Agosto, Setembro e Outubro), onde se notou uma diminuição da mesma ordem no número de aquistas. Face à quebra generalizada da procura do termalismo a nível nacional, Paulo Alves garante manter todos os preços inalterados e promete estar atento à crise, reagindo “conforme o andamento do ano” com mais campanhas, se necessário.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sandra Pereira</strong></span></p>

<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=86052' title='Paulo Alves'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/Paulo-Alves-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Paulo Alves" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=86053' title='termas'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/termas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="termas" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=86054' title='Termas_Chaves'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/Termas_Chaves-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Termas_Chaves" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=86055' title='termas1'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/termas1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="termas1" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=86056' title='termas-chaves'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/02/termas-chaves-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="termas-chaves" /></a>

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		<title>“A minha carreira foi sempre passada ao lado da realidade, pois sinto que podia ter tido outros voos, mas não me arrependo e orgulho-me muito dos títulos que conquistei”</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2013 12:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na época desportiva em que completa 50 anos de idade, Tó-Zé Durão continua a facturar golos, mas anunciou o abandono das quadras no final da temporada. O treinador-jogador do Ervededo Futsal analisa a época até agora positiva dos flavienses e fala da (longa) carreira que tem tido.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Na época desportiva em que completa 50 anos de idade, Tó-Zé Durão continua a facturar golos, mas anunciou o abandono das quadras no final da temporada. O treinador-jogador do Ervededo Futsal analisa a época até agora positiva dos flavienses e fala da (longa) carreira que tem tido.</strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Por Diogo Caldas</strong></span></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/10/Toze_Durao.jpg" rel="lightbox[80287]"><img class="alignleft size-full wp-image-68719" style="margin: 5px;" title="Toze_Durao" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/10/Toze_Durao.jpg" alt="" width="200" height="249" /></a><strong>Que análise faz a esta primeira parte da época onde o Ervededo tem estado bem?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma equipa que já se conhece há vários anos e tem vindo a trabalhar junta. Os reforços para esta época vieram para jogar e para ajudar, e felizmente que se enquadraram bem na equipa. Mudou-se um pouco a filosofia de trabalho, pois somos poucos. Já disse isso várias vezes, este é um grupo muito unido, que trabalha muito e que está sempre disponível para treinar mais e conseguir atingir os objectivos. À exceção do primeiro jogo, felizmente para nós, tem sido muito bonito ver jogar a nossa equipa, que é conhecida em todo o lado e estes jogadores estão a espalhar o seu perfume e sabedoria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esta é uma equipa onde todos os jogadores somam minutos, apesar de perder qualidade no treino, sente que ganha nos jogos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, é um facto que somos menos e fomos até fustigados nas lesões, pois o Tiago [Guedes] já não joga há algum tempo e o Bruno Silva regressou há pouco. Todos têm jogado e estamos à espera que o Tiago regresse, pois não haverá reforços, ele será o único. Estou bastante satisfeito com a postura do grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A equipa teve um percalço inicial, mas tem já uma grande série sem perder. Sente a equipa mais experiente, inclusivé para os jogos fora de portas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Já no ano passado estivemos bem em diversas situações, mas vacilávamos um pouco e daí a razão de não termos terminado no primeiro lugar da série. Ganhou-se alguma experiência, os próprios jogadores assumiram isso e acho que têm agora mais confiança neles próprios e estão a encarar os jogos, seja qual for o adversário, último ou primeiro, de uma forma muito positiva e isso reflecte-se nos resultados.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Quanto à Taça, a história foi logo feita na primeira eliminatória, mas tem sido feita constantemente. Mais uma vez, agora para a IV Eliminatória, o Ervededo tem um adversário em teoria capaz de ultrapassar, apesar da viagem longa até ao Algarve…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tivemos o azar de nos calhar uma equipa do ponto oposto do país, o que nos irá obrigar a viajar por Portugal inteiro, para discutirmos a passagem à eliminatória seguinte, que é isso que pretendemos. Estou convicto que podemos passar à próxima eliminatória e os jogadores têm isso em mente. Será uma viagem desgastante e além disso terá custos adicionais que não estariam previstos. Esperamos ter o apoio para as despesas e vamos dar condições ao grupo para lutar pela passagem.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Alguma vez imaginou ver o Ervededo numa IV Eliminatória da Taça de Portugal de Futsal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dava-me mais gozo já nesta eliminatória receber um grande em casa, pois seria um hino à modalidade. Em termos de deslocação o sorteio foi-nos desfavorável, mas em termos de equipas não o foi. Vamos encarar o jogo para passar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Como vê este projecto do Ervededo Futsal, pelo segundo ano a ter bons resultados no nacional? É importante para a cidade e também pessoalmente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Chaves é uma cidade pequena, e já falamos sobre este assunto várias vezes. Neste momento já aumentou o número de espectadores no pavilhão, mas há coisas que vão doendo e provavelmente a minha tomada de decisão quanto ao futuro da minha carreira foi tomada um pouco a frio mas é uma realidade. É uma cidade onde há bastante inveja. Para os nossos amigos este projecto está a ser um êxito, e para eles é também uma vitória, mas há muito inveja e muitos vêm este êxito como um sapo vivo para engolir. Só conto com os amigos e a eles também dedico este princípio de época e percurso até agora.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Consegue perceber o porquê dessas situações?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Já quando estive no projecto do Chaves Futsal acontecia isso. Mas nós [no Ervededo] temos uma coisa diferente de quando estava no Chaves Futsal. Não nos podíamos gabar do que nos gabamos neste momento, ter um grupo todo ele oriundo da região. Antes podiam dizer que havia gente de fora, mas neste momento este projecto tem pessoal de Chaves, da terra, e acho que merecíamos mais, pela forma como jogamos e como somos vistos em todo o lado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Ainda há muito campeonato, é preciso manter os pés bem assentes no chão, e o Ervededo começa o ano com o dérbi com o Carrazedo Montenegro…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos ter sempre os pés bem assentes no chão. Dia 5 de Janeiro teremos mais um jogo do campeonato, em casa, e que queremos ganhar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Está a fazer 50 anos de idade, alguma vez se imaginou a jogar até esta idade?