Entre os dias 18 e 20 de agosto Chaves recuou mais de dois mil anos no tempo e voltou a ser invadida pelos romanos. Foram mais de 80 mil as pessoas que durante os três dias passaram pela Alameda de Trajano para viver a “Festa dos Povos de Aquae Flaviae”.

A V edição da “Festa dos Povos de Aquae Flaviae” teve início na sexta-feira às 19h com o cortejo inaugural, que teve início na Praça de Camões e terminou na Alameda de Trajano. O encerramento desta edição aconteceu no domingo, dia 20, com o espetáculo “Spartaculina, a gladiadora rebelde”.
A Alameda de Trajano esteve composta por 142 expositores de artesanato, de misticismo, e de produtos agroalimentares ancestrais locais, nacionais e também internacionais, de Espanha, Holanda, Egito, Marrocos e Equador.

Foram três dias nos quais decorreram mais de 100 espetáculos que contaram com uma elevada adesão dos jovens locais. “Os espetáculos de animação tiveram uma matriz local muito significativa. Isto significa que já foi possível produzir espetáculos, concebê-los, imaginá-los em Chaves, através dos diferentes grupos que temos em Chaves, desde a Academia de Artes, os INDIEROR, até ao grupo de teatro Atirei o Gato ao Pau, etc. Muita gente jovem que imaginou e produziu os espetáculos. A aposta na matriz local já tem aqui os seus frutos. Deixa-nos cheios de orgulho. Produz-se um espetáculo, mas o dinheiro começa a circular muito em Chaves e a não sair de Chaves, o que é realmente bom”, destacou António Cabeleira, presidente da Câmara Municipal de Chaves.

Também este ano se realizou mais uma edição dos Jogos Populares de Aquae Flaviae. Foram quatro as equipas a participar e a que se sagrou vencedora foi a que esteve em representação do povo Quaquerno, composta pelas localidades de Valdanta, Curalha, Redondelo, Soutelo e Seara Velha.

Durante os três dias da “Festa dos Povos de Aquae Flaviae” passaram pela Alameda de Trajano mais de 80 mil pessoas, tendo a hotelaria da cidade estado esgotada durante todo o fim de semana. “Eu diria que esta quinta edição foi a edição que teve mais gente em relação a todas as anteriores. Em duas noites, na noite de sexta-feira e na noite de sábado, era quase impossível circular no espaço. A adesão foi extraordinária por parte dos flavienses, mas não só, também de gente que vem de propósito a Chaves já por causa da Festa dos Povos. Quer dizer que é uma aposta consolidada e agora temos naturalmente muito caminho para a valorizar e para a tornar ainda maior”, concluiu o autarca flaviense.

Maura Teixeira

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