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fui para o Porto com 14 anos, saí muito cedo de Chaves, e desde miúdo comecei a gostar de futebol, principalmente de futebol 11, pois só há seis anos comecei a competir em futsal. Isto tudo é fruto da boa vida que tenho feito, da alimentação que tenho, de me privar de certas coisas, como noitadas ou àlcool e fumar. Reunindo tudo isso, e pondo-os no prato da balança, foram bons condimentos para poder chegar aos 50 anos a marcar golos e a sentir-me bem. Se não fosse isso não tinha dito que iria jogar até me sentir bem. A decisão é irreversível, mas posso garantir que podia jogar mais alguns anos, pois era capaz, mas é bonito retirar-me e as pessoas lembrarem-se que fazia hattricks aos 50 anos e não que me andava a arrastar. É uma carreira muito grande, com muitos títulos e troféus, e posso-me orgulhar de tudo aquilo que fiz ao longo destes anos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>É uma carreira muito preenchida, mas alguma vez desejou ter feito carreira no futebol profissional?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É uma mágoa que tenho, e ainda hoje a minha mãe sente isso. Quando deixei o FC Porto tinha os pés bem assentes no chão e sabia muito bem o que queria. As três épocas que lá estive ganhei cinco títulos, pois fui campeão nacional de juniores e juvenis na primeira época que estive, venci igualmente os mesmos títulos no segundo ano e o de juniores no terceiro. Fui sempre campeão nacional e custou-me abandonar aquela família, pois naquela idade já ganhava para me sustentar e foi difícil tomar uma decisão dessas. Não estou arrependido de a ter tomado. Mas fico arrependido de, depois de ser Engenheiro e de ter acabado o curso tido grandes oportunidades, quando jogava na 3ª Divisão, de saltar para outros clubes, da primeira divisão, mas como tinha a minha vida organizada em Chaves nunca me tentei a fazer isso. A minha carreira foi sempre uma carreira passada ao lado da realidade, pois sinto que podia ter tido outros voos, mas não estou arrependido pois provavelmente não estaríamos a falar nesta altura e já nem jogaria aos 50 anos, pois o futebol profissional seria diferente para o meu corpo. Não me arrependo em nada do que fiz e orgulho-me muito dos títulos que conquistei.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O futebol era diferente naquela altura, foi evoluindo ao longo dos anos e foi sempre acompanhando essa evolução dentro do campo…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O futebol não é uma ciência exata, mas com o passar dos anos assistimos a uma evolução muito grande. O futebol mexe multidões, ganha-se muito dinheiro e embora não tenha seguido a profissionalização sempre acompanhei o evoluir da modalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Depois de tantos títulos ao longo da carreira nunca se tem fartado de vencer, pois ainda continua a ganhar, agora no futsal&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É isso que me deixa bastante satisfeito. Ando no desporto sempre com objectivos e defino-os sempre antes de começaram as épocas. Felizmente para mim o sucesso tem andado comigo e sinto-me honrado por isso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Entrou numa fase onde o futsal em Portugal tem crescido para o público em geral, até aí acertou em cheio?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Completamente. Sempre gostei de jogar futsal, mas aprendi muito no primeiro e segundo ano no Chaves Futsal. Sendo realista, posso afirmar que houve uma evolução muito grande e sinto-me mais preparado quer a nível tático, quer a nível técnico, para poder ajudar a equipa a obter estes resultados.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Ainda tem sonhos no desporto?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O sonho é o dia-a-dia. Todos os dias penso em ser melhor e aperfeiçoar aquilo que faço. Vamos ver até onde vamos…</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas não vai abandonar completamente o desporto no final da época?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Neste momento é difícil falar sobre isso, pois o desporto nasceu comigo. Uma coisa é certa, vou abandonar como jogador, o resto, iremos ver, dependendo de como as coisas decorrerem.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“O nosso auditório tem limitações muito  graves para a evolução de uma orquestra”</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2013 11:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para começar o ano novo com o pé direito, a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves (AAC) deu as boas vindas a 2013 com um concerto no primeiro dia de Janeiro no Centro Cultural de Chaves, onde não faltaram as valsas e polkas de Johan Strauss para “elevar” o público aos salões imperiais de Viena. A Voz de Chaves aproveitou para falar com o Maestro Luciano Pereira sobre como é dirigir mais de 70 músicos entre os 11 e os 35 anos e como está a preparar o futuro desta orquestra académica que está a transformar o panorama musical da região.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Para começar o ano novo com o pé direito, a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves (AAC) deu as boas vindas a 2013 com um concerto no primeiro dia de Janeiro no Centro Cultural de Chaves, onde não faltaram as valsas e polkas de Johan Strauss para “elevar” o público aos salões imperiais de Viena. <em>A Voz de Chaves</em> aproveitou para falar com o Maestro Luciano Pereira sobre como é dirigir mais de 70 músicos entre os 11 e os 35 anos e como está a preparar o futuro desta orquestra académica que está a transformar o panorama musical da região.</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Por Sandra Pereira</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/01/LPereira-01.jpg" rel="lightbox[80276]"><img class="alignright size-medium wp-image-80277" style="margin: 5px;" title="LPereira-01" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/01/LPereira-01-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Orquestra de Sopros só existe desde 2008, mas já começa a ganhar boa reputação na região, nomeadamente pela qualidade dos concertos…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O nosso trabalho desenrola-se dentro do ano lectivo e estamos a fazer uma média de 7/8 concertos por ano. É muito trabalho, mas cada vez mais sentimos vontade de continuar porque a crítica é muito favorável, temos um público já fiel e os concertos costumam estar sempre cheios, o que dá um gozo muito grande e uma vontade de trabalhar ainda maior.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como nasceu a Orquestra e como é que apareceu aos seus comandos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Orquestra surge da necessidade de criar um espaço fora do que era o contexto das bandas do concelho e que, inserido no curso de Música da AAC, conseguisse agrupar a maior parte dos alunos provenientes das bandas filarmónicas num conjunto com uma orientação diferente. Acabei por ser o fundador porque sempre considerei que era um grupo importante para a escola e os nossos alunos, e mesmo para a cidade que nunca teve um agrupamento do género.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>No fundo, a AAC foi um ponto de partida para colmatar uma lacuna que havia em Chaves?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A lacuna inicial era não haver uma escola oficial de música e depois não haver uma escola que olhasse para os nossos instrumentistas de sopro como músicos que têm de ter formação. Nunca compreendi como é que é possível termos seis bandas filarmónicas em Chaves e só em 2008 surgir a primeira escola que dá aulas de instrumentos de sopro… A Orquestra é neste momento quase uma banda sinfónica, onde podem ter um trabalho diferente e podem tocar com os colegas das outras bandas sem criar atritos porque os objectivos são completamente diferentes. […] Um dos objectivos é criar músicos, dar-lhes formação para que possam integrar as nossas bandas e fazer com que melhorem a sua qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E quem sabe integrar outros conjuntos a nível nacional e internacional?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estamos a falar em quatro anos e o nosso objectivo é exactamente esse: dar a formação aos nossos alunos para que possam seguir estudos superiores, se assim entenderem, e terem qualidade para provarem que esta pode ser uma das escolas mais interessantes e dinâmicas do país. Penso que isso será fácil de observar daqui a uns anos…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como tem sido estar à frente da direcção artística da Orquestra?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em música é sempre um bocado difícil, mas como a orquestra começou com poucos músicos, foi crescendo e tem uma actividade muito forte durante o ano, acaba por ser um grupo unido e muito diversificado com alunos que tocam há muitos anos em bandas e outros que tocam pela primeira vez. Conseguiu-se criar uma mentalidade que parece o trabalho de uma orquestra profissional, e a atitude, o empenho e a vontade que demonstram acaba por tornar o meu trabalho fácil. […] Temos alunos que estão a frequentar o ensino superior noutras áreas e continuam a vir todas as sextas-feiras aos ensaios porque querem continuar a trabalhar connosco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/01/OrqSopAAC-01.jpg" rel="lightbox[80276]"><img class="alignleft size-medium wp-image-80278" style="margin: 5px;" title="OrqSopAAC-01" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/01/OrqSopAAC-01-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>É uma Orquestra que tem viajado muito ou tem ficado mais por Chaves?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Temos feito algum trabalho na divulgação fora de portas. No ano passado, estivemos em Vila Franca de Xira a participar num concurso internacional de bandas pela segunda vez. Estivemos também em Pontevedra, fomos algumas vezes a Vila Real e temos actuado na zona Norte. Com a situação económica actual, acaba por ser mais complicado porque, como é uma orquestra académica, não tem objectivo de lucro nem cachet e às vezes é difícil arranjar uma câmara ou instituição que pague o transporte. Muitas vezes, senão quase todas, é suportado pela academia. Mas fazemos questão de levar a orquestra para fora e ver o que as pessoas pensam de nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E quais têm sido as reacções?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muito boas. Na primeira vez que fomos a um concurso de bandas ficamos em 2º lugar na nossa categoria com dois anos de existência. O facto da orquestra ter feito este tipo de trabalho também tem influenciado um bocado as outras escolas, principalmente as mais próximas na região Norte, que com mais anos que nós, começaram a aparecer com orquestras de sopro estruturadas e um trabalho mais intenso…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“A Orquestra de Sopros não é um projecto político nem local”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual o orçamento da Orquestra?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tentamos gerir o nosso orçamento de escola e não existe um apoio específico, mas vários. A Câmara de Chaves é uma das instituições que, sempre que é preciso, tem estado presente e tem-nos ajudado a vários níveis. Quando alguém está interessado num concerto nosso, desde que haja condições e que faça sentido para a Orquestra, a única coisa que tentamos gerir é a questão dos transportes e logística porque os nossos músicos não são pagos porque estão em formação e eu não tenho cachet especial por ser maestro! […] Se fizermos quatro viagens, custa entre 3 e 4 mil euros à academia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Teme que o futuro da Orquestra esteja condicionado pela disponibilidade financeira de entidades e parceiros?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não nos podemos dissociar das questões financeiras e da crise, mas os grupos não podem ficar sempre condicionados a elas. É verdade que as coisas estão complicadas, mas não podemos parar de criar e de olhar para isto como algo extremamente importante, que está a dar frutos e que se não formos nós, sociedade, a fazê-lo, não podemos esperar que ninguém o faça por nós. Se continuarmos a criar, mais cedo ou mais tarde, as coisas têm que melhorar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que papel tem tido a Orquestra na promoção da cultura na região?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tem tido um papel importante, mas poderia ter mais. Continua a haver um pouco de receio com o que é feito em Chaves por parte dos concelhos limítrofes. Embora esteja sedeada em Chaves, não é uma orquestra de Chaves. Temos alunos de Valpaços, Vila Pouca, Boticas, Montalegre, Vila Real e até de outros sítios. Isto não é um projecto político nem local. É um projecto que tem a ver com música pura e simplesmente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os outros municípios deviam apoiar mais o projecto e adoptá-lo como seu?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desde o início, temos um protocolo com a Câmara de Boticas que apoia os alunos botiquenses, mas não tem tanto a ver com o apoio institucional. Às vezes é mais difícil arranjar um concerto em Montalegre e em Valpaços do que em Santa Maria da Feira ou Aveiro, o que é estranho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que mais lacunas culturais precisam de ser atendidas em Chaves e na região?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste momento, o que seria mais evidente era termos uma sala maior e com outras condições, onde se pudesse fazer ópera e outro tipo de trabalho. Embora o nosso auditório tenha boas condições e acima do que houve durante muitos anos, tem limitações muito graves para a evolução de uma orquestra. A maneira como está estruturado tem mais a ver com um auditório de conferências do que uma sala de concertos. Não ter um fosso limita a nossa produção musical quase um terço. Sabemos que os tempos não são os melhores para investimento, mas seria muito importante para a cidade. Seria abrir as possibilidades de trabalho em grande escala, até para receber outros grupos de fora.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Na região há salas com condições mais apropriadas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As únicas são o Teatro de Vila Real ou Bragança.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Está a falar de capitais de distrito… Muitas vezes a “desculpa” para não se construírem equipamentos mais ambiciosos é não terem ocupação suficiente ao longo do ano. Concorda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lembro-me que quando começamos a trabalhar na academia, dizia-se que o auditório era extremamente grande e que seria preciso muito tempo para enchê-lo. Neste momento, está com capacidade praticamente esgotada nos nossos concertos, nas peças de teatro e em vários espectáculos. A [falta de] cultura é sempre uma desculpa para quando não se quer fazer alguma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas muitas vezes o auditório não enche…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Continuo a achar que é uma das maiores mentiras que nos andaram a vender durante muitos anos. O primeiro concerto da orquestra foi na nossa sala polivalente, que era mais ou menos do tamanho do palco do auditório. A orquestra ocupava metade, o público outra metade e não encheu. No nosso último concerto havia mais gente para entrar dos que os presentes. Se não demos cultura às pessoas, como podemos pedir que sejam “culturalmente cultas”? Quando o fazemos damos conta que afinal estão dispostas a vir aos espectáculos. Só temos de trabalhar para lhes dar o que merecem…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual o futuro da Orquestra de Sopros?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro objectivo é continuar a dar aos nossos alunos a oportunidade de crescerem na orquestra e nas aulas de instrumento, mas temos outro que é nos próximos anos conseguir internacionalizar a orquestra e participar cada vez mais em concursos na Europa. […] O nosso objectivo é continuar a fazer cada vez mais trabalho, mais música e acima de tudo dar oportunidade aos nossos alunos, à nossa cidade e região de ter um grupo que possa ser uma referência.</p>
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		<title>“A vida é o que é, temos um tempo para estar, um tempo para permanecer e um tempo para sair”</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2013 11:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Francisco Baptista Tavares conta 57 anos de idade e preside a Câmara Municipal de Valpaços desde 1985. O concelho transformou-se radicalmente ao longo de todos esses anos e, como está à vista, a senda dessa transformação continua na ordem do dia. Na hora da partida, A Voz de Chaves falou com o autarca que se orgulha da obra feita.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Francisco Baptista Tavares conta 57 anos de idade e preside a Câmara Municipal de Valpaços desde 1985. O concelho transformou-se radicalmente ao longo de todos esses anos e, como está à vista, a senda dessa transformação continua na ordem do dia. Na hora da partida, A Voz de Chaves falou com o autarca que se orgulha da obra feita.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Cátia Mata</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/01/Francisco-Tavares.jpg" rel="lightbox[80250]"><img class="alignright size-medium wp-image-80251" style="margin: 5px;" title="Francisco-Tavares" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2013/01/Francisco-Tavares-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a> A Voz de Chaves</em> &#8211; 27 anos é uma vida. Que marca acha que deixa no concelho?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Francisco Tavares -</strong> Penso que deixo uma imagem exercida do poder de forma humilde e humana. O relacionamento que eu criei na comunidade foi um relacionamento de proximidade, que se pautou por um respeito muito intenso entre os cidadãos e a autarquia. Respeito que foi, depois, consumado nos diversos actos eleitorais com o reconhecimento do trabalho que foi desenvolvido. Houve sempre empatia entre a comunidade concelhia e o executivo e isso satisfaz-me.</p>
<p style="text-align: justify;">Naturalmente que a obra feita ao longo dos anos foi muita e foi vasta, mas aquela que motivou mais foi a social, aquela que mais se coaduna na minha forma de ver e viver a sociedade, colaborando de forma intensa na satisfação das necessidades primárias dessa comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">É com satisfação que deixo o município com esta empatia social reforçada, entre os cidadãos e a autarquia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Depois de todos estes anos, e apesar de estar de saída da câmara, com a crise a agravar-se a cada dia que passa, o orçamento de 2013 foi o mais difícil de efectuar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não, apesar da conjuntura, apesar da crise que vivemos, apesar das medidas que a Troika vai impondo e que o Governo tem que gerir, em 2013 o Estado transfere o mesmo montante para as autarquias que transferiu em 2012, assim as receitas provenientes do Estado são as mesmas. Teremos um acréscimo das receitas no que respeita aos impostos diretos do IMI, do imposto de circulação e do IMT, e como sabe, está a ser feita neste momento a avaliação do património urbano, o que deverá aumentar um pouco as nossas receitas, o que dará para satisfazer uma série de compromissos que constam no nosso Plano de Atividades para 2013, que foi aprovado, recentemente, na Assembleia Municipal. Assim estão lançadas as bases para que seja mais um ano de afirmação, de desenvolvimento de mais alguns projetos, na senda do que tem sido feito até ao presente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Pelo que me diz, então as medidas impostas pela Troika não vão afectar significativamente a autarquia de Valpaços…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nem a de Valpaços, nem a de outros concelhos. Agora, existem regras, nomeadamente a Lei dos Compromissos, que impõe um controlo da despesa pública, quer da parte dos municípios, quer de outros serviços do Estado. Não pode continuar a haver despesismo como até aqui. São leis que estão em vigor e que as instituições públicas têm de respeitar. Limitam o endividamento, e não se podem executar obras, sem ter garantia do financiamento prévio. Temos de nos sujeitar a essa lei e em pouco tempo acredito que vão melhorar as contas das autarquias, e de certa forma travar o despesismo, que muitas vezes acontecia. É um travão não ao desenvolvimento, mas ao despesismo. É uma maneira de acabar com a falsa ideia de que há dinheiro para tudo quando não há. É uma lei que alerta, sobretudo, as autarquias para que não vão para além das posses. A camara de Valpaços tem recursos próprios, muito significativos. Com as receitas dos impostos directos e as tarifas que aplica, já são cerca de 2,5 milhões de euros. A curto prazo teremos também de receita 2,5 milhões de euros da EHATB (Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso), ou seja, são quase cinco milhões de receitas, o que é significativo…</p>
<p style="text-align: justify;">Naturalmente que há despesas correntes que têm aumentado ao longo dos tempos, nomeadamente com competências transferidas do Estado para as câmaras municipais como acontece na educação, ambiente e outras. Contudo, o Orçamento do Estado para o próximo ano já teve presente que as transferências para as câmaras municipais, embora mantendo o mesmo valor, alterou o sistema, ou seja dotou com mais transferência corrente do que transferência de capital. Antigamente acontecia o contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos gerido bem a autarquia e quem vier vai encontrar a câmara municipal financeiramente equilibrada, com mais receitas correntes e com condições para continuar a apostar no crescimento e desenvolvimento do concelho.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Ao longo de todo este tempo como autarca deve ter enfrentado algumas batalhas. Quais foram as mais difíceis de travar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sim, algumas. Lutei e venci, embora às vezes com muita dificuldade pessoal e familiar, mas a vida é o que é e não podemos fugir ao desígnio e destino que nos está marcado.</p>
<p style="text-align: justify;">Na vida política tive uma série de batalhas. Em todos os actos eleitorais que me envolvi fui vitorioso, com o consentimento do partido que representei e com o apoio e aceitação da comunidade valpacense.</p>
<p style="text-align: justify;">Houve algumas batalhas em que não fui tão bem sucedido, quando reivindicamos algumas obras para o nosso concelho, nomeadamente vias de comunicação capazes, com características de IP/IC, que trouxessem mais desenvolvimento ao concelho. Conseguimos a variante que nos liga ao IP4, futura A4, que nos engrandeceu, mas queríamos mais, nomeadamente de acesso à A7 e A24, às quais ainda não vislumbramos nenhum projecto. Neste caso, há algum ressentimento que me acompanha pelo facto de não conseguir, quando existiam condições para se poder executar, mas sobre isso não queria falar mais.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, foram muitas obras feitas e saio satisfeito pelo que se fez, pela satisfação das necessidades básicas da comunidade. Temos, praticamente, todo o concelho dotado de saneamento, abastecimento de água, electrificação rural, pavimentação, rede de equipamentos sociais, equipamentos colectivos, urbanizações etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Grandes transformações se operaram e uma aceitação social à política que encetamos durante todos estes anos. Saio, com alguma nostalgia do tempo aqui passado, do tempo que já não volta, mas com a mesma humildade com que entrei, sem honrarias. Levo a satisfação de dever cumprido.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Apesar de se sentir orgulhoso em muitas obras de referência conquistadas, fica com alguma mágoa de não ter conseguido reabrir o Hospital?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Houve dois projectos este ano, em que conseguimos sensibilizar as respectivas entidades para que permanecessem/fossem criados em Valpaços. É o caso do tribunal, que foi uma luta que empreendemos de forma vitoriosa, em que o ministério foi sensível aos argumentos que apresentámos. O tribunal vai-se manter com a mesma categoria e com as mesmas valências.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra vitória que conseguimos este ano, apesar do período de crise vivido no país, foi o estabelecimento de um protocolo com a Segurança Social para o Centro de Actividades Ocupacionais para o cidadão com deficiência mental. É uma obra muito digna, um embrião que se lançou e que vai ter sequência por muitos anos, com um impacto muito significativo, não só local como à escala regional. Não havia na região do Alto Tâmega nenhuma instituição desta natureza. É uma instituição de apoio ao cidadão com deficiência, que vem suprir uma carência neste sector.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação ao hospital, saio com alguma mágoa porque não foi uma decisão do ministério da saúde, mas por desavenças e quezílias que não se justificam. O desentendimento entre a misericórdia e a empresa que o geria levou ao seu encerramento, apesar dos alertas constantes da câmara municipal e do meu empenhamento pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de tudo, com a nova provedoria, espera-se que haja um novo dinamismo neste processo. A câmara municipal já estabeleceu um protocolo com a misericórdia, em que assumirá parte das despesas com as urgências nocturnas, o que é um passo importante para que o hospital funcione.</p>
<p style="text-align: justify;">Sei que, neste momento, há da parte dos responsáveis da misericórdia um envolvimento muito profundo para a reabertura e estou em crer que o hospital irá abrir, provavelmente, já não na minha presidência, o que muito gostaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Sofri e foi uma enorme tristeza aquando do seu encerramento, pela mais-valia que representava para o concelho e todos os munícipes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A situação do concelho em termos de desempregados e de beneficiários de apoios sociais é preocupante?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O nosso concelho é um concelho rico, em que a actividade agrícola é a base. Existem algumas actividades agrícolas bastante rentáveis, nomeadamente a produção da castanha. O que acontece é que o espaço que o concelho reserva não é correspondente à formação dos jovens e não pode garantir-lhes emprego, sobretudo aos licenciados. Isso é assustador. Neste momento, temos na câmara municipal o registo de muitos jovens licenciados à procura de emprego, que a economia concelhia não consegue dar. Não o conseguem aqui, mas no país a conjuntura também o torna difícil.</p>
<p style="text-align: justify;">Pese embora essas dificuldades, reconheço que o concelho vai respondendo, melhor que outros concelhos que conheço, no vencer desta crise.</p>
<p style="text-align: justify;">A agricultura é um refúgio positivo e importante. Neste momento e percorrendo o nosso concelho vemos que está bem cultivado, aumentando a sua riqueza primária.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de todas as contrariedades, o concelho oferece melhor qualidade de vida que outros concelhos, até do litoral.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Houve alguma coisa que, vista a esta distância, faria agora diferente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Penso que faria tudo da mesma forma. Na altura quando comecei a gerir a câmara, muito mais jovem, tive situações difíceis, sobretudo por erros que se vinham acumulando. Não quero alongar-me, mas a intranquilidade social que se vivia e a incerteza da governação autárquica foram colmatadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que seguiria o mesmo rumo, mesmo trabalho, a mesma forma de me dedicar às pessoas, isso faz parte da minha forma de estar e ser. Não me sinto bem em diferenciar uns dos outros. Para mim são todos cidadãos, emanados pela mesma condição humana e recebo toda a gente com a mesma atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Não inverteria o meu trabalho e continuaria na mesma linha de rumo, com a mesma dedicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, talvez, tivesse outra forma de atuar, atendendo que as vivências do presente são diferentes das do passado e os desafios também. Empenhar-me-ia neste momento noutros projetos, que valorizassem mais o concelho, que sempre foi o meu objectivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sinto-me satisfeito com o que fiz e não inverteria o meu caminho e percurso até aqui, adaptando-me com naturalidade às exigências da sociedade e ao inconformismo das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Ainda sente orgulho de ter sido deputado da Assembleia da República?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não me motivou. Tive orgulho, naturalmente, primeiro por ter sido reconhecido como candidato pelo partido e tê-lo sido também pela população do concelho de forma muito significativa. Na altura cerca de 80% da população votou em mim para a Assembleia da Republica, o que foi preponderante para serem eleitos três deputados no distrito pelo PSD.</p>
<p style="text-align: justify;">Fui durante cerca de seis meses, ativo representante do distrito, mas a minha forma de estar não condiz com a função de deputado, que é uma função mais de debate político e de elaboração de leis e menos de ação executiva. Essa sim que me preenche e motiva.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Quanto ao seu futuro político, está sobre a mesa uma possível candidatura a algum cargo/autarquia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ainda não há nada em cima da mesa. Trabalhei muitos anos nesta autarquia e se surgir alguma proposta ponderarei, mas o meu desafio autárquico termina aqui, não assumirei qualquer outro lugar ligado às autarquias.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Já idealizou o que vai fazer depois de deixar de ser presidente da Câmara?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Já idealizei muitas soluções, todas para ocupar o meu tempo e realizar-me pessoalmente. Poderá haver alguma saída, mas concretamente não tenho nada previsto.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Há mais de 27 anos à frente da Câmara e a um mês de a deixar, que mensagem quer dirigir aos munícipes que o elegeram para cada mandato e aos que admiram a sua capacidade de liderança?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Agradecer a todos a confiança que depositaram em mim ao longo de todos estes anos. Dizer-lhes que trabalhei em prol do concelho de forma dedicada, e em que sempre recebi de todos os munícipes o reconhecimento do trabalho que executei. Sempre dei o melhor pela comunidade e pelo concelho.</p>
<p style="text-align: justify;">A vida é o que é, temos um tempo para estar, um tempo para permanecer e um tempo para sair. Está na altura de eu sair. Saio com nostalgia e respeito por todos aqueles que ao longo dos anos em mim depositaram confiança, me deram incentivo para poder continuar a trabalhar pelo concelho. Resta-me sair com a saudade, bem expressa no meu rosto e o reconhecimento de todos aqueles que comigo ao longo dos tempos conviveram, souberam ouvir-me e entender-me. Agradeço a todos do fundo do coração e dizer-lhes que a vida segue o seu ritmo, o seu rumo, agora com outros protagonistas.</p>
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		<title>“Tive a felicidade de apostarem em mim e se outros jovens da região tivessem essa mesma sorte certamente que também se destacariam”</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 10:53:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Aos 25 anos, Leonel Cunha, conhecido no futebol como Lio, continua a sua ascensão no mundo do desporto rei. Fez a formação na AD Flaviense, e começou a sua carreira nos distritais. Mas depois de uma oportunidade no GD Chaves, em 2010/2011, na II Divisão, passadas duas temporadas, o flaviense estreou-se nos campeonatos profissionais, ao serviço do Freamunde. A encantar com o seu futebol na Segunda Liga, Lio que não quer parar por aqui, fala A Voz de Chaves sobre a sua carreira, passado, presente e futuro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Aos 25 anos, Leonel Cunha, conhecido no futebol como Lio, continua a sua ascensão no mundo do desporto rei. Fez a formação na AD Flaviense, e começou a sua carreira nos distritais. Mas depois de uma oportunidade no GD Chaves, em 2010/2011, na II Divisão, passadas duas temporadas, o flaviense estreou-se nos campeonatos profissionais, ao serviço do Freamunde. A encantar com o seu futebol na Segunda Liga, Lio que não quer parar por aqui, fala <em>A Voz de Chaves</em> sobre a sua carreira, passado, presente e futuro.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/Lio-GD-Chaves-2010-11.jpg" rel="lightbox[66817]"><img class="alignleft size-medium wp-image-66820" style="margin: 5px;" title="Lio-GD-Chaves-2010-11" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/Lio-GD-Chaves-2010-11-283x300.jpg" alt="" width="283" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como está a correr a tua primeira experiência na Liga de Honra?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para já está a correr bem, estou a jogar regularmente, que é o mais importante nesta fase, e inclusivé já marquei dois golos, que dão sempre outra moral e confiança para o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É importante registar que chegaste a um novo clube, num campeonato que não conhecias, e já és titular da equipa…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No início o mais importante era ser opção para o treinador e tentar agarrar um lugar no onze. Felizmente é isso que está a acontecer e é o melhor que posso pedir para já.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Liga de Honra é um campeonato diferente do que estavas habituado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É um campeonato diferente, sim. Este ano ainda mais, porque há mais equipas, com as equipas B. Todas as equipas têm muita qualidade, são bastante competitivas e por isso será um campeonato muito competitivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quando aceitaste o desafio do Freamunde quais eram as tuas expectativas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O principal objectivo era dar mais um salto na carreira, ir para um campeonato profissional. Claro que a exigência é maior e espero estar preparado para o desafio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os resultados ainda não apareceram no campeonato, o que falta à equipa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Até começámos bem na Taça da Liga, onde conseguimos passar de grupo, mas depois no campeonato as coisas não correram muito bem, também não tivemos muita felicidade e temos que assumir que não estivemos bem em alguns jogos. Agora conquistamos dois empates fora de portas, o que é moralizador para no próximo jogo em casa conseguirmos a vitória que nos está a faltar, o que pode ser a rampa de lançamento para uma época mais tranquila.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais são os vossos objectivos para esta época?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os objectivos do Freamunde passam por conseguir a manutenção na segunda liga. É um campeonato longo. Penso que as equipas B vieram trazer qualidade ao campeonato, pois os jogadores são jovens e querem jogar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Podia ter chegado mais cedo, mas também podia nunca ter surgido a oportunidade de jogar na Segunda Liga”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O teu futebol está a adaptar-se bem à Segunda Liga?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Penso que sim. Tenho-me conseguido adaptar bem à Segunda Liga. No início até comecei a jogar fora de posição e as coisas estavam a correr mais ou menos, mas sabia que podia melhorar. Agora estou a jogar numa posição em que me sinto melhor, já estou habituado, e as coisas começam a sair-me bem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A verdade é que começas a destacar-te e os jornais nacionais já repararam em ti…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim é verdade, dei uma pequena entrevista para um jornal nacional. É bom sinal, quando começamos a ser falados por bons motivos, é sempre bom.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estavas à espera de estar já na Segunda Liga este ano?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, joguei no ano anterior na II Divisão e por isso o passo seguinte era o campeonato profissional. Se estava à espera… Fiz uma boa época no Tirsense no ano anterior, e também tinha estado bem ao serviço do GD Chaves. Sabia que a certa altura podia chegar a minha oportunidade e foi isso que aconteceu. Estou muito contente por isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Achas que já podias estar nos campeonatos profissionais há mais tempo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não sei… Podia ter chegado mais cedo mas também podia nunca ter surgido a oportunidade. As coisas acontecem quando devem acontecer e devemos sempre aproveitá-las quando aparecem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esperas dar ainda mais um salto na carreira?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, temos que ter sempre o objectivo de procurar ir para melhor. Nesta altura estou na Segunda Liga e quero dedicar-me e esforçar-me para sair para melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Durante o defeso falou-se na tua ida para o Vitória de Setúbal, da Primeira Liga, mas não se chegou a concretizar…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sei que isso foi noticiado, quer a nível nacional quer regional, mas sinceramente não sei que fundamento tinha essa notícia porque ninguém falou comigo. É sempre bom ser falado e provavelmente até ganhei com isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Então quando pensas chegar à Primeira Liga, um ano, dois anos…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não tenho um prazo estabelecido para poder dar o salto, nem sei se isso irá acontecer, mas caso surja a oportunidade que seja o mais rápido possível!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Quando assinei pelo Tirsense, o Chaves estava praticamente a fechar as portas e as indicações que as pessoas me davam era para procurar outro clube”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Representaste o GD Chaves numa fase difícil do clube, com dificuldades financeiras, que resultou numa aposta em jogadores da região, onde tu te destacaste. Gostavas de ter sido aposta numa fase diferente do clube?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O facto do GD Chaves ter passado por problemas financeiros foi a oportunidade para mim e para jovens da região poderem jogar no plantel sénior. O facto do Chaves não apostar muito na formação, de não ter um historial em lançar jovens, já é algo que vem de trás.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Acabou por ser uma oportunidade para ti…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, foi um mal que veio por bem. Acabei por ter essa oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Depois do ano no GD Chaves acabaste por sair para o Tirsense, pois o plantel dos flavienses foi constituído mais tarde. Era um objectivo teu continuar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando assinei pelo Tirsense, o Chaves estava praticamente a fechar as portas e as indicações que as pessoas me davam era para procurar outro clube, pois o clube estava para acabar. Depois soube que houve pessoas a pegar nele e que estão a levar o para a frente. Por um lado fiquei com pena, mas foi algo que aconteceu e não podia estar mais tempo à espera.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pensas regressar ao GD Chaves, ou que o clube se encontre no teu caminho nas ligas profissionais?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, talvez mais tarde gostava de voltar a jogar no Chaves. Também era bom que isso acontecesse e que o clube subisse de divisão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não houve oportunidade para assinar pelo Chaves esta época?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não surgiu. Tinha duas propostas da Segunda Liga, onde acabei por escolher a do Freamunde. Mesmo que houvesse uma abordagem por parte do Chaves não sei se aceitaria, pois com propostas da Segunda Liga não sei se iria desperdiçar oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Falou-se num desentendimento com o investidor do clube, Francisco Carvalho…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não houve desentendimento nenhum. O Sr. Francisco até me ajudou numa determinada altura da carreira, e agradeço-lhe esse facto, mas não tive nenhum problema de maior com ele. Uma ou outra opinião diferente, em relação à minha carreira, mas nada mais do que isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Está tudo resolvido?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, considero-o até uma pessoa amiga.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como vês o GD Chaves nesta fase, na segunda temporada em que a Comissão Administrativa gere os destinos do clube?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fico contente pelo facto de haver pessoas que estão a levar o Chaves para a frente. Estão-se a dedicar para que o clube seja cada vez melhor e tenha melhores condições.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Nunca pensei em desistir, mas por vezes era desmotivante ver uma falta de aposta das pessoas responsáveis pelo GD Chaves nos jogadores jovens da região”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nos primeiros anos de seniores passaste pelos escalões distritais, Valpaços, Vidago e numa formação no Luxemburgo. Fazendo uma retrospectiva, consideras importante essa passagem pelos distritais?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Penso que sim. Pelos clubes por onde passei fui sempre opção e praticamente sempre titular e isso foi importante para desenvolver as minhas capacidades e para crescer como jogador, independentemente de ser um escalão distrital. Quando os jogadores passam de juniores para seniores é quando se nota a maior diferença e aí o mais importante é jogar com regularidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Diz-se que nos distritais os jogadores jovens aprendem muito, com os jogadores mais velhos…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Também não me posso esquecer que fui sempre muito ajudado por todos os treinadores que tive e isso foi importante. Há sempre jogadores experientes e aprendem-se as manhas e as ratices de alguns deles.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A tua formação foi feita na AD Flaviense, como recordas esses tempos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foram bons tempos. Na altura A Flaviense tinha tradição de ter boas equipas, competitivas. Praticamente todos os anos havia um escalão que era campeão da AF Vila Real. Foram tempos gloriosos. Neste momento isso não está a acontecer e não sei o porquê. Na AD Flaviense fui campeão três vezes e participei no nacional de juniores onde conseguimos a manutenção, o outro campeonato nacional que fiz foi nos juvenis do GD Chaves.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais são as pessoas que mais te marcaram na carreira?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Houve muitas pessoas que me marcaram, directa ou indiretamente, e que me ajudaram a chegar onde cheguei. Não quero falar em nomes porque me posso esquecer de alguém, mas há pessoas que foram muito importantes para mim.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como vê a tua família esta ascensão?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estão contentes por mim. Sabem que sempre foi isto que quis e fiz muito por isso. Ficam orgulhosos comigo por ter chegado até este ponto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É uma satisfação para ti ver que começaste nos campeonatos distritais e estás agora já nas ligas profissionais?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fico contente, claro, e com orgulho quer por onde já passei, quer por onde estou neste momento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alguma vez pensaste em desistir ou que não chegarias a este nível?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desistir nunca, mas por vezes era desmotivante ver uma falta de aposta daspessoas responsáveis pelo GD Chaves nos jogadores jovens da região. Mas nunca pensei em desistir, pois sempre joguei à bola e fui jogando sempre, dedicando-me ao trabalho, à espera que um dia surgisse a oportunidade que tive.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há jovens valores na região, mas muitas vezes não chegam onde podem chegar. Qual é a tua opinião sobre a formação na região?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tive a felicidade de apanhar um treinador que apostou em mim, o Luís Miguel, nos seniores do GD Chaves, depois de ter tido a oportunidade de ficar no plantel. Acho que isso é o que falta por vezes, os treinadores apostarem nos jogadores jovens e não terem medo de os lançar. Tive essa felicidade e se outros tivessem essa mesma sorte certamente que também se destacariam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por vezes é preciso arriscar…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Claro, para colher é preciso semear, acreditar, dar moral aos jovens e confiança, para que eles mostrem o que valem.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Diogo Caldas</strong></span></p>
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		<title>Valpaços &#8211; Uma resposta social a caminho&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 10:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>atual</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Está a nascer na cidade valpacense um Centro de Actividades Ocupacionais e um Lar Residencial. Um sonho da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Valpaços, que vai mudar por completo a vida de centenas de pessoas. Um projecto de referência no panorama regional, que A Voz de Chaves foi conhecer melhor, enquanto se ultimam pormenores para dar início às actividades nas instalações provisórias, na antiga escola de Vilarandelo…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Está a nascer na cidade valpacense um Centro de Actividades Ocupacionais e um Lar Residencial. Um sonho da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Valpaços, que vai mudar por completo a vida de centenas de pessoas. Um projecto de referência no panorama regional, que A Voz de Chaves foi conhecer melhor, enquanto se ultimam pormenores para dar início às actividades nas instalações provisórias, na antiga escola de Vilarandelo…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Cátia Mata</strong></span></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/R-Araujo.jpg" rel="lightbox[66782]"><img class="alignleft size-medium wp-image-66787" style="margin: 5px;" title="R-Araujo" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/R-Araujo-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a><strong><em>A Voz de Chaves</em> – Esta é uma das melhores fases da APPACDM de Valpaços. Concorda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aida Pereira</strong> – É uma fase positiva, mas também muito difícil ao mesmo tempo. Positiva pela imagem e visibilidade que já está a ter na comunidade, mas difícil em termos de trabalho propriamente dito porque temos as instalações provisórias, em Vilarandelo, prontas para começar a laborar e as obras do Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) e Lar Residencial a decorrer.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O que falta ainda para poderem avançar nas instalações provisórias de Vilarandelo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As instalações estão prontas desde Dezembro, graças à Câmara Municipal de Valpaços, que tem apoiado o projecto desde a primeira reunião a 4 de Maio de 2007 com o presidente da câmara. Estamos a aguardar o estabelecimento de protocolo de cooperação com a segurança social para poder começar a funcionar. Se fossemos independentes financeiramente já poderíamos estar a funcionar, mas como precisamos desse apoio estamos à espera há quase nove meses.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Este atraso está a causar transtornos às famílias e utentes?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sim, estão ansiosos para que a instituição inicie o Centro de Actividades Ocupacionais. Havia uma perspectiva que isso acontecesse há mais de um ano, mas por causa das obras houve um adiamento e agora estamos a aguardar, já com tudo pronto. Estamos a falar de uma valência para deficientes pós-escolaridade, numa área em que não existem respostas adequadas na região.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Quantas pessoas serão contempladas nas instalações provisórias?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nós estamos preparados para receber trinta clientes [é a nova terminologia, em vez de utentes] mas temos indicação que não haverá financiamento para tantos, por isso deve rondar entre os 20 e 25 clientes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O que podem esperar os utentes em Vilarandelo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Temos muitas actividades disponíveis e salas específicas para cada uma, desde carpintaria, olaria, sala de estudo, informática, teatro e dança, apartamento T1 para actividades da vida diária, pavilhão para actividades desportivas&#8230; Também podemos proporcionar a prática da agricultura, que poderá ser dinamizada nos terrenos envolventes. Um leque variado de actividades, que vai ocupá-los das 9 às 17 horas, levadas a cabo por pessoas com formação específica, professores, monitores, técnicos como psicólogos e assistente social. Seguramente significará a criação de pelo menos 10 postos de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Pretendemos, ainda, a longo prazo ter disponível a vertente de formação profissional, que faz parte dos nossos estatutos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Depois de prontos o CAO e Lar Residencial, serão mantidas as instalações em Vilarandelo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Considero que seria muito benéfico para o concelho manter as duas estruturas em funcionamento e, talvez, aí sim, conseguir disponibilizar a componente profissional em Vilarandelo, que é um espaço idílico, como eu costumo dizer. As salas são muito grandes, o que permite a criação de oficinas específicas e pelas solicitações que temos tido [ainda hoje houve interessados que nos contactaram] creio que ultrapassaremos em breve o número de vagas abertas para ambas as valências.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>“Por haver esta resposta, existem pessoas interessadas em regressar ao concelho”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Existe uma lista de espera numerosa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sim, no concelho de Valpaços temos muitos e depois já várias pessoas estabeleceram contactos connosco de Chaves, Boticas e muitas outras cidades do país em que familiares têm raízes no concelho ou na região e havendo essa resposta estão dispostos a regressar.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde que a obra e o projecto são mais divulgados, mais pessoas nos contactam, afim de poderem usufruir dos serviços.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é que na sua opinião representarão as novas valências para Valpaços?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É uma resposta que as famílias há muito aguardam, porque vai permitir-lhes desenvolver a sua vida diária, que até agora não podiam porque tinham que cuidar dos seus familiares com deficiência. Poderão desenvolver a sua actividade profissional e produzir, digamos assim, sem restrição.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o concelho é uma mais-valia, porque além dos postos de trabalho criados há, depois, todo um desenvolvimento de forma indirecta porque as pessoas vêm trabalhar ou visitar ou frequentar e consomem, almoçam, fazem compras… a própria instituição vai adquirir serviços e tudo isso cria uma dinâmica diferente e de alguma forma vai enriquecer o concelho.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Enquanto não entram em funcionamento, foi satisfeito mais um desejo da associação…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sim, temos de agradecer, sem dúvida, à Câmara Municipal de Valpaços, porque nos permitiu satisfazer mais uma lacuna. Temos agora uma carrinha ao dispor dos utentes, adaptada, que permite o transporte de duas cadeiras de rodas ao mesmo tempo. Não teria sido possível sem o apoio da câmara municipal e permite a inclusão de todos, independentemente da sua problemática.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O CAO e Lar Residencial vão fazer toda a diferença…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O concelho de Valpaços tem pessoas portadoras de deficiências de diferentes ordens. Temos alguns casos de multideficiências, deficiências graves, oriundas sobretudo de famílias carenciadas, que têm um coração grande e um desejo enorme de dar o seu melhor e fazem coisas incríveis, muitas vezes inimagináveis para quem não vivencia as situações, mas há situações que eles não podem colmatar, que só será possível através de apoios especializados, que encontrarão no CAO e Lar Residencial, um caminho melhor para essas situações.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Nova estrutura vai criar 33 novos postos de trabalho</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O CAO e Lar residencial que estão a ser construídos em Valpaços pretendem servir pessoas com deficiência a partir dos 16 anos. Doze poderão usufruir do Lar Residencial e no máximo 30 utentes poderão usufruir do Centro de Actividades Ocupacionais.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O edifício do CAO terá aproximadamente 820.00m2 de área de implantação enquanto o edifício destinado ao Lar Residencial terá aproximadamente 635.00m2 de área de implantação, sendo o restante espaço destinado a zonas de lazer.</p>
<p style="text-align: justify;">O futuro CAO e Lar Residencial funcionarão com o apoio de serviços de saúde e de equipamentos existentes em Valpaços, tais como as piscinas, que servirão de apoio e integração dos utentes na comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O CAO, com dois pisos, terá espaço e condições adequadas para administração, recepção para utentes e público, refeitório, bar, cozinha, vários gabinetes, sala de reuniões, entre outras. Existirão, também, os AVD (Actividades da Vida Diária – Apartamento) com hall de entrada, quarto, sala, cozinha e WC. No 1º andar situam-se as salas de actividades para carpintaria, cerâmica, sala polivalente, sala de pintura, sala de informática, sala de actividades funcionais e sensoriais e sala para banho ajudado com equipamento para mudança de fraldas.</p>
<p style="text-align: justify;">O Lar Residencial desenvolve-se num só piso, onde se encontram áreas de gabinetes, refeitório, sala de estar/convívio, cozinha e vários quartos. O projecto vai criar pelo menos 33 novos postos de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Actualmente a associação tem gabinete na antiga escola primária, junto ao hospital de Valpaços, e tem abertas as inscrições para voluntariado, no caso daqueles que queiram colaborar com a instituição no apoio a pessoas com deficiência. Para tal deve consultar o site: www.appacdm.no.sapo.pt.</p>
<p style="text-align: justify;">Como Instituição Particular de Solidariedade Social necessita de apoios para continuar a desenvolver os seus projectos, por isso, a responsável Aida Pereira apela para que, por dois euros por mês se faça sócio da associação, pois “está à vista que o dinheiro é bem empregue”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Cátia Mata</strong></span></p>

<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=66787' title='R-Araujo'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/R-Araujo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="R-Araujo" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=66786' title='Projecto-01'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/Projecto-01-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Projecto-01" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=66785' title='obra-lar-residencial'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/obra-lar-residencial-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="obra-lar-residencial" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=66784' title='carrinha-2'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/carrinha-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="carrinha-2" /></a>
<a href='http://diarioatual.com/?attachment_id=66783' title='carrinha-01'><img width="150" height="150" src="http://diarioatual.com/wp-content/uploads/2012/09/carrinha-01-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="carrinha-01" /></a>

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